Extinção e Irradiação Adaptativa: Processos Evolutivos

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Extinção e Irradiação

Introdução

A diversidade da vida ao longo do tempo reflete as taxas de perdas e ganhos de novas formas de vida. A perda de espécies ocorre por extinção, enquanto o ganho de espécies ocorre por especiação.

  • Quando a taxa de especiação supera a de extinção, a diversidade aumenta;
  • Quando a taxa de extinção supera a de especiação, a diversidade diminui.

Irradiação Adaptativa

A irradiação adaptativa refere-se a períodos de aumento de um táxon. Isso significa que um pequeno número de espécies ancestrais de um táxon diversifica-se em um número maior de espécies descendentes, ocupando uma variedade mais ampla de nichos ecológicos.

  • Pode ocorrer em todos os níveis taxonômicos e em todas as escalas geográficas;
  • A proliferação da vida na Terra é uma irradiação adaptativa em escala máxima;
  • É melhor observada em grupos taxonômicos pequenos e geograficamente confinados.

Circunstâncias da Irradiação Adaptativa

As irradiações ocorrem em várias circunstâncias:

A colonização de uma nova área, em que não há competidores:

  • Drosófilas, lagartos e tentilhões em arquipélagos; peixes ciclídios africanos;
  • Uma espécie ancestral colonizou as respectivas áreas que continham recursos inexplorados;
  • A espécie ancestral irradiou-se em uma variedade de formas capazes de explorar esses recursos.

Extinção de competidores:

  • A irradiação dos mamíferos sucedeu a extinção dos dinossauros.

Mecanismos de Irradiação Adaptativa

Substituição de competidores:

  • Um táxon pode irradiar se for adaptativamente superior aos seus competidores, o que pode levar à extinção do táxon inferior.

Barreiras adaptativas:

  • Um táxon pode desenvolver uma adaptação nova que permite que ele sobreponha outro táxon ou explore um recurso anteriormente inexplorado, quebrando a barreira;
  • Exemplo: irradiação de plantas e animais para o ambiente terrestre.

Padrões de Divergência

As espécies tendem a se distanciar durante a evolução, gerando uma irradiação em padrão de árvore. Conforme o Princípio da Divergência de Darwin, as espécies divergem para fugir da competição, frequentemente através da especiação alopátrica.

Extinção

Existem dois interesses principais na biologia evolutiva sobre a extinção:

  • Causa: Por que as espécies se extinguem?
  • Consequência: Que tipo de impactos isso pode causar?

Causas e consequências são documentadas no registro fóssil e podem ser naturais ou antrópicas (ex: glaciação e caça, respectivamente). A Hipótese da Rainha Vermelha oferece uma abordagem geral, sugerindo que as espécies se extinguem quando são sobrepujadas na competição com outras espécies.

Causas e Consequências da Extinção

Causas:

  • Biológicas: Hipótese da Rainha Vermelha;
  • Não biológicas: Mudança do ambiente físico.

Consequências:

  • Quando uma espécie se extingue, libera espaço ecológico que pode ser explorado por outra espécie;
  • Uma súbita extinção de um grande grupo taxonômico libera um espaço ainda maior, permitindo a irradiação de um grupo competidor.

Extinções e irradiações são eventos relacionados.

Extinções em Massa

As taxas de extinção mudam com o tempo no registro fóssil. Picos de extinções extremamente altas são chamados de extinções em massa. A taxa de extinção varia continuamente ao longo da história e não há evidências de que exista um tipo de evento diferente que cause a extinção; estas são observadas apenas em momentos extremos, como há 600 milhões de anos.

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