Evolução Política do Regime de Franco (1939-1973)

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Evolução Política do Regime de Franco

Evolução: Poucos meses após a conclusão da Guerra Civil, a Segunda Guerra Mundial começa a ser decisiva na política de Franco. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi mantida a amizade com as potências fascistas, uma vez que o auxílio de ambas fora de grande importância na Guerra Civil e o regime possuía uma ideologia similar.

Quando a guerra começou, o governo espanhol declarou-se neutro, pois sabia que o país não era capaz de participar de uma nova guerra. O fato de o lado fascista estar ganhando naquele tempo empurrou a Espanha para a integração no conflito. Neste quadro, ocorreram entrevistas de Franco com Hitler e Mussolini. Eles propuseram uma série de compensações para a entrada da Espanha na guerra, incluindo apoio econômico, armamento e expansão territorial. O ditador alemão considerou o preço demasiado elevado para a entrada da Espanha na guerra.

A Espanha alterou o seu estatuto para país não beligerante em 1941 e enviou para a frente da União Soviética a Divisão Azul, composta por tropas de voluntários para lutar ao lado dos alemães contra o comunismo. Em outubro de 1943, quando a guerra parecia tornar-se desfavorável para as potências do Eixo, a Espanha regressou ao estatuto de neutralidade. Franco retirou a Divisão Azul e Serrano Suñer (da Falange) foi removido do Ministério dos Negócios Estrangeiros. No entanto, isto não impediu a condenação dos Aliados no final da guerra.

Isolamento (1945-1953)

Após a Segunda Guerra Mundial, o regime viveu seus piores momentos. Devido ao apoio às potências do Eixo, produziu-se o "cerco internacional" à ditadura. Na Conferência de Potsdam, declarou-se que o governo espanhol era um produto do Eixo, destinado a ser desmantelado por meios pacíficos. A restauração da monarquia foi manifestada no exterior, acompanhada por um aumento na guerra de guerrilha (maquis) no interior.

O momento mais delicado ocorreu em dezembro de 1946, quando a ONU recomendou que todos os países retirassem os seus embaixadores da Espanha. Os apoios limitaram-se a:

  • Argentina
  • Portugal
  • Vaticano

O governo respondeu incentivando atitudes de xenofobia através da propaganda oficial, mas o boicote político e econômico não conseguiu isolar totalmente a Espanha. A partir de 1947, começa a fase da Guerra Fria entre as democracias ocidentais, lideradas pelos EUA, e os países comunistas, liderados pela União Soviética. Este período foi marcado pela competição entre duas superpotências que nunca se enfrentaram diretamente por possuírem armas nucleares.

Neste quadro internacional, os EUA estavam dispostos a apoiar uma ditadura, desde que fosse anticomunista. Em 1950, a Espanha foi admitida em organismos como a FAO e a UNESCO. A ONU levantou o veto ao regime de Franco e os embaixadores regressaram a Madrid, permitindo o regresso da Espanha ao corpo das Nações Unidas em 1955. Era o fim do isolamento.

Abertura e Reconhecimento (1953-1959)

Em 1953, o regime alcançou dois triunfos importantes: a assinatura de uma concordata com a Santa Sé, consolidando a aliança com a Igreja, e os tratados militares assinados com os EUA, onde Franco ofereceu a instalação de bases militares americanas na Espanha. Em contrapartida, a Espanha recebeu ajuda militar e participou do Plano Marshall (ajuda financeira dos EUA para a reconstrução da Europa Ocidental). A aliança com a grande superpotência assegurou a paz de espírito ao regime.

Um novo governo foi estabelecido em 1951. No novo gabinete, os falangistas ainda mantinham o poder e os militares (como Luis Carrero Blanco), mas os católicos passaram a ter maior peso. Apesar da ajuda financeira, a situação econômica caótica não evitou protestos trabalhistas e estudantis. Esta pressão econômica e social forçou Franco a uma nova mudança de governo em 1957, com a entrada dos chamados tecnocratas do Opus Dei. A política de autarquia foi abandonada, o mercado foi liberalizado e abriu-se ao exterior, embora mantendo o caráter ditatorial.

Persistência do Regime (1959-1973)

Franco tentou modernizar o regime através de uma tentativa de abertura. Era necessário modernizar as instituições para canalizar as diferenças crescentes entre as "famílias" do regime, especialmente entre falangistas e tecnocratas. →

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