Evolução e Funções dos Sistemas Digestivo e Respiratório

Enviado por Comunidade Wikiteka e classificado em Biologia

Escrito em em português com um tamanho de 5,62 KB
Atualizado em

Resumo

O texto explica a evolução do sistema digestivo, desde a digestão extracelular até aos sistemas com boca e ânus separados. Descreve a respiração interna e a externa, os tipos de respiração (traqueal, cutânea e com estruturas especializadas) e o papel da difusão e da ventilação nas trocas gasosas. O estudante aprende como cada grupo de animais obtém oxigênio.

Pontos-chave

  • Os organismos primitivos com digestão extracelular tinham uma única abertura, que servia de boca e ânus. Nos nematódeos apareceram duas aberturas.
  • Com o aumento da complexidade, surgiram esfíncteres, dobras no intestino e maior área de absorção.
  • A respiração interna (celular) libera energia química e, na maioria dos organismos, precisa de oxigênio. A respiração externa é a troca de gases com o ambiente.
  • Nos insetos, a respiração traqueal leva o ar às células por traqueias e traqueíolas, por isso não precisa de sistema circulatório para transportar gases.
  • Nos animais que vivem em ambientes úmidos ou aquáticos, a troca de gases ocorre pela pele, que deve ser fina, permeável e sempre úmida.
  • A difusão depende da diferença de concentração e da superfície de separação. A ventilação mantém essa diferença.
  • As estruturas respiratórias especializadas têm grande superfície, paredes finas e um sistema de transporte, como o sangue e a hemoglobina.

Resumo gerado com IA a partir do documento. Teste-se

Evolução do Sistema Digestivo

Organismos primitivos com digestão extracelular tinham nutrição onde as partículas do alimento chegavam ao trato gastrointestinal, onde ocorria a sua digestão e absorção. O sistema digestivo possuía uma única abertura, que servia como boca e ânus.

Em nematóides, apareceram duas aberturas: a boca, para a ingestão de alimentos, e o ânus, para a egestão.

A nutrição de macrófagos exigiu o desenvolvimento de estruturas especializadas para a ingestão, como garras ou dentes, além de um músculo capaz de gerar movimentos peristálticos para empurrar o alimento ao longo do trato digestivo.

Além disso, houve uma série de mudanças que ajudaram a aumentar a eficiência do aparelho digestivo:

  • Um aumento das dobras do aparelho digestivo, especialmente no intestino.
  • Diferenciação de diferentes áreas com funções distintas, graças ao aparecimento de esfíncteres.
  • Aumento da área de absorção através das dobras da mucosa.

Intestino Grosso

O intestino grosso possui maior diâmetro que o intestino delgado, sendo também chamado de intestino grosso, e é separado deste pela válvula ileocecal.

Sistema Respiratório

Definição de Respiração

O termo "respiração" é aplicado a dois processos biológicos distintos:

  • Respiração Interna (ou Celular): É um processo de liberação química de energia para o qual a maioria dos organismos precisa de oxigênio.
  • Respiração Externa: É um processo de troca de gases entre o organismo e o ambiente externo.

Respiração Traqueal

Esse tipo de respiração é característico de insetos e outros artrópodes terrestres. A troca gasosa acontece através de uma série de tubos, as traqueias.

As traqueias, por invaginações do tegumento, permitem que o ar entre por pequenos orifícios na superfície do corpo, chamados estigmas ou espiráculos. Os dutos traqueais diminuem de tamanho à medida que se ramificam, de modo que os mais finos (traquéolas) têm contato direto com as células, onde as trocas gasosas ocorrem por difusão.

Assim, não é necessária a existência de um sistema circulatório para o transporte de gases, e estes organismos não possuem um sistema circulatório que desempenhe essa função.

Ventilação Traqueal

A ventilação ocorre através de um sistema coordenado de abertura e fechamento dos estigmas, devido a contrações musculares.

