As Fases dos Ciclos Econômicos
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Os ciclos econômicos: Independentemente de fatores externos à economia (epidemias, guerras, desastres naturais...) e da intervenção do Estado, se a atividade econômica depender apenas do mercado, a macroeconomia não evolui de forma constante ao longo do tempo. Em vez disso, ela é alterada por períodos de crescimento e períodos de queda da atividade econômica. Essas variações são chamadas de ciclos de negócios, que incluem as seguintes fases:
- a) Fundo ou depressão: É o ponto mais baixo do ciclo econômico. Caracteriza-se por uma demanda de mercado muito baixa e grande capacidade produtiva ociosa (lojas, máquinas, frotas), resultando em altos índices de desemprego, pois as empresas que não produzem não realizam contratações.
- b) Recuperação ou crescimento: Ocorre quando bens de capital (instalações, máquinas, etc.) que estão sendo usados tornam-se obsoletos e precisam ser substituídos. Para renovar esses bens, o investimento é necessário. O investimento possui um efeito multiplicador: ao investir, os vendedores de bens de capital ganham mais dinheiro, passam a gastar em outras empresas e estas, por sua vez, lucram mais. Isso aumenta o nível de gastos e as expectativas dos consumidores, fazendo com que a produção cresça.
- c) Boom ou Pico: Este é o ponto mais alto do ciclo. O nível de produção está próximo ao produto potencial (produção máxima que a economia pode atingir). Os fatores de produção ociosos tornam-se cada vez mais escassos, tornando o aumento da produção cada vez mais difícil e caro.
- d) Recessão: A produção torna-se cada vez mais cara e menos lucrativa, fazendo com que as empresas produzam menos e reduzam os investimentos. Com a queda nos investimentos, ocorrem demissões, o que diminui o nível de gastos e de produção, levando a economia novamente ao estado de fundo ou depressão.
Quando a depressão faz com que a atividade econômica caia de forma muito abrupta, o fenômeno é chamado de crise.