Ética, Liberdade e a Responsabilidade Humana

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Noções e Atos de Liberdade

Os seres humanos possuem o poder de autogovernar-nos; temos nossas próprias decisões.

Liberdade: Não é apenas ser capaz de ir ou vir, mas a capacidade de escolha. É algo típico de nossas ações.

Vontade: Antes de escolher, podemos deliberar (lidar com todas as possibilidades).

Inteligência: É o que nos permite conhecer a realidade.

Por que agimos?

Motivo: A razão que temos ou que nos leva a fazer alguma coisa.

Ordens: O que fazemos porque somos comandados. Retiram sua força do medo da punição ou, por vezes, do respeito pela pessoa que as emitiu. Não precisam ser negativas.

Costumes: É um gesto feito sem pensar (hábito) para tornar nossa vida mais confortável, evitando pressão desnecessária. Significa a obediência às ordens e costumes da sociedade, facilitando a integração social.

Capricho: Gesto que brota espontaneamente de dentro, sem obrigação. Às vezes não nasce de nós, mas de algo que vemos em outros casos.

A) Nunca uma ação é boa apenas por capricho, ordem ou costume.

B) Ninguém pode ser livre por nós; ser adulto significa decidir a nossa própria vida e não o que outras pessoas inventaram para nós.

C) A ética de um homem não tem nada a ver com castigos nem recompensas.

Liberdade Limitada

A liberdade não é absoluta porque o homem não pode fazer tudo.

  • Limitação física: É aquela relacionada com a natureza (não pode ser avaliada moralmente).
  • Limitação psicológica: Não podemos saber tudo, e nossos sentimentos determinam nossas condições.
  • Limitação moral: Surge quando descobrimos que podemos, mas não devemos. Estas limitações não devem ser consideradas algo mau, pois a liberdade é condicionada para atingir um objetivo maior, não sendo um fim em si mesma.

Somos condicionados pela nossa sociedade, mas, no entanto, não podemos esquecer o quê?

  1. Não somos livres para escolher o que nos acontece, mas para responder de uma forma ou de outra.
  2. A liberdade de experimentar algo depende da nossa vontade; isso permite conhecer nossos talentos e limitações.
  3. Existem fatores externos que limitam a nossa liberdade: as circunstâncias não escolhidas.

O ser humano é previsível, mas nunca podemos estar convencidos de que agirá sempre da mesma forma.

Escolhas e Responsabilidade

4) Por que escolhemos errado? Optar por algo que não seja um bom fim pode ser considerado uma imperfeição da realidade. Escolhemos errado por dois motivos:

  • 1. Desconhecimento das consequências de nossas ações.
  • 2. Não ter se esforçado o suficiente para isso.

5) Responsabilidade: Atos livres podem ser atribuídos a alguém, então a pessoa que os pratica deve responder por eles. Liberdade e responsabilidade são conceitos inseparáveis.

  • A) Perante os outros: Na medida em que o nosso comportamento os afeta. Nossas decisões têm influência decisiva.
  • B) Perante nós mesmos: Nossas ações e decisões são o que nos constroem de uma maneira ou de outra.

A Consciência Moral

6) Consciência: Uma ferramenta que nos ajuda a distinguir o certo do errado. Não é uma imposição externa julgar a moralidade de nossas ações. Para desenvolver uma boa consciência, é necessário:

  • Saber que nem tudo é igual; há coisas que nos beneficiam ou nos prejudicam.
  • Estar disposto a avaliar se o que fazemos corresponde ao que realmente queremos.
  • Praticar a moral para desenvolver o gosto pelo que é bom, rejeitando o que deve ser evitado.

7) Sobre as desculpas: Usadas para esconder que somos livres e responsáveis. Não assumir nossos valores é um obstáculo ao desenvolvimento da consciência. É um princípio moral não forçar ninguém. A importância de educar a consciência respeita três regras:

  1. Evitar fazer o mal.
  2. Fazer aos outros o que queremos que nos façam.
  3. Não utilizar meios ilícitos para obter fins impróprios.

Culpa: Um sentimento que surge após ter cometido algum ato que vai contra nossa consciência.

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