A Evolução da Mulher e da Família na Sociedade

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O papel da mulher na sociedade

O papel da mulher na sociedade tem variado ao longo do tempo, bem como de região em região. Se, por um lado, temos uma mulher submissa e com pouca relevância social na época medieval, por exemplo, por outro lado, temos uma mulher que participa ativamente na sociedade hoje em dia em algumas sociedades ocidentais.

Deste modo, verifica-se um papel menos preponderante ou interventivo da mulher até ao século XX, quando os direitos das mesmas foram finalmente reconhecidos. Assim sendo, uma mulher no passado era, tal como apresentado na peça de Gil Vicente, encarregada de determinadas tarefas domésticas, enquanto o homem representava a principal fonte de sustento para a família. Assim sendo, é correto afirmar que a mulher era encarregada de tomar conta dos filhos e da sua educação, governar a casa e, em casos mais pobres, trabalhar também, mas sempre em ofícios que não eliminassem os dois primeiros referidos.

Com efeito, a partir do século XX, inicia-se um processo de reconhecimento da mulher como parte fundamental da sociedade, principalmente em países ocidentais como os Estados Unidos da América ou na Europa, mas começando a afirmar-se em países mais orientais de igual modo. Desta forma, já se verifica uma forte evolução em relação ao que a mulher era antigamente e ao que é atualmente.

Concluindo, apesar de a mulher ter visto o seu papel diversificar-se com a passagem do tempo, ainda persistem, porém, alguns locais onde a mulher continua a desempenhar funções mais redutoras, apesar da evolução verificada noutros locais do globo.

Os laços familiares e o casamento

Devido aos séculos que separam a realidade retratada por Gil Vicente na “Farsa de Inês Pereira” da realidade atual, estas duas realidades diferem em muito. Dois dos aspetos onde podemos considerar as maiores diferenças são:

  • A relação com a família;
  • O casamento.

Estes aspetos, ao longo do tempo, têm vindo a modificar-se, nomeadamente em Portugal, local onde decorre a farsa de Gil Vicente.

Em primeiro lugar, na Idade Média, o casamento constituía os pilares fundamentais da estrutura do parentesco, sendo os sustentáculos de qualquer rede de parentesco. Atualmente, muitos casais optam por não casar e têm filhos, constituindo assim uma rede de parentesco sem recurso ao casamento. Na Idade Média, o casamento não acontecia, na maior parte das vezes, por vontade própria da mulher, mas sim pela vontade do pai desta ou do marido. Atualmente, apesar de esta realidade ainda ser frequente em alguns países, nomeadamente na China — onde os casamentos são vinculados pela condição social e económica do marido e da família deste —, em países ocidentais como o nosso, isto já não acontece. Na realidade ocidental, o casamento sustenta-se pelo sentimento amoroso entre qualquer ser humano, independentemente do seu sexo, outra inovação relativamente à realidade de Gil Vicente.

Em segundo lugar, as relações familiares também mudaram ao longo dos tempos, tanto entre pais e filhos como entre maridos e mulheres. Apesar de, nos nossos dias, a família ainda ter um papel importante na vida de um indivíduo pertencente a esta, este papel não é marcado tão notoriamente como antigamente. Atualmente, os pais preocupam-se mais com o sentimento amoroso existente entre o filho/filha e o namorado/namorada do que com a condição social e económica destes. Contudo, em alguns casos, isto continua a acontecer, gerando conflitos entre famílias.

Concluindo, as mudanças entre a atualidade e as vivências na Farsa de Inês Pereira são notórias, principalmente nos países ocidentais, como é o caso de Portugal, e menos notórias nos países orientais. Apesar disso, nota-se uma grande evolução nos laços familiares e no casamento relativamente à obra de Gil Vicente.

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