Expansão Colonial: Tipos, Conflitos e Consequências

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Tipos de Colônia

A metrópole do século XVIII trouxe as companhias de navegação e comércio, que representavam os seus interesses nas colônias. Os Estados passaram a administrá-las diretamente. A gestão das colônias tomou formas diferentes:

  • Bases estratégicas: Projetadas para manter uma base militar e controlar rotas vitais, como Gibraltar, Chipre ou as Malvinas.
  • Fundações econômicas: Pequenos enclaves sem controle político, como Hong Kong e Macau.
  • Colônias de povoamento: Tornaram-se ímãs para as pessoas da metrópole e eram consideradas um segundo lar, como a Austrália, a Argélia francesa e o Canadá.
  • Colônias de exploração: Territórios habitados por nativos, mas governados, gerenciados e operados por funcionários do poder colonial, como a Nigéria pelos britânicos.
  • Protetorados: Territórios onde havia um certo poder político ou alguma civilização nativa. O poder colonial satisfaz as necessidades de avanço e defesa, como em Marrocos e no Egito.
  • Colonialismo econômico: Consiste no controle econômico de um território por uma ou várias potências coloniais, sem intervenção política direta, exceto militarmente se houver uma rebelião contra o sistema econômico, como na China, Japão e Pérsia.
  • Mandatos: Criados pela Liga das Nações após a Primeira Guerra Mundial para administrar os territórios coloniais das potências derrotadas.

Cartismo

O Cartismo era um movimento puramente político, mas seus membros eram trabalhadores dos sindicatos. O cartismo buscou o sufrágio universal e outras medidas contidas na Carta do Povo, de onde provém seu nome. Era a tradução britânica do liberalismo popular e do parlamento democrático. O Parlamento rejeitou suas petições, mas concedeu melhorias de trabalho, como a redução da jornada para 10 horas. Isto levou os trabalhadores a se concentrarem na oferta de melhores salários e trabalho, excluindo a política revolucionária. No Reino Unido, o marxismo teve poucos representantes. A prosperidade econômica, juntamente com a expansão colonial, evitou que as atividades sindicais fossem politizadas como as que se desenvolveram na Europa.


Conflitos Coloniais

As guerras não existiam apenas entre as potências europeias. A Guerra dos Bôeres não foi um conflito entre ingleses e holandeses, mas do exército britânico contra os colonos holandeses estabelecidos lá. Os conflitos eram resolvidos por meio de conferências nacionais. Houve conflitos entre potências fora da Europa e os impérios coloniais, como a guerra entre os EUA e a Espanha e a Guerra Russo-Japonesa, que o Japão venceu.

O desejo das grandes potências de realizar uma Weltpolitik (política mundial total) tensionou a atmosfera colonial até se tornar uma das causas da Primeira Guerra Mundial, que começou quando não havia mais território para colonizar. O incidente mais importante entre britânicos e franceses ocorreu em Fashoda. O desejo de unir seus impérios na África levou ao encontro dos exércitos no Sudão, mas disposições diplomáticas alcançaram uma solução e os britânicos permaneceram no Sudão.

A descoberta de enormes minas de ouro e diamantes no Transvaal levou a duas guerras entre os britânicos e os Bôeres, terminando com a anexação dos estados livres de Transvaal e Orange à Colônia do Cabo e sua transformação em União da África do Sul em 1910.

Resistência Indígena

O conflito entre cidades e nativos ofereceu grandes diferenças dependendo das circunstâncias. A primeira grande falha europeia na colonização africana foi da Itália. Os italianos venceram facilmente na Eritreia e na Somália, mas a tentativa de ocupar o reino da Etiópia levou à derrota italiana em 1896. A Etiópia ficaria livre da ocupação europeia até 1935.

A Rebelião dos Sipaios causou outro grande confronto na Índia. Os Sipaios eram soldados nativos a serviço dos britânicos. A rebelião baseou-se na resistência de algumas lideranças à influência cultural e religiosa (anglicismo) e à perda de riqueza do regime feudal. A China nunca foi uma colônia ou protetorado, mas foi afetada pela influência ocidental. A Revolta dos Boxers foi uma reação violenta daqueles que recusavam a influência europeia.

Consequências do Colonialismo

  • Econômicas: As potências europeias dominaram o espaço econômico mundial e aproveitaram a divisão internacional do trabalho, extraindo matérias-primas das colônias. O grupo social mais beneficiado foi a elite financeira e comercial da metrópole. A instalação de transportes modernos e a agricultura comercial facilitaram a formação do capitalismo nativo.
  • Políticas: O estabelecimento de colônias levou a uma delimitação arbitrária de territórios, alheia à realidade tribal, étnica e cultural nativa. Isto gerou lutas atuais na República Democrática do Congo e Ruanda.
  • Sociais (Ocidentalização): As administrações coloniais aumentaram a transformação cultural. As elites políticas submeteram-se a um forte processo de ocidentalização. Devido à pressão das ideias da Revolução Francesa, da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e do pensamento liberal, a escravidão foi abolida, sendo a Igreja uma das defensoras do fim do tráfico de escravos.

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