Etica prescritiva

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Esclarece o problema da onjetividade de valores:

-> O problema da objetividade dos valores, também conhecido como questão dos critérios valorativos , consiste em saber se o valor de verdade de um juízo de moral é independente do sujeito que o produz ou se esse sujeito apresenta as suas emoções acerca de qualquer coisa. Ou seja, é a aquestão de saber se os juízos de valor são objetivos ou subjetivos.

Objetivismo étiço:

-> O objetivismo étiço defende que os juízos éticos possuem valor de verdade objetivo, ou seja, a sua veracidade ou falsidade não depende da perpestiva de cada sujeito, mas apesar de tudo não existem factos morais, isto é, uma realidade moral que sriva de contraste às nossas afirmções éticas pára sabermos se elas são verdadeiras ou falsas.

Argumento contra a objetividade em ética:

-> O argumento contra a objetividade em ética afirma que as opiniões éticas não podem ser objetivamente verdadeiras ou falsas porque não existe uma realidade moral a que possam corresponder ou não.

Refutação do argumento contra a objetividade em ética:

-> O argumento diz que a ética não é objetiva porque não há uma realidade moral a que os juízos possam corresponder ou não, mas a ética pode ser objetiva porque há métodos de raciocíonio fiáveis que determinam a  veracidade ou falsidade de um juízo de valor. A matemática por exemplo, é objetiva nesse sentido.


Duas formas que tornam possível obter um conhecimento objetivo. 

-> Podemos considerar uma investigação objetiva de duas formas:

-Uma investigação é objetiva porque existe uma realidade independente que esta descreve correta ou incorrectamente. Por exemplo, a ciência é objetiva pois produz cuja verdade se descobre comparando-os com a realidade.

-Também pode ser objetiva quando existem métodos que determinam a veracidade ou falsidade de tal investigação. Por exemplo, a matemática usa métodos de raciocínios fiáveis, ou seja, que determinam objectivamente o resultado de qualquer problema.

De que forma pode a ética produzir juizos éticos objetivos:

-> Consideramos a ética uma investigação objetiva no segundo sentido. Um juízo étiço é objetivamente verdadeiro se possuir as melhores razões pára o sustentar. Examinando todos os argumentos e razões de dois juízos opostos, consideramos certo ou pelo menos mais certo aquele que é apoiado pelas razões e pelos argumentos mais fortes pára fazê-lo.

Princípio da universalização:

-> Afirmar que os juízos morais são universalizáveis é defender que eles são afirmações que devem ter aplicação universal, global, em todas as situações a que se referem.    

             Ex.: “A pena de morte é injusta.” É um juízo étiço que sendo verdadeiro deve ter validade e aplicação universal.

-> Ser moral (ou agir moralmente) implica ser imparcial: avaliar atos semelhantes de forma semelhante. Pára nos considerarmos pessoas morais (pessoas que agem moralmente) devemos considerar e a avaliar situações semelhantes de forma idêntica. Se considerarmos a pena de morte injusta, não podemos abrir uma excepção num caso apenas porque a pena de morte do criminoso nos pode beneficiar. Ou é injusta universalmente em todas as situações, ou não. Mas por vezes ser imparcial pode trazer-nos prejuízos, por isso parece existir um conflito entre o que a ética nos diz pára fazer e o nosso interesse próprio.

Princípio moral básico denfendido por Stuart Mill:

-> Stuart Nill defende uma teoria intitulada por ética utilitarista. Esta teoria defende que toda a ética se baseia num úNicó princípió que é o princípió da maior felicidade, sendo este o princípió moral básico. Este princípió afirma que a felicidade é a existência de prazer e aus~encia de dor. Pára os utilitaristas áquilo que importa promover não é a felicidade do próprio agente, mas sim a felicidade geral. Assim, em oposição ao egoísmo étiço, o utilitarismo diz-nos pára promover o bem-estar de todos, sem dar uma importãncia especial ao nosso próprio bem-estar.

Hedonismo:

-> O Hedonismo é uma carácterística que defende o bem-estar, isto é o mesmo que prazer, e defende também que as experiências de bem-estar são boas apenas, pelo simples facto de serem aprazíveis; o hedonismo tem como objetivo alcançar a felicidade, isto é, a ausência de dor/sofrimento e ter prazer. Esta carácterística é um aspeto essencial do utilitarismo clássico. Apesar de ser defendida por Mill e Bentham estes apresentam duas teorias diferentes.

