A Expansão e Crise do Império Espanhol (Séculos XVI-XVII)
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A Política Externa de Filipe II
A política de Filipe II afastou-se dos interesses europeus para focar na monarquia hispânica. Seus colaboradores eram majoritariamente espanhóis, e a política internacional, assim como seus casamentos, priorizavam os interesses de Castela, principal financiadora de seu governo. Inspirado pela defesa do catolicismo, enfrentou desafios como a revolta dos Países Baixos e a rivalidade com a Inglaterra, culminando na derrota da Armada em 1588. O alto custo dessas guerras levou o império à falência e à beira da desintegração ao final de seu reinado.
6.5 A Política Italiana e Norte-Africana
Enquanto Aragão focava no Mediterrâneo e na política italiana — competindo com a França —, Castela voltava-se para o Atlântico e o Norte da África. Para conter a influência francesa, os Reis Católicos aliaram-se à Inglaterra, Holanda e ao Papado. A vitória de Gonzalo Fernández de Córdoba consolidou a Coroa de Aragão em Nápoles (1504). Simultaneamente, para frear o Império Otomano, Castela ocupou Melilla (1497) e estabeleceu presença nas Ilhas Canárias.
7.4 O Impacto da América na Espanha
A introdução de produtos como batata, cacau e milho transformou a dieta europeia. Contudo, o impacto mais significativo foi a acumulação de metais preciosos (ouro e prata) vindos das minas das Índias. Com a dinastia dos Habsburgos (Carlos V, Filipe II), a Espanha formou um império vasto, mas a economia não se desenvolveu. O metal precioso fluía de Sevilha diretamente para pagar dívidas com banqueiros estrangeiros e financiar guerras, gerando a revolução dos preços e culminando na crise do século XVII.
8.1 O Império de Carlos V: Conflitos Internos
Com Carlos I, a coroa passou aos Habsburgos. Sua chegada em 1517, marcada pela nomeação de estrangeiros e exigências fiscais, desencadeou:
- Revolta das Comunidades (Castela): Artesãos e nobreza menor rebelaram-se contra o poder real, sendo derrotados em Villalar (1521).
- Revolta das Germanias (Valência/Mallorca): Movimento social de milícias artesanais contra privilégios nobiliárquicos, também reprimido pelo exército imperial.
8.2 A Monarquia de Filipe II e a União Ibérica
Filipe II herdou um império vasto, ao qual somou Portugal em 1581, após a crise sucessória de D. Sebastião I e do Cardeal D. Henrique. Apesar da resistência de parte da população portuguesa, a nobreza e os grandes comerciantes viram vantagens na união. Após a invasão liderada pelo Duque de Alba, Filipe II foi proclamado rei nas Cortes Portuguesas, estabelecendo sua corte fixa em Madrid.