Enterobius vermicularis: Morfologia e Diagnóstico

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Introdução ao Enterobius vermicularis

O Enterobius vermicularis pertence à família Oxyuridae, que compreende várias espécies de interesse veterinário, como o Oxyuris equi e o Heterakis gallinae, entre outros, além do Enterobius vermicularis, que parasita o homem.

Histórico e Nomenclatura

  • Linneu (1758): Classificou como Ascaris vermicularis.
  • Rudolphi (1803): Propôs o gênero Oxyuris.
  • Lamarck (1816): Denominou Oxyuris vermicularis.
  • Leach (1853): Reestudou e definiu como um gênero distinto, o Enterobius.

Seguindo as regras internacionais de nomenclatura zoológica, o nome oficial é Enterobius vermicularis (Linneu, 1758) Leach, 1853. É conhecido popularmente como "oxiúros".

Gênero e Espécies

O gênero Enterobius possui várias espécies (7), que são parasitos de diversos macacos em regiões da Ásia, África e América, mas estas não atingem o homem. O termo Oxyuris refere-se à sua característica de cauda pontuda.

Morfologia do Parasito

Apresenta um nítido dimorfismo sexual. Os caracteres comuns aos dois sexos incluem:

  • Cor branca e aspecto filiforme;
  • Extremidade anterior com boca pequena e três lábios retráteis;
  • Expansões vesiculosas laterais conhecidas como "asas cefálicas" ou asas cervicais;
  • Boca seguida de esôfago claviforme, terminando em um bulbo cardíaco ou esofagiano;
  • Intestino retilíneo que segue até o reto.

E. vermicularis - NÓBREGA, M.F.F.

Conforme descrito, o nítido dimorfismo sexual e os caracteres comuns (cor branca, filiformes, boca com lábios retráteis, asas cefálicas e esôfago com bulbo) definem a espécie.

Características da Fêmea

A fêmea mede cerca de 1 cm de comprimento por 0,4 mm de diâmetro. Possui uma cauda pontiaguda e longa. A vulva abre-se na porção média anterior, seguida por uma curta vagina que se comunica com dois úteros; cada ramo uterino continua com o oviduto e o ovário. Não ocorre ovoposição no interior do intestino do hospedeiro.

E. vermicularis - NÓBREGA, M.F.F. Mede de comprimento por 0,4 mm de diâmetro. Cauda pontiaguda e longa. Vulva abre-se na porção média anterior, seguida de curta vagina que comunica com dois úteros; cada ramo uterino continua com o oviduto e o ovário. Não ocorre ovoposição no interior do intestino do hospedeiro.

Características do Macho

O macho mede cerca de 5 mm de comprimento por 0,2 mm de diâmetro. A cauda é fortemente recurvada em sentido ventral, com a presença de um espículo. Apresenta um único testículo, canal deferente, canal ejaculador e cloaca.

O Ovo

O ovo mede de 50 µm a 60 µm por 20 µm a 30 µm. Possui um aspecto grosseiro de uma letra "D", onde um dos lados é sensivelmente achatado e o outro é convexo. Apresenta membrana dupla, lisa e transparente, com uma superfície viscosa que adere facilmente a qualquer superfície. O ovo sai da fêmea já com uma larva (embrionado).

Mede 50 µm a 60 µm por 20 µm a 30 µm; aspecto grosseiro de um D, um dos lados é sensivelmente achatado e o outro é convexo; membrana dupla lisa e transparente, superfície viscosa; adere facilmente a qualquer superfície; sai da fêmea com um...

Habitat e Transmissão

Habitat

  • Machos e fêmeas: Localizam-se no ceco e apêndice.
  • Fêmeas repletas de ovos: Podem conter de 5 a 16 mil ovos (até 20 mil) e migram para a região perianal.
  • Em mulheres: Ocasionalmente podem ser encontrados na vagina, útero e bexiga.

Mecanismos de Transmissão

  • Heteroinfecção: Ovos presentes na poeira ou alimentos atingem um novo hospedeiro (primoinfecção).
  • Indireta: Ovos na poeira ou alimentos infectam o mesmo hospedeiro que os eliminou.
  • Autoinfecção externa ou direta: Comum em crianças; os ovos passam da região perianal para a boca. É o principal mecanismo de cronicidade da verminose.
  • Autoinfecção interna: Processo raro onde as larvas eclodem dentro do reto e migram até o ceco, tornando-se vermes adultos.
  • Retroinfecção: As larvas eclodem na região perianal (externamente), penetram pelo reto e migram até o ceco.

E. vermicularis - NÓBREGA, M.F.F 8

Diagnóstico da Oxiuríase

Diagnóstico Clínico

O prurido anal noturno é a principal suspeita clínica. O diagnóstico é estabelecido pelo encontro do verme no períneo ou na roupa íntima.

O prurido anal noturno é suspeita clínica. Estabelecido pelo encontro do verme (períneo ou roupa íntima).

Diagnóstico Laboratorial

O exame de fezes convencional geralmente não funciona para esta verminose intestinal. Técnicas de enriquecimento revelam apenas 5 a 10% do parasitismo. O melhor método é o da fita adesiva transparente (método de Graham) ou o swab anal.


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