Farmacocinética Clínica e Mecanismos de Ação de Fármacos

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Impacto das Proteínas Plasmáticas (PP) na Farmacocinética

  • ↑ [PP] = ↑ [fármaco ligado]: ↓ fármaco livre, ↓ efeito.
  • ↓ [PP] = ↓ [fármaco ligado]: ↑ [fármaco livre], ↑ efeito, possibilidade de toxicidade.

Situações clínicas que promovem ↓ [PP]: gestantes e doenças renais (aumento da excreção glomerular).

Pacientes Nefropatas

A perda de PP via glomerular causa ↑ fração livre e ↑ distribuição de fármacos de alta afinidade. Observa-se ↓ filtração e secreção tubular, resultando em ↑ meia-vida e ↓ clearance.

Pacientes Idosos

Apresentam redução na função renal devido a alterações na filtração glomerular (redução de 25 a 40%), fluxo sanguíneo renal e secreção tubular.

Pacientes Obesos

O cálculo da dose deve ser baseado na massa corporal, respeitando a dose máxima recomendada para evitar efeitos tóxicos.

Pacientes Hepatopatas

  • ↑ Enzimas hepáticas: ↑ metabolismo, ↓ meia-vida, ↓ efeito.
  • ↓ Enzimas hepáticas: ↓ metabolismo, ↑ efeito.

Mecanismos de Ação Farmacológica

1. Fármacos que agem sobre receptores

O fármaco liga-se ao receptor de membrana para desencadear uma resposta celular.

2. Fármacos que agem sobre enzimas (Ex: AINEs)

Exemplos: AAS, diclofenaco, ibuprofeno.

  • Mecanismo: Inibição da enzima COX, reduzindo a síntese de prostaglandinas.
  • Ação: O fármaco atua como um inibidor competitivo, mimetizando o ácido araquidônico e impedindo a formação de mediadores de dor, calor, rubor e edema.
  • Nota clínica: Como as prostaglandinas protegem a mucosa estomacal, o uso de AINEs pode exigir o uso de omeprazol.

Terminologia de Ação

  • Enzimas: Ativadores ou inibidores.
  • Canais Iônicos: Bloqueadores ou ativadores.
  • Receptores: Agonistas (ativam/estimulam) ou antagonistas (bloqueiam).

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