Estratégias de Resposta Educativa à Diversidade

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1) Estratégia Seletiva

Os estudantes devem avançar na educação escolar conforme suas habilidades ou capacidade de aprendizagem. Parte-se de um currículo comum para todos. Aqueles que não o atingem são excluídos do sistema por não avançarem. Responde a uma concepção estática das diferenças individuais, tentando obter o ajuste entre o ensino e as características dos alunos por meio da acomodação e adaptação destes últimos, priorizando a seleção.

2) Estratégia de Adaptação de Objetivos

Partindo do princípio de que a educação escolar não pode garantir que todos os alunos aprendam o mesmo, organiza-se em percursos formativos alternativos que respondem a diferentes objetivos, baseados nas habilidades, interesses e motivações dos estudantes. Em sua forma pura, esta estratégia também depende de uma concepção estática das diferenças individuais, atribuindo ao estudante a responsabilidade final por sua carreira acadêmica.

3) Estratégia Temporal

Do ponto de vista educacional, a diferença mais importante entre os estudantes reside no ritmo de aprendizagem e na assimilação dos conteúdos. Alguns alunos precisam de mais tempo do que outros. A educação básica obrigatória deve garantir aprendizagens essenciais para todos; portanto, os alunos devem permanecer no sistema até atingi-las, independentemente do tempo necessário. A repetição é a fórmula utilizada. Esta estratégia baseia-se em uma concepção ambientalista das diferenças individuais. Crítica principal: mais do que a quantidade de tempo, o importante é o que professores e alunos fazem durante esse período e como o fazem.

4) Estratégia de Neutralização ou Compensação

Alguns grupos de estudantes, devido a características individuais, familiares, sociais ou culturais, podem ter suas chances de aprendizagem diminuídas. Esta estratégia busca neutralizar ou compensar tais efeitos por meio de tratamentos de ensino específicos, antes ou de forma complementar à aprendizagem, para garantir que todos alcancem um nível comum. Exemplos: programas de compensação ou aulas de apoio. Baseia-se no conceito interacionista das diferenças individuais, assumindo que o impacto dessas diferenças não é permanente, sendo mediado pela experiência educacional.

5) Estratégia de Adaptação de Formas e Métodos de Ensino

Diferencia-se da estratégia de neutralização ao propor a adaptação do ensino para todos os alunos e atividades escolares. A ideia principal é que não existem atividades educativas ideais em termos absolutos, devendo estas serem definidas em função das características individuais dos estudantes. O objetivo é o ajuste entre o ensino e o aluno, adaptando o primeiro ao segundo. É a base da "aprendizagem adaptativa": um ensino que, mantendo objetivos comuns, oferece uma ampla gama de métodos e estratégias aplicados de forma flexível. Parte da concepção interacionista, onde diferenças individuais e tratamentos educacionais interagem entre si.

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