-> Segundo Bentham, os diferentes prazeres e dores a que somos sujeitados têm um certo valor, valor esse que pode ser determinado através da análise da sua duração e intensidade. Deste modo, quantos maiores forem esses valores, melhor é esse prazer. Assim, pára atingirmos o bem-estar, temos que obter um saldo favorável quanto possível, sendo, portanto, obrigados a privarmo-nos de certos prazeres que nos poderão acarretar sofrimento futuro. Bentham tem, então, uma visão permanente quantitativa do bem-estar. Segundo ele, pára determinarmos qual o prazer ou a dor maior, basta recorrermos ao cálculo da felicidade. Assim, a melhor vida é aquela que após considerados todos os prazeres e dores que o constituem, apresentar saldo mais positivo. Afirma também que as únicas coisas que fazem um prazer (ou uma dor) melhor que outro, são os respetivos valores de intensidade e duração.

-> Mill tem, no entanto, uma perspetiva diferente do hedonismo, permanente qualitativa. Pára além da intensidade e da duração dos prazeres, devemos também avaliar a sua qualidade. Existem, então, prazeres superiores a outros e pára que tenhamos uma vida melhor não podemos trocá-los pela mesma quantidade de outros inferiores. Mill relaciona os prazeres superiores àqueles que resultam do exercício das nossas capacidades intelectuais e os inferiores aós prazeres corporais e alega que quem já experimentou ambos, prefere os primeiros.


Argumento da máquina de experiências contra o hedonismo:

-> Se o hedonismo fosse verdadeiro, não teríAmós qualquer probloma em ligarmo-nos á máquina de experiências, que nos propociona uma óptima vida, isto é, uma vida rica em felicidade, uma vez que não se trataria de dor e haveria muito prazer, mas o argumento da máquina de experiências sugere que a vida não é apenas boa por causa das experiências aprazíveis, mas também pela autenticidade das mesmas, ou seja, a vida vai pára além das experiências que temos.

Deferenciação do utilitarismo clássico do utilitarismo de preferências:

-> O utilitarismo clássico (defendido por Bentham e Mill) defende que as ações estão certas na medida em qeu promovem a felicidade e errados na medida que promovem a infelicidade. Sendo que, felicidade consistem em experiências prazenteiras e ausência de dor e infelicidade.

-> o utilitarismo de preferências (defendido por Peter Singer) defende qe a felicidade de um ser resulta na satisfação dos desejos, interesses ou preferências que possui. Por outras palavras, o bem-estar não consiste em experiências aprazíveis, mas sim na satisfação de desejos e preferências.

Em que sentido o Utilitarismo é uma teoria consequencialista:

->O utilitarismo, quer o clássico quer o de preferências, é uma forma de ética consequencialista, isto é, o que determina o valor moral das ações não são os motivos que nos levam a realizá-las, mas sim as suas consequências: se promovem a felicidade são boas, se promovem o reverso da felicidade são más. De outra forma podemos dizer que segundo o utilitarismo, em qualquer situação, o melhor ato é aquele que comparado com atos alternativos, tem consequências mais valiosas. Na ponderação dos prejuízos e benefícios que um ato trará pára os indivíduos, temos que considerar os interesses de todos os indivíduos por igual, não dando privilégio a nenhum em particular (não devemos ser egoístas). Uma frase simples que traduz o consequencialismo é: um ato é permissível se, e apenas se, maximiza imparcialmente o bem.


Duas críticas ao utilitarismo: édemasiado permissível e demasiado exigente.

-> O Utilitarismo é demasiado exigente, pois diz-nos que é sempre errado fazer algo que não contribua pára a felicidade geral, no maior grau possível. Nunca é aceitável fazer menos do que maximizar a felicidade geral, por maiores que sejam os sacrifícios pessoais que isso implique. Por outro lado, o utilitarismo é demasiado permissível, pois pára um utilitarista, é correto matar ou torturar inocentes se isso resultar numa maior felicidade geral. Mas parece que atos deste tipo não são justificáveis pelo simples facto de produzirem melhores consequências.

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