Estudo de Microeconomia: Produção, Custos e Moeda
Mapa 2: Teoria da Produção
Defina produto, insumos e função de produção:
Produto: é o resultado do processo de transformação dos fatores adquiridos pela firma para criar bens e serviços a serem vendidos no mercado.
Insumos: são os recursos humanos, capital e terra utilizados neste processo, segundo uma dada tecnologia expressa pela função de produção.
Função: nada mais é que a relação que mostra a quantidade física obtida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num dado período de tempo.
Chama-se função de produção a relação que indica: ( x ) As proporções em que os fatores de produção se combinam para efetivar o produto.
Significado da Lei dos Rendimentos Decrescentes: É a elevação da utilização do insumo variável, mantendo constante a quantidade do insumo fixo, que gera acréscimos cada vez menores na produção, chegando, depois de determinado acréscimo do fator variável, a um produto máximo e depois decrescendo.
Por eficiência técnica entende-se: ( x ) Quando o método de produção permite a obtenção da mesma quantidade de produto que outros processos com uma quantidade menor de todos os fatores, ou menor quantidade de pelo menos um fator, permanecendo a quantidade dos outros inalterada.
Por função de produção entende-se: ( x ) A relação entre a produção máxima de um bem, por unidade de tempo, e os fatores de produção utilizados na produção desse bem.
Em geral, são exemplos de fatores de produção fixos e de fatores de produção variáveis, nessa ordem: A administração e combustíveis.
Um fator de produção é considerado fixo ( x ): Quando a quantidade deste fator não pode ser mudada de imediato quando se deseja uma rápida variação na produção da firma.
Quanto aos períodos de tempo relevantes para a firma:
( x ) O curto prazo é definido como sendo o período de tempo em que pelo menos um fator de produção é fixo.
Mapa 3: Custos e Despesas
Defina custos: É qualquer gasto voluntário pela empresa para a elaboração de seus produtos; é o consumo de valores na obtenção de um determinado bem.
O que são gastos voluntários e involuntários? Cite um exemplo de cada gasto: Os gastos voluntários que não se referem diretamente à elaboração de produtos são despesas, e podem ser reclassificados, conforme sua natureza, em contas de despesas administrativas, despesas comerciais ou financeiras. Os gastos involuntários são aqueles em que a empresa incorre independentemente de sua vontade: originam-se de fatos extraordinários, ex: roubo e enchentes.
Se custos e despesas são gastos voluntários, o que os difere? Os gastos voluntários que não se referem diretamente à elaboração de produtos são despesas, e os que se referem diretamente à produção são custos.
Classifique os fatos contábeis a seguir em referentes a custos, despesas operacionais, despesas não operacionais ou ativo permanente:
- A) Compra a prazo de materiais a serem utilizados na produção – CUSTOS.
- B) Gastos com limpeza do escritório – DESPESA.
- C) Recolhimento da obrigação relativa aos salários de empregados da fábrica – CUSTOS.
- D) Recolhimento da obrigação relativa aos salários de empregados do departamento de vendas – DESPESA.
- E) Roubo de dinheiro do caixa – DESPESA NÃO OPERACIONAL.
Mapa 5: Custos Fixos e Variáveis
Os custos fixos: São os custos associados ao emprego dos fatores de produção fixos.
Elabore uma tabela mostrando Q, CFT, CVT e CT, representando graficamente.
| Q | CFT ($) | CVT ($) | CT ($) |
|---|---|---|---|
| 0 | 60 | 0 | 60 |
| 1 | 60 | 30 | 90 |
| 2 | 60 | 40 | 100 |
| 3 | 60 | 45 | 105 |
| 4 | 60 | 55 | 115 |
| 5 | 60 | 75 | 135 |
| 6 | 60 | 120 | 180 |
Custos ($)
180 | ||
160 | CT | |
140 | ||
120 | CVT | |
100 | ||
| 80 | |
60 | CFT | |
| 40 | |
20 | T’ | |
0 |
1 2 3 4 5 6 Q
O que demonstram as curvas de custo total de curto prazo? As curvas de custos mostram o custo mínimo para se produzir em vários níveis; nelas incluem-se custos implícitos e explícitos.
É uma propriedade das curvas de indiferença: nunca se cruzarem. Curvas de indiferença não se cruzam; essa propriedade é explicada pelas premissas da transitividade e da não saciedade.
O fato de as curvas de indiferença entre dois bens A e B serem convexas em relação à origem significa que a taxa marginal de substituição de A por B é, em relação à quantidade consumida do bem B: (B) decrescente.
A taxa marginal de substituição no consumo do bem X pelo bem Y é dada pela razão entre as: (B) utilidades marginais dos bens X e Y.
O efeito total de uma variação de preços na escolha de equilíbrio do consumidor se decompõe nos seguintes efeitos: (C) renda e substituição.
Por escambo entende-se: (B) um sistema de trocas diretas, baseado na troca pura e simples de mercadorias.
Emissão por casas de custódia, lastro de 100% e plena conversibilidade são características: (A) da moeda-papel.
Dentre as alternativas colocadas a seguir, uma não é função da moeda: (C) homogeneidade.
Quando se fala em quase-moeda, refere-se: (D) aos ativos financeiros não monetários, caracterizados pela sua extrema liquidez.
