Evolução Histórica: Da Pré-História à Idade Moderna

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A Pré-História

O Paleolítico é um estágio pré-histórico caracterizado pelo uso de ferramentas de pedra lascada, mas também de outras matérias-primas orgânicas utilizadas para construir várias ferramentas: osso, chifre, madeira, couro, fibras, etc. (material mal conservado e pouco conhecido). É o mais longo período da história humana (na verdade, compõe 99% dela), estendendo-se de 2,5 milhões de anos atrás (na África) até cerca de 10.000 anos atrás.

O Mesolítico é o período pré-histórico entre o Paleolítico e o Neolítico, que durou aproximadamente entre 10.000 a.C. e 5.000 a.C. Seu nome significa "Idade da Pedra Média", situando-se entre o Paleolítico e o Neolítico. É uma época marcada pelo fim da era do gelo, com a consequente melhora das condições de vida. Destacam-se:

  • Arte parietal ou rupestre: Pinturas e gravuras em cavernas do Paleolítico.
  • Arte mobiliária (mobilier): Representações artísticas em pedras ou objetos que podem ser transportados (ex: Vênus).

O Neolítico é a terceira etapa da pré-história, indo até cerca de 5.000 a.C., incluindo o surgimento da escrita. Caracteriza-se pelo homem sedentário, pecuária e agricultura, uso de pequenos instrumentos, caça de pequenos animais e o início da domesticação de animais e do comércio.

Antiguidade e Civilizações Clássicas

A escrita egípcia foi fundamental para manter o Império Egípcio; a alfabetização concentrava-se em uma elite culta de escribas. Somente pessoas treinadas como escribas podiam servir às autoridades religiosas, faraônicas e militares. O sistema hieroglífico sempre foi difícil de aprender, tornando-se ainda mais complicado em séculos posteriores para preservar a posição dos escribas.

O Helenismo refere-se ao período da cultura grega que se estende desde a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., até a morte de Cleópatra. Já o Império Romano foi um período da civilização romana na Antiguidade Clássica, caracterizado por uma forma autocrática de governo. O nascimento do império foi precedido pela expansão de sua capital, Roma, que estendeu seu controle por todo o Mar Mediterrâneo.

A romanização é o processo de aculturação das áreas conquistadas por Roma durante a República ou o Império. Através deste processo, os povos indígenas conquistados começaram a usar a tecnologia, as instituições políticas e religiosas, as formas de organização e os princípios de direito romano. Em muitos casos, ocorreu uma substituição linguística gradual pelo uso do latim.

A Idade Média e o Império Bizantino

O Império Bizantino é o termo utilizado desde a queda do Império Romano do Ocidente em 476 d.C. (século V) para se referir ao território Romano do Oriente na Idade Média. O objetivo de Justiniano I era restaurar o esplendor do antigo Império Romano. O fim do império ocorreu com a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453 (século XV).

O Império Carolíngio é um termo historiográfico para o período entre os séculos VIII e IX, derivado da política dos reis francos, Pepino e Carlos Magno. Foi uma tentativa de recuperação da vida política, religiosa e cultural na Europa Ocidental. Um fato relevante foi a coroação de Carlos Magno como imperador em Roma, sinalizando a restauração do Império Romano do Ocidente.

A Alta Idade Média (reinos francos) estende-se da queda de Roma (476 d.C.) até o início do século XI. Características principais:

  • Início do Feudalismo: Sistema social, político e econômico baseado na posse de terra que dominou a Europa entre os séculos IX e XV.
  • Invasões sucessivas: Grupos germânicos ao norte e berberes ao sul.
  • Abandono das cidades: Fuga para o campo por medo das invasões.
  • Grandes diferenças de classes: Acentuação da pobreza e miséria.
  • Domínio da Igreja: A Igreja Católica aumentou seu poder e riqueza, tornando-se uma das classes mais altas, com poder comparável ao de reis e senhores feudais, chegando a dominar a política e economia na Espanha.

A Baixa Idade Média e a Transição

A Baixa Idade Média vai do século XI até a descoberta da América (1492). Este período apresenta:

  • Aumento da população: Devido à redução das guerras.
  • Ressurgimento do comércio: Fim da necessidade de autossuficiência total.
  • Surgimento da burguesia: Nova classe social de comerciantes de classe média que recebiam pagamentos pelo trabalho.
  • Avanços e progressos: Descobertas científicas e a invenção da imprensa, essencial para a transmissão do conhecimento às classes mais pobres.
  • Progresso na medicina e enfermagem.
  • Crítica interna na Igreja: Embora continuasse poderosa, surgiram vozes internas criticando sua posição dominante.

As Guildas (Uniões) eram associações econômicas de artesãos do mesmo ofício que surgiram nas cidades medievais. Visavam o equilíbrio entre a demanda e o número de oficinas, garantindo trabalho e organizando o sistema de aprendizagem.

Península Ibérica e Idade Moderna

Na Espanha Medieval, destaca-se o Al-Andalus, território sob domínio muçulmano entre 711 e 1492. A Reconquista foi o processo em que os reinos cristãos buscaram retomar o controle da Península, ocorrendo entre 722 (rebelião de Pelayo) e 1492, com a conquista de Granada pelos Reis Católicos.

O Renascimento foi um amplo movimento cultural da Era Moderna (séculos XV-XVI), resultado da disseminação do Humanismo. O Humanismo, surgido nos séculos XV e XVI em regiões prósperas (Itália, Bélgica, Holanda), valorizava o indivíduo, recuperava a cultura clássica e distinguia a fé do conhecimento científico.

A Monarquia Autoritária surgiu na metade do século XV, concentrando o poder no rei, mas mantendo pactos com grupos privilegiados (nobres, universidades, municípios). Posteriormente, no século XVII, surgiu o Absolutismo, onde o poder do monarca era ilimitado, sem restrições institucionais, baseado no direito divino. O monarca ostentava os poderes executivo, legislativo e judicial (ex: Dinastia Áustria com Carlos V, Felipe II, III, IV e Carlos II). O absolutismo está inserido no contexto do Barroco.

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