A Evolução Política e o Exílio no Regime de Franco
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1. Fundamentos Ideológicos do Franquismo
O franquismo foi uma ditadura pessoal baseada em princípios ideológicos conservadores:
- Nacionalismo centralista: Rejeição aos nacionalismos periféricos.
- Catolicismo estrito: Definição do regime como Catolicismo Nacional.
- Referências históricas: Exaltação do passado imperial e dos Reis Católicos.
- Antiliberalismo: Rejeição à maçonaria, ao comunismo, ao socialismo e à separação de poderes.
- Valores militares: Ênfase na autoridade, hierarquia, ordem e disciplina.
- Valores conservadores: Defesa da família tradicional, propriedade privada e moralidade puritana.
Embora próximo ao fascismo, o regime diferenciava-se pela ausência de um partido único coeso, maior influência da Igreja e dos militares, e a ausência de um racismo biológico estruturado.
2. Apoio Social do Regime
As bases de apoio ao franquismo foram heterogêneas:
- Militares: Pilar fundamental da ditadura.
- Igreja: Legitimou o regime, embora tenha se distanciado após o Concílio Vaticano II.
- Falange e Tradicionalistas: Integrados no Movimento Nacional e no sindicato vertical.
- Classes dominantes: Proprietários rurais, empresários e classe média rural.
- Maioria silenciosa: Parte da população que aceitou o regime, especialmente durante o desenvolvimento econômico dos anos 60.
3. Evolução Política e Isolamento Internacional
A primeira etapa do franquismo (até 1957) é conhecida como fase totalitária:
- Segunda Guerra Mundial (1939-1945): A Espanha passou da neutralidade à não-beligerância, enviando a Divisão Azul contra a URSS. Em 1942, retornou à neutralidade. Internamente, criaram-se as Cortes e o Fuero de los Españoles.
- Isolamento Internacional (1945-1950): Após a guerra, a Espanha foi isolada pela ONU devido à sua proximidade com o Eixo. Internamente, a Lei de Sucessão definiu a Espanha como um reino.
- Guerra Fria (1950-1959): A posição estratégica da Espanha levou os EUA a romperem o isolamento. Em 1953, assinaram-se acordos com os EUA (bases militares) e a Concordata com o Vaticano. Em 1955, a Espanha ingressou na ONU.
4. O Exílio Republicano
O exílio espanhol compreende os cidadãos forçados a deixar o país durante e após a Guerra Civil (1936-1939) por medo de represálias. Cerca de 220 mil pessoas formaram o exílio "permanente", incluindo intelectuais, cientistas, artistas e políticos. Os principais destinos foram França, México e Argentina. Com a transição democrática, muitos retornaram, embora grande parte tenha se integrado definitivamente aos países de acolhimento.