Mecanismo de Difusão

A difusão é um fenômeno físico que ocorre devido à agitação molecular, pelo qual uma substância dissolvida é capaz de passar através de uma membrana que separa duas soluções. A taxa de difusão é proporcional à diferença de concentração de ambos os lados da membrana, bem como à superfície de separação das soluções.

Trocas Gasosas e Obtenção de Oxigênio

Animais precisam de oxigênio para a obtenção de energia nas células. O processo de realizar trocas gasosas entre o ambiente interno e o ambiente externo envolve a captura de oxigênio da atmosfera e a liberação de dióxido de carbono formado durante a respiração celular.

A troca de gases ocorre de maneira diferente em função do tamanho e complexidade do habitat animal.

Animais Simples e Respiração Cutânea

Nos animais mais simples, o O2 dissolvido na água em que vivem passa por difusão para as células, e o CO2 difunde-se na água da mesma maneira. Estes animais não possuem estruturas especializadas para a troca gasosa.

Animais que vivem em ambientes úmidos ou aquáticos obtêm oxigênio através da pele, ou seja, possuem respiração cutânea. Este tipo de respiração requer algumas características especiais, pois a troca gasosa ocorre através de toda a superfície do corpo. É essencial que a pele seja fina e permeável aos gases, que esteja constantemente molhada por uma descarga de muco e que tenha um ambiente interno situado muito próximo do exterior para receber o O2 e transportá-lo para as células.

Estes animais são caracterizados por terem uma superfície de contato com o ambiente externo muito grande em proporção ao seu volume e por possuírem baixa atividade metabólica.

Estruturas Respiratórias Especializadas

À medida que a complexidade do animal aumenta, estruturas especializadas tornam-se necessárias para aumentar a eficiência do processo de difusão. Estas estruturas têm as seguintes características:

  • Grande superfície de contato com o meio ambiente, através da qual ocorre a troca gasosa por difusão.
  • Paredes finas e na face exterior banhadas por um líquido, onde o O2 e o CO2 podem dissolver-se e difundir-se. Uma superfície respiratória seca é fisiologicamente inútil. Em animais aquáticos, estas superfícies são banhadas pela água ambiental; em terrestres, por uma película de água.
  • O fornecimento de oxigênio do ambiente externo pode ser mantido muito mais eficaz se o ar ou a água que o contêm dissolvido forem constantemente substituídos. Este tipo de fluxo é chamado de ventilação e maximiza a diferença de concentração (gradiente de difusão) através da superfície de troca.
  • As estruturas utilizadas para ventilação variam de um órgão para outro, mas normalmente todas elas envolvem algum tipo de movimento muscular.
  • Um sistema de transporte (sangue, hemoglobina) para assegurar a distribuição de O2 e a coleta de CO2.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre respiração interna e externa?

A respiração interna, ou celular, é o processo de liberação química de energia nas células. A respiração externa é a troca de gases entre o organismo e o ambiente externo.

Como respiram os insetos?

Os insetos respiram por traqueias, que se abrem na superfície do corpo por estigmas ou espiráculos. As traqueíolas levam o ar diretamente às células. A ventilação ocorre com a abertura e o fechamento dos estigmas por contrações musculares.

Por que uma superfície respiratória não pode ser seca?

O texto diz que uma superfície respiratória seca é fisiologicamente inútil, porque os gases precisam de se dissolver numa película de água para se difundirem.

Teste-se

Cartões de revisão

Clique em um cartão para ver a resposta.

Teste

1. Como se chama a respiração que ocorre dentro das células?
2. Por onde entra o ar no corpo dos insetos?
3. Por que a pele usada na respiração cutânea deve estar sempre molhada?
4. Do que depende a taxa de difusão, segundo o texto?
5. O que faz a ventilação?
6. Que sistema transporta o O2 e o CO2 nas estruturas respiratórias especializadas?

Perguntas geradas com IA a partir do documento: verifique as respostas com o texto.