Estrutura Agrária e Tipos de Solo no Brasil

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Relações de Trabalho no Campo

  • Pequenos proprietários: Lavradores que trabalham em base familiar para a sua sobrevivência e de sua família, comercializando o excedente.
  • Posseiros: Lavradores que se instalam em terras de terceiros ou devolutas (do Estado), sem título de propriedade; limpam e plantam a terra, aguardando a posse legítima.
  • Grileiros: Invasores de terra (em alguns lugares chamados de "jagunços"), muitas vezes a trabalho de ricos fazendeiros que, através da falsificação de documentos, dizem-se proprietários e, assim, ampliam suas posses.
  • Parceiros: Lavradores que fazem acordo com donos de terras aráveis e dividem a produção (meeiros, terceiros, quarteiros).
  • Arrendatários: Lavradores que "alugam" terras para o plantio.
  • Boias-frias: Indivíduos que executam trabalho na zona rural sem a obtenção de vínculos empregatícios.

Estrutura Fundiária

  • Minifúndios: Propriedade rural de tamanho inferior ao módulo rural estabelecido na região. Abrangem cerca de 72% do total dos imóveis rurais do Brasil.
  • Latifúndio por exploração: Acima de 600 módulos rurais, onde a terra é mantida inexplorada, com fins especulativos, ou explorada de maneira deficiente e inadequada.
  • Latifúndio por dimensão: Propriedades agrárias acima de 600 vezes o módulo rural da região. Geralmente são produtivos.

Tipos de Solos

  • Massapê: Solo escuro e rico em matéria orgânica, formado por sedimentos de rocha metamórfica e calcário. Destaca-se na Zona da Mata nordestina, favorecendo a produção da cana-de-açúcar.
  • Terra Roxa: Origem vulcânica (basalto); presente sobretudo no Planalto (de SP até RS). Importante no desenvolvimento da cafeicultura no Sudeste/Sul.
  • Salmourão: Solo argiloso, fértil e geralmente formado da decomposição do granito. Muito comum no Centro-Sul, utilizado na cultura do feijão, milho, mandioca, etc.
  • Várzea: Solo aluvial, formado a partir das cheias dos rios, onde as águas invadem as margens e as fertilizam com a matéria orgânica presente na água.

Lei de Terras de 1850

Proibiu a posse de terras devolutas pelo sistema de doações; a aquisição de terras passou a ser permitida somente por meio de compra.

  • Obs. 1: Nessa época, a cafeicultura necessitava de mão de obra, situação agravada pela Lei de Proibição do Tráfico Negreiro. A imigração passou a ser estimulada pelo governo brasileiro.
  • Obs. 2: O preço da terra tornou-se elevado com o intuito de dificultar a compra e, assim, garantir a mão de obra dos imigrantes (maioria europeus).

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