Filosofia de Kant: Paz Perpétua e Razão Pura

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A Paz Perpétua e a Constituição Republicana

Temos aqui um fragmento do "Primeiro Artigo Definitivo para a Paz Perpétua", de autoria de Immanuel Kant (1724-1804). No trecho, o autor apresenta as características da Constituição que um Estado deve possuir para alcançar a paz perpétua. Esta é a Constituição Republicana, baseada nos princípios da liberdade, em uma legislação única imposta pelos sujeitos e na igualdade de direitos dos cidadãos em nível coletivo.

Para Kant, esta é a melhor constituição civil que o Direito poderia estabelecer em um Estado para, assim, sair do estado de natureza e atingir a paz perpétua. O autor não trata a paz perpétua como uma utopia; ele acreditava que ela poderia ser criada por meio de uma ordem jurídica que abolisse a guerra completamente. Em uma Constituição Republicana, o público decide se deve iniciar uma guerra, pois são as pessoas que realmente sofrem as consequências e todo o sofrimento que o conflito acarreta.

A Revolução Copernicana

Na Crítica da Razão Pura, Kant utiliza o termo "Revolução Copernicana" para descrever uma mudança radical de perspectiva. Assim como Copérnico, ao não conseguir explicar os movimentos celestes pela teoria geocêntrica, inverteu a situação propondo a teoria heliocêntrica — na qual os corpos celestes não giravam em torno da Terra, mas sim a Terra girava em torno do Sol, deixando as estrelas em repouso —, Kant transforma o pensamento filosófico ao apresentar uma nova visão da realidade. Esta consiste em focar no ser humano (sujeito) em vez do objeto exterior, estabelecendo que o objeto deve se regular pelo conhecimento do sujeito.

Ilusão Transcendental

Kant utiliza o termo "Ilusão Transcendental" na crítica à metafísica e ao comportamento da razão. A ilusão transcendental nos leva além do uso correto e empírico das categorias, iludindo-nos a acreditar em uma ampliação do entendimento puro. Ela se baseia em apresentar uma série de argumentos que parecem lógicos, mas não o são; ou seja, manifestam-se como princípios objetivos, quando são meramente subjetivos.

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