A Evolução e os Impactos da Ciência no Século XX
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O século XX tem um destaque enorme para a questão do desenvolvimento científico, pois nunca antes fora vista uma procura e investimento tão grandes em pesquisas científicas. O número de pessoas ligadas a estas pesquisas e o investimento que os estados nacionais (às vezes em parcerias) vêm crescendo cada vez mais e têm agora grande importância para a hegemonia de nações tecnologicamente desenvolvidas, como os Estados Unidos e alguns países europeus que seguem na vanguarda das pesquisas.
No entanto, o cenário atual mostra que outras regiões do mundo que até então tinham pouca ou nenhuma tradição em pesquisa, como o Leste da Ásia e alguns países da América Latina, entre outros, também obtiveram um certo destaque em pesquisas mais recentes. Contudo, a diferença de investimento em pesquisa entre um país mais desenvolvido e as nações mais atrasadas ainda é enorme.
Com o avanço das pesquisas científicas, em épocas passadas, as aplicações tecnológicas na indústria e no dia a dia das pessoas eram cada vez mais difíceis, pois as pesquisas foram ficando cada vez mais complexas. Porém, no final do século XX, foi possível observar cada vez mais as aplicações de pesquisas científicas que geraram evolução tecnológica no nosso dia a dia. Desta maneira, esses avanços científicos ficaram cada vez mais plausíveis de serem aplicados na prática e, com o crescimento rápido no número de pesquisadores, cada vez mais pessoas tiveram acesso às implicações possíveis de serem feitas com a ciência.
Sem dúvida, a Segunda Guerra Mundial e, posteriormente, a Guerra Fria impactaram muito nos avanços científicos que ocorreram a partir da década de 1940 do século XX, pois geraram uma corrida para o desenvolvimento. Cada vez mais a ciência inovava com pesquisas que eram aplicadas na prática, e as soluções finais eram cada vez mais acessíveis para pessoas leigas. Ao mesmo tempo, o desfecho da guerra também gerou dúvidas em relação ao avanço da tecnologia e aos aspectos humanos envolvidos, pois não era possível prever a que todos os estudos levariam.
Ao mesmo tempo que a ciência avançava, conflitos ideológicos com religiões e questionamentos sobre os aspectos morais dos estudos estavam a todo tempo em pauta. Sem dúvida, em muitos aspectos, a ciência criava benefícios para as pessoas, tanto em termos de conforto como em qualidade e expectativa de vida. Porém, igrejas, o cinema e todos os meios de comunicação sempre criaram debates sobre o assunto; os leigos, assim como alguns cientistas, tinham medo de que os avanços científicos em algum momento, por simples incidente ou até mesmo propositalmente, gerassem coisas ruins, pois os preceitos morais e éticos, assim como o senso comum, foram alterados com o passar do tempo. Os estados se opunham à ciência por não entendê-la e pelo fato de o Universo estar em expansão constante e acelerada, outra descoberta que não se sabe onde nos levará e nem por que isso acontece.
Para que o avanço da ciência fosse possível, os cientistas acabaram se politizando, que foi a forma encontrada por eles para conseguir subsídios para financiar pesquisas e, assim, influenciar o mundo com o ponto de vista da ciência. Com o desencadeamento da Segunda Guerra Mundial, ficou claro que o investimento em ciência poderia levar a descobertas incríveis e economicamente muito rentáveis. Após o fim da guerra, os EUA despontaram como soberanos detentores da economia mais forte do planeta e desenvolviam tecnologia de ponta na NASA. Enquanto isso, a URSS tentava alcançar os americanos e, por certo tempo, até conseguiu ultrapassá-los na exploração espacial; no entanto, a chegada do homem à Lua decretou a "vitória" dos EUA em termos tecnológicos.
Em outras áreas, principalmente a biologia, com a descoberta do DNA e toda a evolução em relação às ciências biológicas, houve também um papel importante na evolução da ciência, pois, desta forma, as questões de vida das pessoas melhoravam e isso ajudava a tornar a ciência mais aceitável mesmo para os leigos.
Outra questão importante foi a discussão do que é ou não a ciência de fato, tentando delimitar o que é científico e o que é pseudocientífico. Muitos filósofos da ciência debateram sobre este tema ao longo dos anos para, assim, conseguir explicar melhor e delimitar até onde a ciência era válida e quais os preceitos morais básicos que não poderiam ser deixados de lado em detrimento da ciência.