Filosofia da Religião, Política e Sociedade

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Enigmas do Homem

Quem está indo? Onde está você? Onde você está?

Personagens da consciência religiosa

Sentimento de dependência absoluta (ou sentimento de criatura). O homem percebe que é uma criatura de Deus e que depende absolutamente de seu ser. Sentindo-se incompreendido (mistério) e com um sentido de reverência religiosa. Esta não é o "medo de ser punido por ser mau", mas a consciência de saber-se impuro diante de quem é a própria santidade. (Otto disse que a palavra "medo" é inadequada, mas não há melhor). Sentimento de amor.

Personagem do divino

Não podemos falar do divino diretamente, mas podemos falar sobre isso indiretamente:

  • Em correlação com o sentimento de "dependência absoluta", a majestade divina aparece como a soma.
  • Em correlação com o sentimento de "não entendimento", o divino aparece como o mistério.
  • Para coincidir com o sentido de "reverência religiosa", o divino aparece como tremendo.
  • Em correlação com o sentimento de "amor", o divino aparece como fascinante.

Em resumo, a divindade aparece como majestade e mistério tremendo e fascinante.

Doutrinas sobre a existência de Deus

  • Ateísmo: Doutrina que nega a existência de Deus.
  • Teísmo: Doutrina que, por razões filosóficas, demonstra a existência de Deus.
  • Agnosticismo: Doutrina que afirma ser impossível saber se Deus existe ou não.
  • Deísmo: Afirma a existência de Deus, mas sustenta que, após criar o mundo, Ele não se relaciona com o universo ou com os homens.
  • Fideísmo: Doutrina professada por alguns religiosos que diz que Deus não pode ser alcançado pela razão, mas somente pela fé.
  • Panteísmo: Doutrina segundo a qual "tudo é Deus" ou Deus não é nada mais que todo o universo.

O ateísmo em Marx e Nietzsche

O ateísmo de Marx

A ideia de Deus e do "além" surge como um produto da ignorância humana e dos interesses egoístas das classes que constituem a infraestrutura socioeconômica.

O ateísmo de Nietzsche

Assumindo a divisão da humanidade em dois tipos, os mais fracos ("escravos") e os fortes ou ricos em vitalidade ("senhores"), Nietzsche despreza a racionalidade socrática, o amor cristão e o igualitarismo, afirmando que Deus está morto.

As vias da causalidade (Tomás de Aquino)

a) Fato da experiência: Uma série de condições que, por sua vez, são causadas.

b) Princípio metafísico: "Toda causa causada é causada por outra".

c) Princípio da série: Não podemos continuar indefinidamente uma série de causas; precisamos chegar a uma causa sem causa.

d) Raciocínio de Aquino: Se todos os elementos da série fossem causados, nenhum poderia existir sem uma causa prévia. Logo, existe uma Causa Primeira ou Ser Primordial, que muitos chamam de Deus.

Rotas da atribuição

  1. Via de afirmação: Toda perfeição encontrada na criação é atribuída a Deus, sua fonte e raiz.
  2. Via de negação: Se a criação possui imperfeição ou limitação, nega-se que Deus possua tal imperfeição.
  3. Via de superioridade: As perfeições atribuídas a Deus são elevadas ao grau infinito.

O Contrato Social

Hobbes

O homem é naturalmente egoísta (bellum omnium contra omnes). Para evitar o caos, decidem por um pacto social entregar todos os direitos a um Estado soberano (Leviatã), justificando a monarquia absoluta.

Locke

Os homens são livres e iguais, regidos por uma lei moral natural. Criam a sociedade por um acordo livre para proteger direitos naturais (vida, propriedade). O Estado deve servir ao bem comum, permitindo a revogação de poderes. Base da democracia.

Rousseau

O homem é naturalmente bom, mas a sociedade o corrompe. Defende um pacto social baseado na vontade geral, expressão da bondade natural do homem. Justificação da democracia.

O comunismo de Marx

Marx propõe a antítese ao capitalismo (socialismo), que levará ao comunismo: sociedade sem classes, sem propriedade privada e sem Estado. A religião, sendo produto do medo e da alienação, desaparecerá.

Teoria da sociabilidade humana natural

O homem é naturalmente social e realiza-se plenamente na sociedade. Representantes: Platão, Aristóteles, Agostinho, Tomás de Aquino, entre outros. A linguagem e a necessidade de cooperação são provas dessa natureza.

Teorias da origem divina do poder

  • Absolutismo de direito divino: O soberano recebe o poder diretamente de Deus (ex: Bossuet).
  • Teoria da delegação: Deus dá o poder à sociedade (povo), que delega a autoridade a um governante para o bem comum (ex: Francisco Suárez, Duns Scotus).

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