Filosofia Helenística e Grandes Pensadores da Antiguidade

Classificado em Filosofia e Ética

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O Período Helenístico e a Expansão Cultural

O período conhecido como helenístico foi um marco entre o domínio da cultura grega e o advento da civilização romana. Os sopros inspiradores da Grécia se disseminaram, nesta época, por toda uma região exterior conquistada por Alexandre Magno, rei da Macedônia. Com suas investidas bélicas, ele incorporou ao universo grego o Egito, a Pérsia e parte do território oriental, incluindo a Índia.

As Correntes Filosóficas da Felicidade

Na filosofia, despontaram quatro correntes filosóficas voltadas para a descoberta da fórmula da felicidade:

  • Os cínicos: que cultivavam a ideia de que ser feliz dependia de se liberar das coisas transitórias, até mesmo das inquietações com a saúde;
  • Os estoicos e os epicuristas: que acreditavam em um individualismo moral;
  • O neoplatonismo: movimento mais significativo desta época, inspirado pelos pré-socráticos Demócrito e Heráclito.

Ceticismo Filosófico

O Ceticismo Filosófico é exatamente esse que começa com a escola de Pirro e que se expandiu pela chamada “Nova Academia”, que ampliou as perspectivas teóricas, refutando verdades absolutas e mentiras. Seus seguidores alegavam a impossibilidade de alcançar o total conhecimento e adotaram métodos empíricos para afirmar seus conhecimentos. Assim, o Ceticismo Filosófico se dedicou a examinar criticamente o conhecimento e a percepção sobre a verdade.

O Estoicismo e sua Evolução

O Estoicismo, em seu conjunto, pode-se dividir em três períodos: um período antigo ou ético, um período médio ou eclético, e um período recente ou religioso. Os dois últimos são bastante divergentes do estoicismo clássico.

O fundador da antiga escola estoica é Zenão de Cítio (334-262 a.C., aproximadamente). Seu pai, mercador, levou para ele, de Atenas, alguns tratados socráticos que lhe despertaram o entusiasmo para com os estudos filosóficos. Aos vinte e dois anos, vai para Atenas; aí — perdidos seus bens — dedica-se à filosofia, frequentando por algum tempo várias escolas e mestres, entre os quais o cínico Crates. Finalmente, pelo ano 300, funda a sua escola, que se chamou estoica, do lugar onde ele costumava ensinar: pórtico em grego, stoá. Iniciou, juntamente com a atividade didática, a de escritor. Em seus escritos já se encontram a clássica divisão estoica da filosofia em lógica, física e ética, a primazia da ética e a união de filosofia e vida.

A escola estoica média ou eclética surge pela influência de outras escolas e para responder às objeções dessas escolas. Podem-se, pois, agrupar na escola estoica nova ou religiosa os que entendiam absolutamente a filosofia, o estoicismo, não como ciência ou metafísica, mas como uma missão e uma prática religiosa, sacerdotal.

O Estoicismo, em seu conjunto, pode-se dividir em três períodos: um período antigo ou ético, um período médio ou eclético, um período recente ou religioso. Os dois últimos são bastante divergentes do estoicismo clássico.

O fundador da antiga escola estoica é Zenão de Cítio (334-262 a.C., aproximadamente). Seu pai, mercador, levou para ele, de Atenas, alguns tratados socráticos que lhe despertaram o entusiasmo para com os estudos filosóficos. Aos vinte e dois anos, vai para Atenas; aí — perdidos seus bens — dedica-se à filosofia, frequentando por algum tempo várias escolas e mestres, entre os quais o cínico Crates. Finalmente, pelo ano 300, funda a sua escola, que se chamou estoica, do lugar onde ele costumava ensinar: pórtico em grego, stoá. Iniciou, juntamente com a atividade didática, a de escritor. Em seus escritos já se encontram a clássica divisão estoica da filosofia em lógica, física e ética, a primazia da ética e a união de filosofia e vida.

