Evolução Económica na Idade Média

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Factos Económicos

Factos Económicos: Estudo e análise dos fenómenos económicos do passado, graças aos métodos das ciências históricas (análise de documentos, narrativas, arquivos, preços, fontes diversas), mas também, naturalmente, das ciências económicas: análise económica (no sentido dos métodos oriundos do conjunto das teorias económicas – marxista, neoclássica, keynesiana, institucionalista, etc.) e análise quantitativa (econometria e modelização). (Brasseul, 2014).

A Idade Média na Europa

  • Duração: 1 milénio – da queda do Império Romano (476 d.C.) a 1453/1492;
  • Sistema feudal: (na sequência do modelo do colonato dos romanos): homens livres, mas em redor de um chefe e de uma aldeia; os escravos deixam de existir, mas surge a servidão (com os servos mais baratos de sustentar), numa lógica de reciprocidade entre Senhor e Servo;
  • Trocas económicas: baseadas na terra e na troca direta (em circuito fechado), com o desaparecimento da moeda e do grande comércio, focando-se na subsistência;
  • Terras livres vs. terras senhoriais;
  • Crescimento a sul da Europa do mundo árabe;
  • Invasões permanentes (Germanos, Hunos, Árabes, Magiares, Vikings, …);
  • Declínio do conhecimento;
  • Reforço do poder da Igreja.

A Idade Média na Europa (do ano 1000 ao Renascimento)

  • Desenvolvimento das capacidades sustentadas na iniciativa dos artesãos;
  • Melhoria das técnicas medievais: agrícolas, máquinas (engrenagens que utilizam a água e o vento), transportes com mais segurança e com reconstrução de estradas, desenvolvimento marítimo (das embarcações), utilização da bússola (origem chinesa) e astrolábio (origem grega), lunetas (origem italiana), uso do vidro, chaminés, carvão, diques, sabão (origem babilónica), manteiga (origem africana e do Médio Oriente), papel (origem chinesa), numeração (árabe), tipografia, pólvora (China) e armas de fogo, relógios (com o impacto generalizado da medição do tempo);
  • Três setores com maior desenvolvimento: têxteis, construção e metalurgia;
  • Grande crescimento da população europeia: entre os anos 1000 e 1300 passa de 15M para 45M (parando com a Peste Negra de 1348);
  • Domínio da natureza (com ganho de terra à água);
  • (Re)Desenvolvimento das cidades com as grandes Feiras;
  • Comércio desenvolve-se com a Rota da Seda (da China à Gronelândia e entre o Mediterrâneo e o Báltico);
  • Cruzadas: resultaram no aumento do comércio;
  • Novos produtos descobertos no Oriente (açúcar, arroz, algodão, laranjas, …) e novas ciências originárias do mundo árabe (matemática, astronomia, química, medicina, …);
  • Desenvolvimento das corporações medievais: obtenção de exclusividades e monopólios, direito de fiscalização e controlo de qualidade, regulamentação sobre tabelas salariais, preços, horários e técnicas;
  • Separação entre corporações de mercadores e de artesãos: início da deslocalização para redução da pressão dos artesãos;
  • Modelo feudal reforçado: (com a tenência ou tenure) e a separação entre os vilões (que vivem nas vilas ou cidades) e os servos (no campo);
  • Ressurgimento do dinheiro e queda da troca direta;
  • Aumento dos mercenários em detrimento da utilização de servos.

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