Como medida de valor, a moeda: (A) serve de unidade ou ponto de referência para avaliação de bens.
A demanda especulativa da moeda: (D) relaciona-se inversamente com as taxas de juros.
A demanda de moeda para especulação: (A) aumenta à medida que a taxa de juros se reduz.
A demanda de moeda por motivo transacional: (A) dependerá do nível de renda do indivíduo, sendo proporcional a ele.
O nível de investimento em uma economia: (A) está inversamente relacionado com a taxa de juros.
O conceito convencional de meios de pagamento (M1) é representado por: (A) a soma do papel-moeda em poder do público com os depósitos à vista no sistema bancário.
Quanto às operações de mercado aberto, pode-se dizer que: (A) consiste na compra e venda de títulos públicos por parte do Banco Central.
No Brasil, são considerados autoridades monetárias: (C) apenas o Banco Central do Brasil e o Conselho Monetário Nacional.
Marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
- (V) O custo médio é o custo total por unidade elaborada.
- (V) Quanto à apuração, os custos podem ser diretos e indiretos.
- (F) Matéria-prima direta e aluguéis são custos fixos.
- (V) Combustível e honorários da diretoria são custos indiretos.
- (F) Custos indiretos são aqueles que são apurados para cada função diretamente e que só podem ser atribuídos a cada produto através de critérios especiais de rateio.
- (F) Os custos diretamente apropriados aos produtos que estão sendo fabricados e têm, como exemplo, mão de obra indireta e matéria-prima direta são chamados de custos indiretos.
- (F) O aluguel de um galpão para uma empresa que só produza um artigo é um custo fixo direto.
- (F) O custo fixo representa as obrigações da empresa na unidade de tempo para todos os insumos variáveis que ela usa.
- (F) O custo total quanto à função é CT = CA + AR + CC.
- (V) O custo fixo por unidade de produto, em vários níveis, é obtido dividindo-se o custo fixo pelas quantidades elaboradas.
Mapa 7: Teoria do Consumidor
01. Analise as assertivas abaixo e marque (C) para certo e (E) para errado.
- (C) A premissa de que as preferências são completas implica que é possível ordenar todas as cestas de bens disponíveis no mercado.
- (C) Com relação à teoria do consumidor, é correto afirmar que as curvas de indiferença são geralmente convexas com relação à origem porque a taxa marginal de substituição diminui ao longo das curvas (à medida que nos deslocamos para baixo e para a direita).
- (C) Com relação à teoria do consumidor, é correto afirmar que no ponto de escolha ótimo do consumidor, a taxa marginal de substituição é sempre igual à razão entre os preços.
- (C) A taxa marginal de substituição num determinado ponto da curva de indiferença é medida pelo valor absoluto da inclinação da curva nesse mesmo ponto.
- (E) Quando a taxa marginal de substituição é constante, os bens são complementos perfeitos.
- (C) Com relação à demanda, preço e renda, é correto afirmar que para bens de Giffen, o efeito-renda é sempre maior (em valor absoluto) que o efeito-substituição.
- (C) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que a inclinação da limitação orçamentária mede a proporção segundo a qual os dois bens podem ser permutados sem alteração na renda do consumidor.
02. É uma propriedade das curvas de indiferença:
- a) terem inclinação positiva
- b) terem sua concavidade voltada para baixo
- c) quanto mais altas, menos preferíveis
- d) representarem a oferta de dois bens
- e) nunca se cruzarem
Comentários: Curvas de indiferença não se cruzam. Essa propriedade é explicada pelas premissas da transitividade e da não saciedade.
03. O fato de as curvas de indiferença entre dois bens A e B serem convexas em relação à origem significa que a taxa marginal de substituição de A por B é, em relação à quantidade consumida do bem B:
- a) crescente
- b) decrescente
- c) constante
- d) nula
- e) inicialmente crescente e depois decrescente
04. Analise as assertivas abaixo e marque (C) para certo e (E) para errado.
- (C) A curva de demanda de um bem (que não seja inferior) tem inclinação negativa porque, em relação à variação do preço do bem X, o efeito-renda e o efeito-substituição são negativos.
- (C) Para um bem de Giffen, a quantidade demandada aumenta quando o seu preço aumenta.
- (C) Considerando-se apenas dois bens X e Y, no ponto de escolha ótima do consumidor, a inclinação das curvas de indiferença e da reta de restrição orçamentária são iguais.
- (E) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que a quantidade ótima da cesta consumida independe do preço dos bens.
- (E) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que a inclinação da limitação orçamentária é alterada quando os preços dos dois bens variam na mesma proporção.
- (E) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que somente um ponto da curva de demanda individual é associado à maximização de utilidade do consumidor.
- (E) Com relação à teoria do consumidor, é incorreto afirmar que no ponto de escolha ótimo do consumidor, a taxa marginal de substituição é sempre igual à razão entre os preços.
Mapa 10: Teoria Monetária
1. Sobre o conceito de moeda:
a) Defina moeda e suas funções: Moeda é o objeto aceito pela sociedade como intermediário nas trocas econômicas, ou seja, para o pagamento de bens ou serviços. Na sociedade moderna, esta aceitação é obrigatória por lei. As funções da moeda são:
- Reserva de valor: a posse de moeda representa liquidez imediata para quem a possui. Assim, pode ser acumulada para a aquisição de um bem ou serviço no futuro.
