Evolução da Contabilidade: Escolas e Teorias no Século XX

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Século XX: A Evolução das Escolas de Contabilidade

O século XX marcou o surgimento da escola norte-americana de contabilidade. Um grande passo para a contabilidade no Brasil foi a criação, em 1902, da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, em São Paulo, que desenvolveu a escola europeia. Em 1946, foi criada a Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP), que passou a desenvolver a escola norte-americana.

Escolas Europeias: Controlismo e Reditualismo

Na Europa, surgiu a Escola Controlista e Neocontista, que teve como precursor o italiano Fabio Besta, em 1910. Outra escola relevante foi a Reditualista, com o precursor alemão Eugen Schmalenbach. Esta escola defendia que o rédito (lucro/rendimento) tinha prioridade sobre a estrutura patrimonial, sendo o principal objeto de estudo da contabilidade. Suas maiores contribuições foram:

  • Mensuração do resultado por meio da contabilidade dinâmica;
  • Uniformização de planos de contas;
  • Desenvolvimento da contabilidade de custos.

Escolas Aziendalista e Patrimonialista

Também surgiram na Europa as escolas Aziendalista e Patrimonialista:

  • Escola Aziendalista: Com os precursores Alberto Ceccherelli e Gino Zappa, defendia que a azienda era o objeto de estudo da contabilidade, onde se empregava trabalho em troca de recompensa.
  • Escola Patrimonialista: Teve como precursor Vincenzo Masi e defendia que o patrimônio era o objeto da contabilidade — conceito utilizado até os dias de hoje. Seu estudo compreendia a estática, a dinâmica e a relevância patrimonial.

Críticas à Escola Europeia

Os principais pontos de crítica à escola europeia incluem:

  • Falta de pesquisa indutiva: Dificuldade em efetuar generalizações eficazes.
  • Foco excessivo na demonstração: Priorizou-se a forma em detrimento da contabilidade como ciência voltada às necessidades informativas dos usuários.
  • Ênfase na teoria das contas: O uso exagerado das partidas dobradas inviabilizou a flexibilidade necessária, especialmente na contabilidade gerencial.
  • Baixa aplicabilidade: Falta de aplicação prática de muitas teorias expostas.
  • Queda de nível acadêmico: Superlotação de faculdades e remuneração insuficiente de professores, prejudicando a pesquisa séria de campo.

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