Evolução da Imigração e Emigração em Portugal
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Imigração em Portugal (1974-2002)
Imigração (1974-1992): Com a independência das ex-colónias e o contexto de guerra, chegam a Portugal emigrantes dos PALOP (Cabo Verde, Angola, Moçambique) e do Brasil. 1992-1996: Ocorre a 1ª Regularização, marcada pela chegada de paquistaneses, chineses e afegãos. 1996-2001: Registam-se 35 mil candidatos. 2001: Chegada de cidadãos do Leste Europeu (ucranianos e moldavos) e a criação de um novo decreto-lei que abre o processo das autorizações de permanência. 2002: Devido ao facto de a Espanha ter fronteiras com mais de um país, chegam pessoas do Norte de África para Portugal.
Causas e Contexto da Imigração
Causas da Imigração: As pessoas pretendem fixar residência (especialmente as vindas da Europa de Leste e PALOP) em busca de um país com melhor nível de vida, facilidade em arranjar emprego e salários superiores aos do seu país de origem.
- Ingleses e Alemães: Atraídos pelo clima (Algarve), campos de golfe e desportos que apreciam.
- Espanhóis: Devido às inúmeras empresas espanholas que se instalam em Portugal.
Como Portugal aderiu à CEE e ao Espaço Schengen, um imigrante que consiga autorização de residência pode viajar por todo o espaço comunitário e fixar residência no nosso país.
Comunidades e Mercado de Trabalho
Maiores comunidades imigrantes: Romena, Inglesa, Espanhola (maior aumento), Brasileiros e Cabo-verdianos. Trabalhos: Construção civil e obras públicas, agricultura, serviço de balcão e mesa, empregadas de limpeza e operários não especializados. Zonas de maior fixação: Lisboa, Faro, Setúbal e Porto.
Emigração Portuguesa (1960-1974)
Emigração (1960-74): Período do maior surto de emigração. Principais países de destino definitivo: França, Alemanha, Luxemburgo, Reino Unido e Suíça. Porquê? Procura de emprego melhor remunerado, proximidade geográfica (deslocações mais fáceis), manutenção de relações regulares com Portugal e facilidade de regresso ao país. Destinos de emigração temporária: França, Suíça e Alemanha.
Crises e Novos Ciclos Migratórios
1973: Diminuição da emigração portuguesa devido ao início de uma das maiores crises económicas na Europa, provocada pela subida dos preços do petróleo. Consequências: Crescimento das taxas de desemprego nos países de destino e diminuição do fluxo migratório. Contudo, houve uma melhoria económica em Portugal após o 25 de Abril, refletindo-se na subida do nível de vida da população. Regressaram mais de 400 mil portugueses (vindos de França e Alemanha). 1974: Início de um novo ciclo de emigração para os EUA, Canadá, Venezuela e Austrália.
Emigração Atual e Condições de Vida
Atualmente (emigração temporária): Destinos principais como França, Suíça e Alemanha. Esta é uma forma de os países de destino não assumirem compromissos de acolhimento definitivo com os emigrantes. Trabalhos: Agricultura, construção civil e turismo. Causas: Procura de melhores condições de vida, como direito a habitação e alimentação, possibilidade de comprar bens necessários, assistência médica, proteção social e férias pagas.
Causas Estruturais e Consequências
Causas: Baixos rendimentos da terra (propriedades reduzidas, técnicas rudimentares), baixos salários no campo (trabalho duro e mal pago), fraco dinamismo da indústria e serviços, superpovoamento das terras do interior (alto desemprego), dificuldade de alojamento nos centros urbanos e sinais de sucesso no exterior.
Consequências:
- Problemas de mão de obra: Redução do desemprego, mas falta de gente jovem e empreendedora. Carência nos meios rurais, levando à mecanização da agricultura e reconversão de produções (de herbáceas para pomares) por exigirem menos mão de obra.
- Subida dos salários: Melhoria do nível de vida para os que ficaram, pois a procura de mão de obra passou a exceder a oferta.
- Remessas e divisas estrangeiras: Envio de poupanças para investir, indispensáveis para Portugal. No entanto, como os investimentos são por vezes fracos ou destinados à aquisição de bens importados, as divisas acabam por voltar para o país de origem.
- Efeitos demográficos: A emigração atrai jovens, resultando na baixa da Taxa de Natalidade (TN), no envelhecimento da população e na diminuição da população residente.