- Unidade de conta (ou denominador comum monetário): a moeda é utilizada para expressar o valor dos diferentes bens produzidos na economia, possibilitando sua comparação, ou seja, tornando-se uma unidade de medida.
- Meio de troca: serve como intermediário nas trocas econômicas.
b) Diferencie moeda fiduciária de moeda lastreada: Moeda fiduciária é aquela cujo único valor é devido à sua aceitação (ou ao seu curso forçado imposto por lei); sua emissão é livre de qualquer necessidade de reservas pela autoridade monetária. Já a moeda lastreada é um título que tem por base a existência de reservas de metais preciosos (principalmente ouro) pela autoridade monetária, sendo sua emissão baseada na existência de tais reservas em quantidade suficiente para que cada unidade monetária mantenha a mesma quantidade de ouro associada.
2. Com relação aos meios de pagamento:
a) Conceitue meios de pagamento: Os meios de pagamento são o total de moeda disponível ao setor privado não bancário, de liquidez imediata, ou seja, que pode ser utilizada imediatamente para efetuar transações.
b) Defina M1, M2, M3 e M4:
- M1: São os meios de pagamento, conceituados como moeda de liquidez imediata, que não rendem juros;
- M2: M1 + depósitos de poupança + títulos privados (depósitos a prazo, letras cambiais, hipotecárias e imobiliárias);
- M3: M2 + fundos de renda fixa + operações compromissadas com títulos federais;
- M4: M3 + títulos públicos federais, estaduais e municipais.
Os meios de pagamento no conceito M1 também são chamados de ativos ou haveres monetários. Os demais ativos financeiros, que rendem juros, são chamados de ativos ou haveres não monetários.
c) O que vêm a ser monetização e desmonetização? A desmonetização da economia é a diminuição da quantidade de moeda sobre o total de ativos financeiros da economia, enquanto a monetização é o processo inverso: o aumento da quantidade de moeda sobre o total de ativos financeiros da economia. O processo inflacionário leva a uma maior desmonetização da economia.
d) Dê dois exemplos de criação e dois exemplos de destruição de meios de pagamento:
Ocorre criação de meios de pagamento quando:
- Há o aumento de empréstimos ao setor privado, pois os bancos comerciais retiram moeda de suas reservas e a emprestam ao público;
- Ocorrem saques de cadernetas de poupança, pois há um aumento de M1 com a redução do estoque de moeda em poder do sistema bancário.
Ocorre destruição de meios de pagamento quando:
- O depositante retira depósito à vista e o coloca em depósito a prazo, pois os depósitos a prazo não são meios de pagamento, dado que não são de liquidez imediata e rendem juros;
- Há o uso de recursos em depósitos à vista para aplicação em renda fixa.
e) O saque de um cheque representa criação ou destruição de meios de pagamento? O saque de um cheque no balcão do banco não é nem criação nem destruição de meios de pagamento, pois simplesmente há uma transferência de depósitos à vista (moeda escritural) para moeda em poder do público (moeda manual).
3. Sobre oferta e demanda de moeda:
a) Quais as funções do Banco Central? Quais os instrumentos de que dispõe para operar a política monetária?
As funções clássicas do Banco Central são:
- Execução da política monetária;
- Banco emissor;
- Banco dos bancos;
- Banco do governo;
- Controle e regulamentação da oferta de moeda;
- Execução da política cambial e administração do câmbio;
- Fiscalização das instituições financeiras.
Os instrumentos de que dispõe para operar a política monetária são:
- Controle das emissões: o Banco Central controla, por força de lei, o volume de moeda manual da economia;
- Depósitos compulsórios ou reservas obrigatórias: os bancos comerciais são obrigados a depositar no Banco Central um percentual determinado por este sobre os depósitos à vista. Basta o Banco Central aumentar ou diminuir o percentual do depósito compulsório para influir no volume ofertado de empréstimos bancários;
- Operações de mercado aberto (open market): consistem na compra e venda de títulos públicos ou obrigações pelo governo. O Banco Central mantém uma carteira de títulos para realizar operações reguladoras da oferta monetária;
- Operações de redesconto: englobam a liberação de recursos pelo Banco Central aos bancos comerciais, que podem ser empréstimos ou redesconto de títulos.
b) O que são reservas ou depósitos compulsórios? Qual o efeito de um aumento da taxa de reservas compulsórias sobre a oferta de moeda? Os depósitos compulsórios ou reservas obrigatórias são um percentual determinado sobre os depósitos à vista que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central. Através da elevação (ou redução) destas reservas, o Banco Central consegue diminuir (ou aumentar) a oferta de moeda na economia, sendo este um importante instrumento de política monetária.
c) Por que bancos de investimentos, financeiras e outros intermediários financeiros não podem afetar a oferta de moeda e os bancos comerciais têm essa prerrogativa? Porque apenas os bancos comerciais, dentre os intermediários financeiros privados, podem efetuar empréstimos com suas obrigações (depósitos à vista), as quais, por sua vez, são meios de pagamento per se. Os chamados intermediários financeiros não bancários, como as financeiras e bancos de investimentos, apenas transferem recursos de aplicadores para tomadores, pois suas obrigações não são consideradas meios de pagamento, sendo que a transferência destas obrigações simplesmente cria a moeda previamente destruída. Ou seja, apenas os bancos comerciais podem criar oferta de moeda, por terem carta-patente que lhes permite emprestar os depósitos (meios de pagamento) do público.
d) Qual a diferença entre os conceitos de base monetária e meios de pagamento? A base monetária é a soma da moeda manual em poder do público e das reservas bancárias (técnicas, compulsórias e voluntárias). É praticamente o total da moeda emitida, excluindo apenas a moeda que permaneceu com o Banco Central. Por outro lado, meios de pagamento são o total de moeda disponível ao setor privado não bancário, de liquidez imediata, ou seja, que pode ser utilizada imediatamente para efetuar transações. A diferença entre os conceitos é que os depósitos à vista não estão incluídos no conceito de base monetária, bem como as reservas bancárias não estão incluídas no conceito de meios de pagamento.
e) O que vem a ser o multiplicador monetário? De que parâmetros depende? O multiplicador monetário é o quanto os bancos criam de moeda a partir da moeda em poder do público. Este efeito multiplicador depende fundamentalmente de dois parâmetros: a taxa de retenção de moeda pelo público (parcela dos meios de pagamento que o público retém consigo, e não em depósitos bancários) e a taxa de reservas dos bancos comerciais (caixa, depósitos voluntários e depósitos compulsórios).
f) Quais as razões que levam a coletividade a demandar ou reter moeda? São três as razões pelas quais se retém moeda:
- Demanda de moeda para transações: as pessoas e empresas precisam de dinheiro para suas transações do dia a dia, para alimentação, transporte, aluguel, etc.;
- Demanda de moeda por precaução: o público e as empresas precisam ter certa reserva monetária para fazer face a pagamentos imprevistos ou atrasos em recebimentos esperados;
- Demanda de moeda por especulação (ou por portfólio): dentro de sua carteira de aplicações (portfólio), os investidores devem deixar uma “cesta” para a moeda, observando o comportamento da rentabilidade dos vários títulos, para fazer algum novo negócio. Ou seja, a moeda, embora não apresente rendimentos, tem a vantagem de ter liquidez imediata, e pode viabilizar novas aplicações.
As duas primeiras razões (transações e precaução) dependem diretamente do nível de renda. É de se esperar que, quanto maior a renda (seja das pessoas, seja a renda nacional), maior a necessidade de moeda para transações e por precaução.
Considerando que a taxa de juros, para quem possui moeda, representa um custo de oportunidade (o rendimento que se deixa de ganhar com aplicações financeiras), há uma relação inversa entre a demanda de moeda por especulação e a taxa de juros. Quanto maior o rendimento dos títulos (a taxa de juros), menor a quantidade de moeda que o aplicador retém em sua carteira, já que é melhor utilizá-la na compra de ativos rentáveis.
06. Uma política monetária adequada para reverter um quadro de extrema escassez de liquidez exige o seguinte procedimento:
- a) diminuição da carga tributária;
- b) aumento dos gastos do governo;
- c) diminuição dos gastos do governo;
- ( x ) d) aumento do volume dos meios de pagamento;
- e) diminuição do volume dos meios de pagamento.
07. A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: “Ocorre uma _____________ de moeda quando há ________________________ do volume de meios de pagamento. Um exemplo corriqueiro é quando o depositante retira depósito _______________ e o coloca em depósito _________________________”
- ( x ) a) destruição / uma redução / à vista / a prazo;
- b) criação / um aumento / à vista / a prazo;
- c) destruição / um aumento / à vista / a prazo;
- d) criação / uma redução / a prazo / à vista;
- e) destruição / uma redução / a prazo / à vista.
08. As funções clássicas da moeda são:
- a) reserva de valor, credibilidade e aceitação no exterior;
- b) reserva de valor, curso forçado e forma metálica;
- ( x ) c) instrumento de troca, unidade de conta e reserva de valor;
- d) instrumento de troca, curso forçado e lastro em ouro;
- e) forma metálica, papel-moeda e moeda escritural.
09. A alternativa INCORRETA no que se refere ao Banco Central é:
- a) é um órgão responsável pela política monetária e cambial do país;
- b) tem como função cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN);
- c) desempenha o papel de autoridade monetária;
- d) possui funções executivas de supervisão e fiscalização bancária;
- ( x ) e) possui responsabilidade de executar as políticas monetária e fiscal.
10. Faz parte do Conselho Monetário Nacional:
- a) Ministro dos Transportes.
- b) Presidente do Banco do Brasil.
- c) Presidente da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
- ( x ) d) Ministro do Planejamento.
11. Exercer o controle de crédito sob todas as suas formas é atribuição:
- a) da Caixa Econômica Federal.
- b) do Banco do Brasil.
- ( x ) c) do Banco Central do Brasil.
- d) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
12. Os empréstimos de liquidez, de curto prazo, feitos pelo Banco Central do Brasil para socorrer os bancos com necessidades momentâneas de caixa denominam-se:
- a) Operações Compromissadas
- b) Operações no open market = mercado aberto
- c) Operações de Mercado Primário
- ( x ) d) Operações de Redesconto
- e) Operações de overnight = que dura uma noite
Mapa 2: Teoria da Produção (Continuação)
Defina produto, insumos e função de produção:
Produto: é o resultado do processo de transformação dos fatores adquiridos pela firma para criar bens e serviços a serem vendidos no mercado.
Insumos: são os recursos humanos, capital e terra utilizados neste processo, segundo uma dada tecnologia expressa pela função de produção.
Função: nada mais é que a relação que mostra a quantidade física obtida do produto a partir da quantidade física utilizada dos fatores de produção num dado período de tempo.
Chama-se função de produção a relação que indica: ( x ) As proporções em que os fatores de produção se combinam para efetivar o produto.
Significado da Lei dos Rendimentos Decrescentes: É a elevação da utilização do insumo variável, mantendo constante a quantidade do insumo fixo, que gera acréscimos cada vez menores na produção, chegando, depois de determinado acréscimo do fator variável, a um produto máximo e depois decrescendo.
Por eficiência técnica entende-se: ( x ) Quando o método de produção permite a obtenção da mesma quantidade de produto que outros processos com uma quantidade menor de todos os fatores, ou menor quantidade de pelo menos um fator, permanecendo a quantidade dos outros inalterada.
Por função de produção entende-se: ( x ) A relação entre a produção máxima de um bem, por unidade de tempo, e os fatores de produção utilizados na produção desse bem.
Em geral, são exemplos de fatores de produção fixos e de fatores de produção variáveis, nessa ordem: A administração e combustíveis.
Um fator de produção é considerado fixo ( x ): Quando a quantidade deste fator não pode ser mudada de imediato quando se deseja uma rápida variação na produção da firma.
Quanto aos períodos de tempo relevantes para a firma:
( x ) O curto prazo é definido como sendo o período de tempo em que pelo menos um fator de produção é fixo.
Mapa 3: Custos e Despesas (Continuação)
Defina custos: É qualquer gasto voluntário pela empresa para a elaboração de seus produtos; é o consumo de valores na obtenção de um determinado bem.
O que são gastos voluntários e involuntários? Cite um exemplo de cada gasto: Os gastos voluntários que não se referem diretamente à elaboração de produtos são despesas, e podem ser reclassificados, conforme sua natureza, em contas de despesas administrativas, despesas comerciais ou financeiras. Os gastos involuntários são aqueles em que a empresa incorre independentemente de sua vontade: origina-se de fatos extraordinários, ex: roubo e enchentes.
Se custos e despesas são gastos voluntários, o que os difere? Os gastos voluntários que não se referem diretamente à elaboração de produtos são despesas, e os que se referem diretamente à produção são custos.
Classifique os fatos contábeis a seguir em referentes a custos, despesas operacionais, despesas não operacionais ou ativo permanente:
- A) Compra a prazo de materiais a serem utilizados na produção – CUSTOS.
- B) Gastos com limpeza do escritório – DESPESA.
- C) Recolhimento da obrigação relativa aos salários de empregados da fábrica – CUSTOS.
- D) Recolhimento da obrigação relativa aos salários de empregados do departamento de vendas – DESPESA.
- E) Roubo de dinheiro do caixa – DESPESA NÃO OPERACIONAL.
Mapa 5: Custos Fixos e Variáveis (Continuação)
Os custos fixos: São os custos associados ao emprego dos fatores de produção fixos.
Elabore uma tabela mostrando Q, CFT, CVT e CT, representando graficamente.
| Q | CFT ($) | CVT ($) | CT ($) |
|---|---|---|---|
| 0 | 60 | 0 | 60 |
| 1 | 60 | 30 | 90 |
| 2 | 60 | 40 | 100 |
| 3 | 60 | 45 | 105 |
| 4 | 60 | 55 | 115 |
| 5 | 60 | 75 | 135 |
| 6 | 60 | 120 | 180 |
Custos ($)
180 | ||
160 | CT | |
140 | ||
120 | CVT | |
100 | ||
| 80 | |
60 | CFT | |
| 40 | |
20 | T’ | |
0 |
1 2 3 4 5 6 Q
O que demonstram as curvas de custo total de curto prazo? As curvas de custos mostram o custo mínimo para se produzir em vários níveis; nelas incluem-se custos implícitos e explícitos.
É uma propriedade das curvas de indiferença: nunca se cruzarem. Curvas de indiferença não se cruzam; essa propriedade é explicada pelas premissas da transitividade e da não saciedade.
O fato de as curvas de indiferença entre dois bens A e B serem convexas em relação à origem significa que a taxa marginal de substituição de A por B é, em relação à quantidade consumida do bem B: (B) decrescente.
A taxa marginal de substituição no consumo do bem X pelo bem Y é dada pela razão entre as: (B) utilidades marginais dos bens X e Y.
O efeito total de uma variação de preços na escolha de equilíbrio do consumidor se decompõe nos seguintes efeitos: (C) renda e substituição.
Por escambo entende-se: (B) um sistema de trocas diretas, baseado na troca pura e simples de mercadorias.
Emissão por casas de custódia, lastro de 100% e plena conversibilidade são características: (A) da moeda-papel.
Dentre as alternativas colocadas a seguir, uma não é função da moeda: (C) homogeneidade.
Quando se fala em quase-moeda, refere-se: (D) aos ativos financeiros não monetários, caracterizados pela sua extrema liquidez.
Como medida de valor, a moeda: (A) serve de unidade ou ponto de referência para avaliação de bens.
A demanda especulativa da moeda: (D) relaciona-se inversamente com as taxas de juros.
A demanda de moeda para especulação: (A) aumenta à medida que a taxa de juros se reduz.
A demanda de moeda por motivo transacional: (A) dependerá do nível de renda do indivíduo, sendo proporcional a ele.
O nível de investimento em uma economia: (A) está inversamente relacionado com a taxa de juros.
O conceito convencional de meios de pagamento (M1) é representado por: (A) a soma do papel-moeda em poder do público com os depósitos à vista no sistema bancário.
Quanto às operações de mercado aberto, pode-se dizer que: (A) consiste na compra e venda de títulos públicos por parte do Banco Central.
No Brasil, são considerados autoridades monetárias: (C) apenas o Banco Central do Brasil e o Conselho Monetário Nacional.
Marque (V) para verdadeiro ou (F) para falso:
- (V) O custo médio é o custo total por unidade elaborada.
- (V) Quanto à apuração, os custos podem ser diretos e indiretos.
- (F) Matéria-prima direta e aluguéis são custos fixos.
- (V) Combustível e honorários da diretoria são custos indiretos.
- (F) Custos indiretos são aqueles que são apurados para cada função diretamente e que só podem ser atribuídos a cada produto através de critérios especiais de rateio.
- (F) Os custos diretamente apropriados aos produtos que estão sendo fabricados e têm, como exemplo, mão de obra indireta e matéria-prima direta são chamados de custos indiretos.
- (F) O aluguel de um galpão para uma empresa que só produza um artigo é um custo fixo direto.
- (F) O custo fixo representa as obrigações da empresa na unidade de tempo para todos os insumos variáveis que ela usa.
- (F) O custo total quanto à função é CT = CA + AR + CC.
- (V) O custo fixo por unidade de produto, em vários níveis, é obtido dividindo-se o custo fixo pelas quantidades elaboradas.
Mapa 7: Teoria do Consumidor (Continuação)
01. Analise as assertivas abaixo e marque (C) para certo e (E) para errado.
- (C) A premissa de que as preferências são completas implica que é possível ordenar todas as cestas de bens disponíveis no mercado.
- (C) Com relação à teoria do consumidor, é correto afirmar que as curvas de indiferença são geralmente convexas com relação à origem porque a taxa marginal de substituição diminui ao longo das curvas (à medida que nos deslocamos para baixo e para a direita).
- (C) Com relação à teoria do consumidor, é correto afirmar que no ponto de escolha ótimo do consumidor, a taxa marginal de substituição é sempre igual à razão entre os preços.
- (C) A taxa marginal de substituição num determinado ponto da curva de indiferença é medida pelo valor absoluto da inclinação da curva nesse mesmo ponto.
- (E) Quando a taxa marginal de substituição é constante, os bens são complementos perfeitos.
- (C) Com relação à demanda, preço e renda, é correto afirmar que para bens de Giffen, o efeito-renda é sempre maior (em valor absoluto) que o efeito-substituição.
- (C) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que a inclinação da limitação orçamentária mede a proporção segundo a qual os dois bens podem ser permutados sem alteração na renda do consumidor.
02. É uma propriedade das curvas de indiferença:
- a) terem inclinação positiva
- b) terem sua concavidade voltada para baixo
- c) quanto mais altas, menos preferíveis
- d) representarem a oferta de dois bens
- e) nunca se cruzarem
Comentários: Curvas de indiferença não se cruzam. Essa propriedade é explicada pelas premissas da transitividade e da não saciedade.
03. O fato de as curvas de indiferença entre dois bens A e B serem convexas em relação à origem significa que a taxa marginal de substituição de A por B é, em relação à quantidade consumida do bem B:
- a) crescente
- b) decrescente
- c) constante
- d) nula
- e) inicialmente crescente e depois decrescente
04. Analise as assertivas abaixo e marque (C) para certo e (E) para errado.
- (C) A curva de demanda de um bem (que não seja inferior) tem inclinação negativa porque, em relação à variação do preço do bem X, o efeito-renda e o efeito-substituição são negativos.
- (C) Para um bem de Giffen, a quantidade demandada aumenta quando o seu preço aumenta.
- (C) Considerando-se apenas dois bens X e Y, no ponto de escolha ótima do consumidor, a inclinação das curvas de indiferença e da reta de restrição orçamentária são iguais.
- (E) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que a quantidade ótima da cesta consumida independe do preço dos bens.
- (E) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que a inclinação da limitação orçamentária é alterada quando os preços dos dois bens variam na mesma proporção.
- (E) Considere um indivíduo que despende sua renda no consumo de apenas dois bens. É correto afirmar que somente um ponto da curva de demanda individual é associado à maximização de utilidade do consumidor.
- (E) Com relação à teoria do consumidor, é incorreto afirmar que no ponto de escolha ótimo do consumidor, a taxa marginal de substituição é sempre igual à razão entre os preços.
Mapa 10: Teoria Monetária (Continuação)
1. Sobre o conceito de moeda:
a) Defina moeda e suas funções: Moeda é o objeto aceito pela sociedade como intermediário nas trocas econômicas, ou seja, para o pagamento de bens ou serviços. Na sociedade moderna, esta aceitação é obrigatória por lei. As funções da moeda são:
- Reserva de valor: a posse de moeda representa liquidez imediata para quem a possui. Assim, pode ser acumulada para a aquisição de um bem ou serviço no futuro.
- Unidade de conta (ou denominador comum monetário): a moeda é utilizada para expressar o valor dos diferentes bens produzidos na economia, possibilitando sua comparação, ou seja, tornando-se uma unidade de medida.
- Meio de troca: serve como intermediário nas trocas econômicas.
b) Diferencie moeda fiduciária de moeda lastreada: Moeda fiduciária é aquela cujo único valor é devido à sua aceitação (ou ao seu curso forçado imposto por lei); sua emissão é livre de qualquer necessidade de reservas pela autoridade monetária. Já a moeda lastreada é um título que tem por base a existência de reservas de metais preciosos (principalmente ouro) pela autoridade monetária, sendo sua emissão baseada na existência de tais reservas em quantidade suficiente para que cada unidade monetária mantenha a mesma quantidade de ouro associada.
2. Com relação aos meios de pagamento:
a) Conceitue meios de pagamento: Os meios de pagamento são o total de moeda disponível ao setor privado não bancário, de liquidez imediata, ou seja, que pode ser utilizada imediatamente para efetuar transações.
b) Defina M1, M2, M3 e M4:
- M1: São os meios de pagamento, conceituados como moeda de liquidez imediata, que não rendem juros;
- M2: M1 + depósitos de poupança + títulos privados (depósitos a prazo, letras cambiais, hipotecárias e imobiliárias);
- M3: M2 + fundos de renda fixa + operações compromissadas com títulos federais;
- M4: M3 + títulos públicos federais, estaduais e municipais.
Os meios de pagamento no conceito M1 também são chamados de ativos ou haveres monetários. Os demais ativos financeiros, que rendem juros, são chamados de ativos ou haveres não monetários.
c) O que vêm a ser monetização e desmonetização? A desmonetização da economia é a diminuição da quantidade de moeda sobre o total de ativos financeiros da economia, enquanto a monetização é o processo inverso: o aumento da quantidade de moeda sobre o total de ativos financeiros da economia. O processo inflacionário leva a uma maior desmonetização da economia.
d) Dê dois exemplos de criação e dois exemplos de destruição de meios de pagamento:
Ocorre criação de meios de pagamento quando:
- Há o aumento de empréstimos ao setor privado, pois os bancos comerciais retiram moeda de suas reservas e a emprestam ao público;
- Ocorrem saques de cadernetas de poupança, pois há um aumento de M1 com a redução do estoque de moeda em poder do sistema bancário.
Ocorre destruição de meios de pagamento quando:
- O depositante retira depósito à vista e o coloca em depósito a prazo, pois os depósitos a prazo não são meios de pagamento, dado que não são de liquidez imediata e rendem juros;
- Há o uso de recursos em depósitos à vista para aplicação em renda fixa.
e) O saque de um cheque representa criação ou destruição de meios de pagamento? O saque de um cheque no balcão do banco não é nem criação nem destruição de meios de pagamento, pois simplesmente há uma transferência de depósitos à vista (moeda escritural) para moeda em poder do público (moeda manual).
3. Sobre oferta e demanda de moeda:
a) Quais as funções do Banco Central? Quais os instrumentos de que dispõe para operar a política monetária?
As funções clássicas do Banco Central são:
- Execução da política monetária;
- Banco emissor;
- Banco dos bancos;
- Banco do governo;
- Controle e regulamentação da oferta de moeda;
- Execução da política cambial e administração do câmbio;
- Fiscalização das instituições financeiras.
Os instrumentos de que dispõe para operar a política monetária são:
- Controle das emissões: o Banco Central controla, por força de lei, o volume de moeda manual da economia;
- Depósitos compulsórios ou reservas obrigatórias: os bancos comerciais são obrigados a depositar no Banco Central um percentual determinado por este sobre os depósitos à vista. Basta o Banco Central aumentar ou diminuir o percentual do depósito compulsório para influir no volume ofertado de empréstimos bancários;
- Operações de mercado aberto (open market): consistem na compra e venda de títulos públicos ou obrigações pelo governo. O Banco Central mantém uma carteira de títulos para realizar operações reguladoras da oferta monetária;
- Operações de redesconto: englobam a liberação de recursos pelo Banco Central aos bancos comerciais, que podem ser empréstimos ou redesconto de títulos.
b) O que são reservas ou depósitos compulsórios? Qual o efeito de um aumento da taxa de reservas compulsórias sobre a oferta de moeda? Os depósitos compulsórios ou reservas obrigatórias são um percentual determinado sobre os depósitos à vista que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central. Através da elevação (ou redução) destas reservas, o Banco Central consegue diminuir (ou aumentar) a oferta de moeda na economia, sendo este um importante instrumento de política monetária.
c) Por que bancos de investimentos, financeiras e outros intermediários financeiros não podem afetar a oferta de moeda e os bancos comerciais têm essa prerrogativa? Porque apenas os bancos comerciais, dentre os intermediários financeiros privados, podem efetuar empréstimos com suas obrigações (depósitos à vista), as quais, por sua vez, são meios de pagamento per se. Os chamados intermediários financeiros não bancários, como as financeiras e bancos de investimentos, apenas transferem recursos de aplicadores para tomadores, pois suas obrigações não são consideradas meios de pagamento, sendo que a transferência destas obrigações simplesmente cria a moeda previamente destruída. Ou seja, apenas os bancos comerciais podem criar oferta de moeda, por terem carta-patente que lhes permite emprestar os depósitos (meios de pagamento) do público.
d) Qual a diferença entre os conceitos de base monetária e meios de pagamento? A base monetária é a soma da moeda manual em poder do público e das reservas bancárias (técnicas, compulsórias e voluntárias). É praticamente o total da moeda emitida, excluindo apenas a moeda que permaneceu com o Banco Central. Por outro lado, meios de pagamento são o total de moeda disponível ao setor privado não bancário, de liquidez imediata, ou seja, que pode ser utilizada imediatamente para efetuar transações. A diferença entre os conceitos é que os depósitos à vista não estão incluídos no conceito de base monetária, bem como as reservas bancárias não estão incluídas no conceito de meios de pagamento.
e) O que vem a ser o multiplicador monetário? De que parâmetros depende? O multiplicador monetário é o quanto os bancos criam de moeda a partir da moeda em poder do público. Este efeito multiplicador depende fundamentalmente de dois parâmetros: a taxa de retenção de moeda pelo público (parcela dos meios de pagamento que o público retém consigo, e não em depósitos bancários) e a taxa de reservas dos bancos comerciais (caixa, depósitos voluntários e depósitos compulsórios).
f) Quais as razões que levam a coletividade a demandar ou reter moeda? São três as razões pelas quais se retém moeda:
- Demanda de moeda para transações: as pessoas e empresas precisam de dinheiro para suas transações do dia a dia, para alimentação, transporte, aluguel, etc.;
- Demanda de moeda por precaução: o público e as empresas precisam ter certa reserva monetária para fazer face a pagamentos imprevistos ou atrasos em recebimentos esperados;
- Demanda de moeda por especulação (ou por portfólio): dentro de sua carteira de aplicações (portfólio), os investidores devem deixar uma “cesta” para a moeda, observando o comportamento da rentabilidade dos vários títulos, para fazer algum novo negócio. Ou seja, a moeda, embora não apresente rendimentos, tem a vantagem de ter liquidez imediata, e pode viabilizar novas aplicações.
As duas primeiras razões (transações e precaução) dependem diretamente do nível de renda. É de se esperar que, quanto maior a renda (seja das pessoas, seja a renda nacional), maior a necessidade de moeda para transações e por precaução.
Considerando que a taxa de juros, para quem possui moeda, representa um custo de oportunidade (o rendimento que se deixa de ganhar com aplicações financeiras), há uma relação inversa entre a demanda de moeda por especulação e a taxa de juros. Quanto maior o rendimento dos títulos (a taxa de juros), menor a quantidade de moeda que o aplicador retém em sua carteira, já que é melhor utilizá-la na compra de ativos rentáveis.
06. Uma política monetária adequada para reverter um quadro de extrema escassez de liquidez exige o seguinte procedimento:
- a) diminuição da carga tributária;
- b) aumento dos gastos do governo;
- c) diminuição dos gastos do governo;
- ( x ) d) aumento do volume dos meios de pagamento;
- e) diminuição do volume dos meios de pagamento.
07. A alternativa que preenche corretamente as lacunas é: “Ocorre uma _____________ de moeda quando há ________________________ do volume de meios de pagamento. Um exemplo corriqueiro é quando o depositante retira depósito _______________ e o coloca em depósito _________________________”
- ( x ) a) destruição / uma redução / à vista / a prazo;
- b) criação / um aumento / à vista / a prazo;
- c) destruição / um aumento / à vista / a prazo;
- d) criação / uma redução / a prazo / à vista;
- e) destruição / uma redução / a prazo / à vista.
08. As funções clássicas da moeda são:
- a) reserva de valor, credibilidade e aceitação no exterior;
- b) reserva de valor, curso forçado e forma metálica;
- ( x ) c) instrumento de troca, unidade de conta e reserva de valor;
- d) instrumento de troca, curso forçado e lastro em ouro;
- e) forma metálica, papel-moeda e moeda escritural.
09. A alternativa INCORRETA no que se refere ao Banco Central é:
- a) é um órgão responsável pela política monetária e cambial do país;
- b) tem como função cumprir e fazer cumprir as disposições que lhe são atribuídas pela legislação em vigor e as normas expedidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN);
- c) desempenha o papel de autoridade monetária;
- d) possui funções executivas de supervisão e fiscalização bancária;
- ( x ) e) possui responsabilidade de executar as políticas monetária e fiscal.
10. Faz parte do Conselho Monetário Nacional:
- a) Ministro dos Transportes.
- b) Presidente do Banco do Brasil.
- c) Presidente da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.
- ( x ) d) Ministro do Planejamento.
11. Exercer o controle de crédito sob todas as suas formas é atribuição:
- a) da Caixa Econômica Federal.
- b) do Banco do Brasil.
- ( x ) c) do Banco Central do Brasil.
- d) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
12. Os empréstimos de liquidez, de curto prazo, feitos pelo Banco Central do Brasil para socorrer os bancos com necessidades momentâneas de caixa denominam-se:
- a) Operações Compromissadas
- b) Operações no open market = mercado aberto
- c) Operações de Mercado Primário
- ( x ) d) Operações de Redesconto
- e) Operações de overnight = que dura uma noite
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