As Fases do Modernismo Brasileiro: Guia Completo
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Fases do Modernismo Brasileiro
O Modernismo Brasileiro pode ser dividido em três fases:
- 1ª fase: de 1922 a 1930
- 2ª fase: de 1930 a 1945
- 3ª fase: de 1945 até a atualidade (conhecida como Pós-modernismo)
Primeira Fase do Modernismo
É a mais radical de todo o movimento modernista, em consequência da necessidade de definições e do rompimento de todas as estruturas do passado. Daí seu caráter anárquico e o forte sentido destruidor dessa fase.
Manifestações Literárias da 1ª Fase
Poesia: Conhecida como "Fase Heroica", pela necessidade de romper velhas fórmulas, de chocar o público e divulgar as novas ideias. Foi a forma de expressão predominante. Os principais representantes são: Manuel Bandeira (principal representante), Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Guilherme de Almeida, Menotti Del Picchia, Raul Bopp e Cassiano Ricardo.
Características da 1ª Fase
- Utilização do verso livre
- Associação de ideias
- Valorização do cotidiano
- Linguagem coloquial
- Humor
Manuel Carneiro de Souza Bandeira
- Nasceu em 1886, em Recife, e faleceu em 1968, no Rio de Janeiro;
- Descobriu estar com tuberculose;
- Após lançar sua obra "Cinza das Horas", publicou seu segundo livro, "Carnaval", que representa seu primeiro passo para a integração no movimento modernista.
- Os temas de suas obras são: a paixão pela vida, morte, amor e erotismo, solidão, angústia, cotidiano e a infância.
- Obras principais: Cinza das Horas, Carnaval, Ritmo Dissoluto, Libertinagem, Estrela da Manhã, Lira dos Cinquenta Anos, Estrela da Tarde e Estrela da Vida Inteira.
"Os Sapos" de Manuel Bandeira (Livro "Carnaval")
- "Os Sapos" era considerado uma espécie de "Hino Modernista" desde que foi declamado na Semana de Arte Moderna;
- Alegoria: figura de linguagem com utilização ficcional de animais para representar criticamente comportamentos humanos;
- "Os Sapos" são representações alegóricas do panorama artístico nacional nas primeiras décadas;
- Os sapos representam os três poetas parnasianos: Olavo Bilac, Alberto de Oliveira e Raimundo Correia;
- Violenta crítica ao Parnasianismo, acompanhada do "coaxar de sapos" e da gritaria de "foi não foi".