Fisiologia Hormonal e Anatomia da Hipófise
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Via Biossintética da Vitamina D e do PTH
O calcitriol é um esteroide derivado do colesterol. O 7-deidrocolesterol é transformado na pele, sob o efeito dos raios UV, em pré-vitamina D3, que é convertida em vitamina D3 pela energia térmica solar. A vitamina D3 chega ao fígado, onde é hidroxilada pela 25-hidroxilase, formando a 25(OH)D3. A 25(OH)D3 chega aos rins, podendo ser hidroxilada pela enzima 1-α-hidroxilase, que forma a 1,25(OH)D3 (a vitamina D3 ativa), ou pela 24-hidroxilase, que produz a 24,25(OH)D3, um produto inativo que serve de desvio quando há excesso de vitamina D3.
O paratormônio (PTH) é produzido pelas células principais da paratireoide de acordo com os níveis plasmáticos de cálcio. Essas células apresentam um receptor-sensor de cálcio (CaSR), que pode ativar tanto a via da proteína Gq quanto a da proteína Gs. Em baixos níveis de cálcio, esse receptor ativa a via da proteína Gs, estimulando a adenilato ciclase, que aumenta o AMPc e ativa a PKA, promovendo a secreção do paratormônio. Em altos níveis de cálcio, esse receptor ativa a via da proteína Gq, que ativa a fosfolipase C, clivando o PIP2 em IP3 e DAG; o IP3 aumenta os níveis de cálcio intracelular, ativando a PKC. Ao contrário do usual, nessa via o aumento de cálcio intracelular diminui a secreção do PTH contido em vesículas. Além disso, pode haver fragmentação do PTH presente nessas células.
Efeito Anabólico do PTH nos Osteoblastos e Osteoclastos
O fragmento aminoterminal do PTH tem efeito semelhante ao do PTH intacto. Quando administrado em doses intermitentes, favorece que, ao ligar-se ao receptor PTHR1 nos osteoblastos, haja predomínio da via anabólica relacionada à proteína Gs. Essa proteína desencadeia o aumento de AMPc por ativação da adenilato ciclase, ativando a PKA. A PKA fosforila a BAD (uma molécula pró-apoptótica), inibindo a apoptose dos osteoblastos. Além disso, ocorre a inibição de caspases e a fosforilação do CREB, um fator de transcrição que aumenta a expressão de moléculas antiapoptóticas. A PKA também fosforila a p21cip1, que é uma molécula proliferativa. Dessa forma, há o predomínio de uma via que leva à proliferação e sobrevivência dos osteoblastos, favorecendo a deposição de matriz óssea.
Além disso, haverá um menor funcionamento da via da proteína Gq (IP3/cálcio/PKC), fazendo com que os osteoblastos liberem menos RANK-L e OPG. A OPG se liga ao RANK-L (que já está em menor quantidade), impedindo sua ligação com o RANK. Como essa ligação é a responsável por diferenciar, maturar e ativar os osteoclastos, promovendo a reabsorção da matriz, os osteoclastos estarão em menor quantidade e menos ativos (sem borda em escova e com menor produção de enzimas e ácidos), resultando em menor reabsorção óssea.
Relações Anatômicas da Hipófise
A hipófise (glândula pituitária) apresenta importantes relações anatômicas:
- Fossa hipofisária: Localiza-se no interior da sela túrcica do osso esfenoide, onde a glândula se apoia.
- Diafragma da sela: Uma projeção da dura-máter que recobre a hipófise superiormente.
- Quiasma óptico: Posicionado anterossuperiormente à glândula.
- Seios cavernosos: Limitam a hipófise lateralmente, contendo a artéria carótida interna e os nervos abducente, troclear, oculomotor e oftálmico.
- Hipotálamo: Conecta-se à hipófise superiormente através do infundíbulo (haste hipofisária).