Filosofia e ética2,48 KB
Schopenhauer: A Ética da Compaixão
- Crítica à ética kantiana: A ética não deve ser fundamentada pela razão, mas pelo sentimento.
- Três motivações:
- Egoísmo (motivação anti-moral): Busca o próprio bem. O animal é egoísta, mas não interesseiro. O interesse é fruto da razão.
- Maldade: Desejo pelo mal alheio. Deriva da inveja e da alegria maligna (prazer no sofrimento do outro).
- Compaixão: Única motivação moral genuína. Busca o bem-estar alheio como fim último.
Freud: O Sofrimento e a Civilização
- Crítica à religião: Vista como um delírio em massa que impõe caminhos para a felicidade.
- O propósito da vida: O homem busca a felicidade, definida como a ausência de sofrimento e a busca por prazeres intensos.
- Princípio do prazer: Baseado no aparelho psíquico, com a tarefa principal de evitar o sofrimento.
- Medidas paliativas para evitar o sofrimento:
- Substâncias tóxicas: Interferência no organismo para tornar o indivíduo insensível à desgraça.
- Satisfações substitutivas: Deslocamento da libido e sublimação dos instintos (arte, ciência).
- Derivativos poderosos: Negação da realidade ou criação de novas realidades (ex: eremita).
- Crítica à civilização: Repressão dos instintos e desconsideração da sexualidade em prol de princípios artificiais.
Hans Jonas: Ética e Responsabilidade Futura
- Ética orientada para o futuro: Deve reger os homens de hoje para garantir a sobrevivência das gerações futuras.
- Crítica à ética tradicional: Focada no antropocentrismo e no "aqui e agora", sem considerar o impacto global ou o futuro distante.
- Novas obrigações éticas: A responsabilidade estende-se para além do interesse humano imediato, abrangendo a natureza e a integridade da vida.
- Tecnologia: Deixou de ser apenas um instrumento de necessidade para tornar-se central na vida humana, exigindo uma nova postura ética.
- Imperativo categórico de Jonas: "Aja de modo que os efeitos da tua ação não sejam destrutivos para a possibilidade futura de uma tal vida".