O Estado: Conceito, Elementos e Evolução Histórica

Classificado em História

Escrito em em português com um tamanho de 8,42 KB

O Estado

O termo Estado

O ser humano é um ser social. As sociedades podem se organizar como Estado, mas também de forma patriarcal e tribal (stateless). Isso significa o surgimento do Estado como uma forma de sociedade política, além do estágio da sociedade natural, que é uma forma de organização para a qual tendem as sociedades políticas. Foi uma sociedade com os órgãos políticos, jurídicos e administrativos independentes (executivo, legislativo e judicial). A diferença entre as sociedades políticas com o Estado e as apátridas é que o primeiro desenvolveu um exército defensivo. O termo Estado é usado no sentido de povo e nação. Louis XIV disse: "Eu sou o Estado".

Antigamente, o viver à mercê da natureza em condições precárias gerou a necessidade de se associar em pequenos grupos com seres da mesma espécie, fixando-se em um lugar (sedentarismo), aparecendo a primeira instituição: a família.

Com o tempo, desenvolvem-se outros tipos de sociedades perante o Estado: a banda e a tribo, horda, gens, clã e totem, tabu e carisma. O termo Estado deve-se a Maquiavel, que o introduziu em seu livro O Príncipe. Significa que o Estado é a organização política e jurídica de um povo num dado território e sob um poder de comando, de acordo com a razão. Um breve passeio pelos estados antigos:

  • 1) Estado egípcio: Há 5000 anos, o Estado era o faraó.
  • 2) A Grécia: Elevada participação dos cidadãos nos assuntos públicos. A autoridade era exercida por vários chefes e reconhecida pelo "conselho de anciãos". O Estado era o lugar onde havia vida humana. Platão acreditava que a estrutura do Estado e do homem é a mesma. Aristóteles declara que o Estado é anterior ao homem.
  • 3) Roma: Aqui surge o Estado pela necessidade de impor uma autoridade central para o povo.
  • 4) França: Louis XIV exerceu um poder absoluto. Durante a Revolução Francesa, desenvolveu-se o sentido moderno da palavra Estado. Maquiavel, na transição da Idade Média, usou o nome de "Estado".

Os elementos do Estado são: pessoas, território e poder. O Estado é uma sociedade (o povo) estabelecida definitivamente em um território sujeito ao poder soberano, que cria, define e aplica uma ordem jurídica para o bem de seus componentes.

  • Pessoas: Processos em uma associação cultural.
  • Poder: Autoridade de domínio dos seres humanos.
  • Território: O elemento físico.

Os elementos do Estado

Os elementos do Estado são: as pessoas, o território e as instituições formais.

- Estado e instituições formais de governo: Essas sociedades são formadas por um povo. As pessoas podem estar sujeitas (Estado de todos) ou podem estar envolvidas e ser soberanas (Estado democrático). As democracias podem ser:

  • A) Democracia direta: O povo conhece as medidas governamentais adotadas (deve haver um meio de representação: os governos aristocráticos).
  • B) Democracia formal: O povo é representado pelo governo através do voto.
  • C) Democracia aprovada: Existe um controle popular sobre a ação do governo.
  • D) Democracia não aprovada: Não há controle popular.

A democracia para a "eutaxia", isto é, ao lado das relações plurais que operam livremente, deve garantir a regra da "lei".

- Estado e território: A sociedade também consiste em uma área. O território é onde a soberania é estabelecida. A fronteira é uma organização política que se afirma em comparação com outros Estados. Mas os Estados precisam se relacionar (diplomacia).

- O poder do Estado e da soberania: O terceiro elemento do Estado é o poder de reconstrução. Poder é a capacidade de tomar decisões e influenciar para fazer por si mesmo e para que os outros façam. Para isso, deve-se ter "forças", isto é, os meios para obter um resultado, e possui "autoridade", a qual é reconhecida por empregar esses meios. A palavra "soberania" é usada para designar quem tem o "poder legítimo". Em uma sociedade absolutista, o Rei tem todo o poder; em uma monarquia absoluta, o Rei está acima de tudo; na democracia, existe a soberania popular (o povo).

A natureza do Estado

O homem evoluiu para grupos de hominídeos com estruturas sociais mais complexas, levando à constituição estatal. Aristóteles definiu o homem como uma espécie humana racional. Ele considerou o homem como um ser social e o Estado como anterior às suas partes constituintes (famílias e indivíduos que a compõem). Portanto, o Estado é uma criação da natureza e o homem é um animal político. A visão moderna de Hobbes, Locke e Rousseau afirma que, antes da fundação de toda a sociedade, existe um homem primitivo.

- A lei estadual e a Sociedade de Estado: O estatuto jurídico pode ser entendido como um mero treino legal ou como uma sociedade (estilo de vida, política, religião, economia...). A sociedade de Estado pode ser dividida em:

  • Estado organísmico: O Estado é um órgão vivo composto pelos indivíduos, que são membros do mesmo.
  • Situação contratual: O Estado é uma criação de indivíduos.

Teorias de desenvolvimento do Estado ou contratual atomística

A teoria do contrato social explica a origem da sociedade não apenas por fatos associativos, mas também, e principalmente, pelo pacto social entre as famílias e outras entidades que formam o tecido social básico. O contrato social é o acordo pelo qual as pessoas, que querem formar uma parceria com os outros, assumem obrigações mútuas. Este acordo pode ser expresso ou tácito.

- A origem histórica da sociedade política ou Estado (o mito de origem): Há uma teoria do contratualismo que se refere ao estado natural como ponto de partida para o avanço da construção do Estado, definindo uma origem histórica. A teoria sócio-naturalista significa que, para essa visão, a origem da sociedade política é Deus.

Estado moderno e seu surgimento

O aumento do comércio leva a um novo estilo de vida em concentrações urbanas (Burgos). Eles pertencem à burguesia, que exigia o livre comércio e movimento, bem como justiça nacional, administração e representação política. A descoberta da América será o último passo em direção ao Estado moderno. No século XVI, surgiram os Estados modernos, como a República de Veneza e o Reino da Espanha.

- Maquiavel (1469-1527): Para Maquiavel, o Estado é uma forma política caracterizada pela estabilidade e continuidade no exercício do poder. O Estado é a tomada do poder perante o príncipe. A origem do Estado é conseguida com um plano racional e metódico para fazer as pessoas dispersas agirem em conjunto. O Estado deve ser centralizado, subordinando a religião como um instrumento de poder. O príncipe deve manter o poder sem limites morais e legais. Maquiavel é considerado o teórico do "realismo político".

- Suposições históricas e doutrinárias do Estado absoluto: A partir dos séculos XV e XVI, desenvolve-se o absolutismo político. Na Inglaterra, aparece com os Tudors; na Espanha, com o casamento de Fernando e Isabel (1469); na França, em 1453. Na Inglaterra e França, os comerciantes apoiaram a centralização do poder, mas não na Espanha. O absolutismo político defende a crença de que apenas um poder centralizado pode controlar as forças que tendem a dissolver a sociedade. Esta justificação do poder cria vários problemas: a teoria do direito divino dos reis, novas reflexões sobre a natureza e fundamento da sociedade política, o desenvolvimento da consciência nacional, novos pensamentos sobre a lei natural, a reconsideração da relação com o Estado Inglês e o desenvolvimento de teorias de contrato. Maquiavel justificou o absolutismo, cujo eixo é o príncipe. Mas, para Hobbes, o eixo é o poder em si mesmo. O antecessor do absolutismo de Hobbes foi Jean Bodin (1530-1596).

Entradas relacionadas: