Ética: Epicuro, Utilitarismo, Kant e Rawls

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Epicuro e a Ética do Prazer

Epicuro concorda com Aristóteles que o fim último do homem é a felicidade, definindo-a como prazer. Existem dois tipos de prazeres:

  • Prazer Estático: Estado de ausência de dor.
  • Prazer Cinético: Variação que nos leva a eliminar a dor ou desconforto.

O prazer estático do corpo é chamado de aponia (ausência de dor física), enquanto o prazer estático da mente é a ataraxia (ausência de perturbação). Quanto aos desejos, Epicuro os classifica em:

  • Naturais e necessários: Ex: sede e fome.
  • Naturais, mas não necessários: Ex: desejos sexuais.
  • Antinaturais e desnecessários: Ex: busca por fama e honra.

O Utilitarismo

O utilitarismo é uma teoria ética baseada em três premissas: o valor intrínseco para os indivíduos, a maximização da soma desse valor e a busca pelo melhor estado de coisas. A moralidade de um ato é definida pela sua utilidade para seres sencientes, resumindo-se no "maior bem-estar para o maior número".

Utilitarismo Negativo

Foca em evitar a dor ou o sofrimento, argumentando ser uma fórmula mais eficaz, dado que é mais fácil causar danos do que criar riqueza.

Utilitarismo de Atos vs. Regras

  • Utilitarismo de Atos: O melhor ato é aquele que proporciona a máxima utilidade imediata.
  • Utilitarismo de Regras: O melhor ato é aquele que segue um padrão que gera maior utilidade geral.

Utilitarismo de Preferências

Define a utilidade como a satisfação de preferências individuais, incluindo conceitos como reputação.

A Ética Kantiana do Dever

Kant distingue o uso teórico da razão (conhecimento do mundo) do uso prático (direção da ação). Os imperativos são ordens da razão:

  • Imperativo Hipotético: Mandato condicional (ex: "se quer ser saudável, faça esportes").
  • Imperativo Categórico: Regra absoluta e universal (ex: "não se deve furtar").

Ética Material vs. Ética Formal

  • Ética Material: Baseada em conteúdos empíricos (felicidade, prazer), é hipotética, heterônoma e depende da experiência.
  • Ética Formal: Baseada na forma da lei, é a priori, universal, autônoma e guiada puramente pela razão.

A Teoria da Justiça de J. Rawls

Rawls defende que pessoas racionais, sob condições de liberdade e igualdade, buscam um senso de justiça universal. A imparcialidade é garantida pelo "véu da ignorância", onde os indivíduos escolhem princípios de justiça sem saber qual será sua posição social específica, promovendo uma sociedade baseada em regras de conduta justas e aceitas por todos.

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