Evolução das Técnicas e Tecnologias: Da Indústria às Redes
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As técnicas são os conhecimentos, instrumentos e habilidades empregadas internacionalmente para a realização de uma finalidade; trata-se de criar um manejo, um conhecimento que possa gerar inventos com o intuito de facilitar um determinado trabalho.
As tecnologias são aplicações de conhecimentos científicos à produção de objetos úteis.
Breve Histórico das Técnicas
Apenas no final do século XVIII, com a Revolução Industrial, a capacidade produtiva humana tornou-se suficiente para transformar extensa e profundamente a superfície terrestre. A era industrial é responsável pela emergência do meio técnico, formado por concentrações industriais, campos agrícolas, cidades e infraestruturas de circulação estabelecidos ao longo dos últimos dois séculos.
A Economia-Mundo
Os ciclos iniciais da era industrial abriram as portas para a formação da economia-mundo, ou seja, para a incorporação de todos os povos e continentes nos fluxos mercantis e circuitos de investimentos centralizados pelas potências industriais.
Aldeia Global
Na década de 1960, o teórico da comunicação Marshall McLuhan cunhou a noção de “aldeia global”. Com o progresso tecnológico dos meios de transporte e comunicação, os povos de todo o mundo passariam a constituir uma grande comunidade, compartilhando produtos, informações, costumes e visões de mundo (Globalização).
McLuhan via esse processo com bons olhos, pois acreditava que, além de ser uma evolução inevitável, contribuiria para o fim das guerras e para o estabelecimento de uma “cultura universal”. Outros pesquisadores e estudiosos defendiam que a “aldeia global” seria uma imposição de culturas e costumes dos países mais poderosos, visando a dominação econômica e política.
Adorno criou o conceito de indústria cultural para se contrapor às noções usuais de “cultura de massa” e “cultura popular”, que transmitiam a ideia de que “as massas” e o “povo” eram os criadores das mercadorias culturais que consumiam.
A Riqueza das Redes
Até a década de 1970, a economia mundial continuou organizada sobre o complexo de tecnologias baseadas no petróleo, na eletricidade, na eletrônica e na indústria química. Mas, a partir de então, esboçou-se um novo ciclo de inovações, que veio a ser conhecido como revolução tecnocientífica.
Entretanto, a revolução tecnocientífica tem seu núcleo na informática, ou seja, no entrelaçamento da indústria de computadores e softwares com a das telecomunicações. Os extraordinários avanços nas técnicas de armazenamento e processamento de informações foram potencializados pelas redes digitais.
O meio tecnocientífico caracteriza-se pelo predomínio das finanças e da transferência de capitais e informações por meio de redes de comunicações de alta tecnologia. Essas redes exibem aspectos materiais, como computadores, cabos de fibra ótica e satélites de comunicação, mas o seu conteúdo é imaterial.