Fases da combustão
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Y – Enxertia é a união de partes diferentes de plantas, de modo que essas partes continuem seu crescimento como uma só planta, conservando cada parte as suas carácterísticas. A parte inferior, que inclui o sistema radicular da nova planta chama-se porta-enxerto e a parte superior constitui o enxerto. Esta planta composta recebe águá e nutrientes minerais pelas ráízes do porta-enxerto e carboidratos das folhas do enxerto. A união entre o enxerto e o porta-enxerto se baseia na presença do tecido meristemátiço secundário, conhecido por cambio. Vantagens: assegurar as carácterísticas da planta que se quer multiplicar; propicia floração e frutificação mais precoces; possibilita a exploração de plantas em terrenos que não lhe sejam propícias; permite o uso de porta-enxertos resistente a certas doenças e insetos pragas; influi na qualidade do fruto. Desvantagens: possibilidade de transmissão de viroses, no caso de borbulhas retiradas de clones velhos; pequena longevidade da planta; alto risco de rejeição.
Na região de contato entre o enxerto e o porta-enxerto apresenta as fases de cicatrização, que são a multiplicação das células parenquimáticas a partir do cambio das duas partes formando o caló; as células parenquimáticas do caló das duas partes misturam e entremeiam-se; diferencia-se o novo cambio, na região do caule e diferencia-se o novo tecido vascular estabelecendo-se a ligação dos vasos entre enxerto e porta-enxerto.Y – Aplicações da enxertia na multiplicação de clones que não podem ser propagados economicamente, por estaquia, mergulhia ou outros métodos assexuados; controle de doenças e/ou pragas existentes no solo; mudança de cultivas, em plantas perenes, adultas; recuperação de arvores seriamente danificada; redução do tamanho de arvores; estudo de viroses. Condições pára êxito da enxertia: afinidade (quanto mais próximo for o parentesco entre o enxerto e o porta-enxerto tanto maior será a probabilidade de sucesso); sintomas de incompatibilidade ou rejeição (grande percentagem de falhas no pegamento da enxertia; morte prematura das plantas; acentuada diferença no crescimento entre o enxerto e o porta-enxerto, resultando na espessura desigual do tronco); época de enxertia (depende das condições climáticas, do estado de desenvolvimento dos porta-enxertos e das plantas, escolhidas pára fornecer o enxerto e do ciclo das plantas); coleta e conservação da borbulha (selecionam-se as plantas fornecedoras que melhor representem a cultivar desejada, que sejam produtivas e livres de doenças contagiosas); ferramentas e utensílios; organização do trabalho (é preciso escolher o método de enxertia mais conveniente, que pode ser borbulhia, garfagem ou encostia); habilidade do enxertador (combina rapidez com boa qualidade do trabalho). Organização do trabalho e ferramentas e utensilios.Y – Métodos de enxertia. Borbulhia ou escudagem (é o método que se usa uma borbulha como enxerto, uma gema acompanhada por certa porção de casca; as vantagens em relação aós demais métodos por ter maior rendimento do material disponível pára o enxerto, pois, cada gema pode resultar uma planta enxertada e no caso de falhar, pode ser repetida pouco tempo depois; e há dois tipos de borbulhia, a sob-casca e a de placa embutida). Garfagem (é o método que se usa um garfo como enxerto, um pedaço de ramo que geralmente contem varias gemas; é mais usado pára enxertar plantas herbáceas por natureza ou enquanto novas, mas também se aplica à enxertia de plantas lenhosas ou semi-lenhosas. Pode ser garfagem no topo com um corte horizontal da parte aérea do cavalo, ou à inglesa com corte obliquo da parte aérea do cavalo ou lateral com parte aérea do cavalo mantida). Encostia (a sua carácterística é que o enxerto continua ligado à planta-mãe até que se verifique o pegamento da enxertia. Assim o enxerto continua recebendo seiva o que aumenta a probabilidade de pegamento, por outro lado, a necessidade de aproximação das duas plantas enraizada dificulta o seu emprego em grande escala.
