Fatores Climáticos e Gráficos Termopluviométricos

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1.1 - Influência da Latitude na Temperatura

À medida que caminhamos para sul (a latitude diminui), a temperatura média anual aumenta. Isto deve-se à maior inclinação com que os raios solares atingem a superfície terrestre, ao seu menor ângulo de incidência, à maior insolação, ao relevo de baixa altitude e à influência do vento quente vindo do Norte de África, que se faz sentir no verão nas regiões do interior.

1.2 - Influência da Proximidade do Mar e Continentalidade

À medida que caminhamos para o interior, a amplitude da variação térmica anual vai aumentando, o que se deve à diminuição da ação benéfica da proximidade do mar sobre o valor da temperatura. A maior quantidade de vapor de água existente na atmosfera, nas regiões próximas do mar, impede que se registem temperaturas muito elevadas no verão e muito baixas no inverno, devido à capacidade de absorção — pelo vapor de água — do calor solar durante o dia e do calor irradiado pela terra ao longo da noite.

Os ventos de Oeste vindos do oceano, relativamente frescos no verão e menos frios do que os das regiões do interior durante o inverno, também contribuem para que os verões sejam menos quentes e os invernos menos frios no litoral.

As regiões do interior, sujeitas à ação de ventos vindos do interior da Península Ibérica, secos e frios no inverno e secos e quentes no verão, apresentam simultaneamente verões mais quentes, invernos mais frios e maiores amplitudes térmicas anuais.

1.3 - Influência da Altitude na Temperatura

É nas regiões de montanha que se regista a menor temperatura média anual. Isto deve-se ao facto de, à medida que a altitude aumenta, o ar tornar-se mais rarefeito, perdendo componentes como oxigénio, azoto, vapor de água e CO2, que têm capacidade para absorver o calor da radiação solar, resultando em temperaturas mais baixas.

1.4 - Fatores que Influenciam a Precipitação

À medida que caminhamos para norte (a latitude aumenta), a precipitação média anual aumenta e diminui o número de meses secos. Isto deve-se à maior nebulosidade, provocada pela passagem mais frequente da frente polar sobre as regiões Norte e Centro do país. A existência de sistemas montanhosos, como a Barreira de Condensação (noroeste) e a Cordilheira Central (interior Centro), também contribui para o aumento da precipitação.

Nas regiões do sul (Alentejo e Algarve), a precipitação média anual é menor e o número de meses secos é maior, devido à menor nebulosidade (passagem menos frequente da frente polar), à maior influência dos anticiclones (como o dos Açores) e à existência de menores altitudes (peneplanície).

1.5 - O Efeito da Barreira de Condensação

Nas regiões do norte interior, a precipitação média anual é menor e o número de meses secos é maior do que no norte litoral, devido à Barreira de Condensação. Os ventos de Oeste, ao encontrarem as vertentes das montanhas, são obrigados a subir. Ao subir, o ar arrefece, o ponto de saturação diminui e a humidade relativa (HR) aumenta. Quando a HR atinge os 100%, o ar fica saturado, ocorrendo a condensação do vapor de água, a formação de nuvens e a precipitação.

1.6 - Precipitação em Regiões de Montanha

É nas regiões de montanha que se regista maior precipitação média anual. À medida que o ar sobe em altitude, arrefece, o ponto de saturação diminui e a HR aumenta. Quando a humidade relativa atinge os 100%, o ar fica saturado, dando-se a condensação do vapor de água e a formação de nuvens. A partir de certa altitude, a precipitação pode ocorrer no estado sólido, sob a forma de neve, quando a temperatura é inferior a 0ºC.

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