A escola estoica média ou eclética surge pela influência de outras escolas e para responder às objeções dessas escolas. Podem-se, pois, agrupar na escola estoica nova ou religiosa os que entendiam absolutamente a filosofia, o estoicismo, não como ciência ou metafísica, mas como uma missão e uma prática religiosa, sacerdotal.

O Cinismo

O Cinismo foi uma escola filosófica grega criada por Antístenes, seguidor de Sócrates, aproximadamente no ano 400 a.C., mas seu nome de maior destaque foi Diógenes de Sínope. Estes filósofos menosprezavam os pactos sociais, defendiam o desprendimento dos bens materiais e a existência nômade que levavam.

Santo Agostinho de Hipona

Santo Agostinho, conhecido também como Aurélio Agostinho, Agostinho de Hipona ou São Agostinho, foi um importante bispo, teólogo e filósofo, reconhecido pelos católicos como Doutor da Igreja. Ele nasceu na cidade de Tagaste, na Numídia, no dia 13 de novembro de 354, e cresceu no norte da África, região colonizada pelos romanos. Ele era membro da burguesia, filho de Patrício, pagão convertido no momento da morte, e da devotada cristã Mônica, de quem herdou preciosos ensinamentos religiosos.

Santo Agostinho teceu algumas considerações sobre os judeus em sua obra, considerando aqueles que foram dispersos como inimigos da Igreja, sendo assim submetidos a essa provação por seu comportamento anterior com relação a Jesus, reforçando as profecias bíblicas sobre a trajetória judaica na Terra. Alguns de seus argumentos foram, infelizmente, usados tanto para estimular o antissemitismo quanto contra os próprios cristãos.

Platão e o Mundo das Ideias

Platão foi um dos principais filósofos gregos da Antiguidade. Ele nasceu em Atenas, por volta de 427/28 a.C., foi seguidor de Sócrates e mestre de Aristóteles. O nome pelo qual ficou conhecido era possivelmente um apelido; aparentemente, ele se chamava Arístocles. Este filósofo se encontrava no limiar de uma época, entre os valores antigos e um novo mundo que emergia, o que lhe propiciou uma riqueza de ideias sem igual. Ele tinha o poder de abordar os temas mais diversos, mais com a força da paixão e da criatividade artística do que com a lucidez da razão. Sua obra é um dos maiores legados da Humanidade, abrangendo debates sobre ética, política, metafísica e teoria do conhecimento. Ao contrário de Sócrates, que vinha de uma origem humilde, Platão era integrante de uma família rica, de antiga e nobre linhagem. Ele conheceu seu ilustre mestre aos vinte anos. Sócrates era bem mais velho, pelo menos quarenta anos separavam ambos, mas eles puderam desfrutar de oito anos de aprendizado conjunto.

Segundo Platão, o espírito humano se encontra temporariamente aprisionado no corpo material, no que ele considera a “caverna”, onde o ser se isola da verdadeira realidade, vivendo nas sombras, à espera de um dia entrar em contato concreto com a luz externa. Assim, a matéria é adversária da alma, os sentidos se contrapõem à mente, a paixão se opõe à razão. Para ele, tudo nasce, se desenvolve e morre. O Homem deve, porém, transcender este estado, tornar-se livre do corpo e então ser capaz de admirar a esfera inteligível, seu objetivo maior. O ser é irresistivelmente atraído de volta para este universo original através do que Platão chama de amor nostálgico, o famoso eros platônico. Platão desenvolveu conceitos os mais diversos, transitando da metafísica para a política, destas para a teoria do conhecimento, abrangendo as principais esferas dos interesses humanos. Sua obra é estudada hoje em profundidade, apresentando uma atualidade inimaginável, quando se tem em vista que ela foi produzida há milênios, antes da vinda de Cristo. Seu pensamento influencia ainda em nossos dias teorias políticas, psicológicas – como a junguiana –, filosóficas, espirituais e sociológicas, entre outros segmentos do conhecimento humano.

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