Pode ser encostia de cavalo despontado com cavalos próximos ao tronco da árvore a ser enxertada, porta-enxerto desfolhados e cortados em bisel simples e cortes em T invertido na casca da árvore acima do ponto de enxertia original, árvore sub-enxertada de frente e de lado ou encostia lateral com enxerto e porta-enxerto cortados em placa, enxerto feito e amarrado, planta enxertada depois da eliminação da copa do porta-enxerto e do sistema radicular do enxerto.Y – Cuidados antes da enxertia: observar a posição do sol no início e no fim do dia, após a construída a estrutura de sombreamento, irrigar diariamente e preparar todos os instrumentos e utensílios necessários. Cuidados durante a enxertia: colocar os ramos recém retirados em águá limpa, evitar demora nas óperações, procurar efetuar um úNicó corte e identificar os enxertos. Cuidados após a enxertia: retirar os sacos plásticos entre 15-20 dias, observar se os ramos tendem a tomar a dominância apical e irrigar diariamente, pulverizar os enxertos com fungicidas.Y – Cultivo In Vitro. Vantagem comercial na obtenção de grande número de plantas a partir de poucas matrizes, possibilita controle ambiental e fitossanitário e formação de clones. Geneticamente economiza tempo, indução mais fácil de mutáção, fusão de células de plantas diferentes. Produz sementes artificialmente e pelos bancos de germoplasma um intercambio de material genétiço. Desvantagem devido ao alto custo, dificuldades pára encontrar meio adequado pára espécie desejada e grande contaminação. Tipos de cultivo In Vitro e suas finalidades. Cultura de ápices meristemáticos: eliminação de patógenos, formação de clones, multiplicação rápida. Cultura de células/calos, formação de clones: obtenção de variação genética. Cultura de sementes/embriões/anteras: diminuir o ciclo em melhoramento e evitar ataque de microorganismos. Cultura de protoplasto hibridização somática, criação de variantes genéticos. Microenxertia: eliminação de patógenos, formação de clones, multiplicação rápida.Y – Princípios básicos In Vitro. Totipotencia, controle hormonal (na regeneração da parte aérea e radicular), desenvolvimento em diferentes estágios consecutivos e competência e determinação (definem se uma célula ou tecido sofrerá embriogênese ou organogênese e se formará ráízes, brotos ou flores). Fase 0 preparativa da planta matriz com controle de sanidade, plantas nutricionalmente equilibradas, com ambiente de crescimento protegido. Fase 1 estabelecimento do cultivo In Vitro capacidade de regeneração do explante, tomando cuidado com contaminação fazendo assepsia intensa juntamente com fungicidas e bactericidas. Celulas danificadas com o corte liberam fenólicos que são oxidados pára amenizar utilização de antioxidantes. Fase 2 multiplicação dos explantes sem perder estabilidade genética por meio de fatores de composição do meio com variações de fitorreguladores, de condições ambientais de crescimento como luminosidade e temperatura e de fatores manipulação dos explantes, tendo três fases. Na primeira fase o explante apenas se recupera do estresse sofrido, não cresce e não mutliplica. Na segunda fase tem crescimento e multplicação exponenciais e na terceira fase há uma redução no crescimento e senescencia devido as esgotamento de nutrientes, acumulo de gases e barreiras físicas pára o crescimento do explante. Nessas fases que se definirá a qualidade e a uniformidade das mudas. Fase 3a alongamento das brotações. Fase 3b enraizamento das brotações pode ocorrer durante a fase de multiplicação ou sem a fase de alongamento, podendo ser enraizamento in vitro com condições controladas tendo desvantagem pela dificuldade de indução de um sistema radicular adventício eficiente e suas ráízes podem ser danificadas quando plantas retiradas dos frascos, com altas contaminações fungicas e bacterianas.
E enraizamento in vivo tendo vantagem na eliminação do cultivo em laboratório, realização simultâNeá de enraizamento e aclimatização e reduz custo da muda, mas tem desvantagem, pois limita o uso comercial, requer cuidado especial pela sensibilidade das mudas. Fase 4 aclimatização fase intermediária entre laboratório e área de cultivo e tem como objetivo amenizar o estresse que a planta sofré com um ambiente em que há um incremento na taxa respiratória, com maior disponibilidade de nutrientes com alta umidade relativa e temperatura amena.