Filosofia Pré-Socrática: Escolas e Princípios Fundamentais
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Que tipo de realidade é a ordem unitária para justificar a diversidade de coisas no mundo? As respostas dadas a esta pergunta parecem ingênuas. Mas o importante não é a resposta, mas sim a própria formulação desta questão.
Escola Jônica
Seu orçamento é uma característica comum: todas as coisas são um e o mesmo princípio primeiro ou arché. Sua preocupação básica é encontrar o fundamento que explica a constituição comum de tudo o que nos diz respeito, ou seja, o físico.
- Tales: Ele vê na água o elemento essencial da vida, ao observar as diferentes formas que a água assume.
- Anaximandro: O primeiro a usar a palavra arché. O elemento básico de tudo é o que ele chama de apeiron, assumindo o estado primordial da matéria como algo disforme, indeterminado, indefinido.
- Anaxímenes: Vê o primeiro princípio no ar, que é invisível, mas pode ser condensado para formar névoa ou água. Entre a força da contradição dos opostos no processo de condensação e rarefação.
Os Pitagóricos
Seu representante e fundador, Pitágoras, foi quem primeiro usou o termo filósofo aplicado ao sujeito humano, um amante do conhecimento. Os pitagóricos eram comunidades religiosas místicas dedicadas ao estudo da música, da matemática, do recolhimento interior e do respeito pela natureza. Interpretam o princípio primeiro de uma forma mais formal do que física. Os números são o primeiro princípio como a essência da realidade, como uma explicação e expressão do seu limite, ordem, proporção, forma ou estrutura e de medição.
A Escola de Éfeso
Seu principal representante é Heráclito. Ele disse que a tarefa era descobrir a sabedoria oculta da realidade e encontrar sua verdade. Perguntado sobre a fonte de geração e corrupção das coisas, ele afirma que a realidade tem duas manifestações:
- Os sentidos conhecem as mudanças das coisas.
- Apesar dos sentidos, a razão afirma que algo permanece e que há um único princípio (arché) do mundo, permanente.
A arché é entendida em termos de oposição e luta dos contrários, de afirmação e negação em um contínuo devir (processo): morto-vivo. O Logos mantém o equilíbrio do universo como cosmos, isto é, como a lei que leva à ordem universal de todo o dualismo conflitante que existe.
A Escola de Eléia
Seu principal representante é Parmênides, que está relacionado com os pitagóricos. Quando perguntado sobre a arché da realidade, pressupõe a incapacidade racional para explicar as alterações. Seu poema (cujos personagens são Verdade, Justiça e as conclusões) é dividido em três partes:
Introdução
É uma demonstração de seu pensamento ao ser apresentado como infalível enviado pela deusa da Justiça.
Dois Modos de Conhecer
Existem dois modos de conhecer: a Verdade e a Opinião. A primeira é baseada na razão como a única forma de verdade, que relata que o único princípio comum é o Ser, porque o Ser é e não é Não-Ser, que ser e pensar são a mesma coisa e que o Ser não é e não pode ser. O conhecimento da realidade (Ser) é uma questão da razão e a informação sensorial é enganosa. Os sentidos são uma forma de parecer. Seu pensamento é abstrato, lógico e leva a formas posteriores de fazer filosofia. As características atribuídas ao Ser são determinadas pelo pensamento de filósofos posteriores.
O Pluralista
(As implicações do pensamento de Parmênides). A linguagem é revelada como uma arma de grande poder, ou como uma forma dialética de construção do conhecimento.