Fisiologia da Musculatura Lisa e Processo de Deglutição

Classificado em Medicina e Ciências da Saúde

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  1. Quais fatores validam o conceito de que sustentar a contração no músculo liso (na unidade de tempo) é mais econômico, energeticamente falando, em comparação com o músculo estriado?
    Existem, basicamente, dois principais fatores. O primeiro deles é o efeito cascata promovido pelo cálcio, a partir do qual uma pequena entrada do íon consegue mobilizar várias interações entre actina e miosina, gerando menor gasto energético para removê-lo do citosol. Além disso, comparativamente ao músculo estriado, as ligações entre a actina e a miosina (pontes cruzadas) são muito mais estáveis, permitindo ciclos de maior duração, garantindo menor necessidade de constante gasto de ATP.
  2. Como o Ritmo Elétrico Básico coordena a motilidade da musculatura lisa de contração espontânea?
    Nessas células musculares há um constante influxo de cálcio, uma espécie de "vazamento". Além disso, há também constante saída de íon potássio. O primeiro gera despolarização; o segundo, repolarização. No entanto, há um efeito acumulativo residual de cálcio, gerando ondas de despolarização cada vez maiores, até que em dado momento elas ultrapassam o limiar, gerando potenciais de ação, sob influência das células de Cajal.
  3. Por que se diz que o EES abre/fecha para a passagem do alimento, enquanto o EEI relaxa/contrai durante o trânsito esofágico?
    O EES (Esfíncter Esofágico Superior) não é um esfíncter propriamente dito, já que a pressão gerada por ele é oriunda de estruturas da laringe que comprimem o esôfago. O EEI (Esfíncter Esofágico Inferior), por sua vez, é constituído por músculo liso do tipo espontâneo tônico, ou seja, mantém um tônus constante, sofrendo relaxamento sob ação de estímulos.
  4. Descreva, esquematizando suas etapas, a Fase Faríngea da Deglutição.
    A deglutição é composta por duas fases: oral (voluntária e consciente) e faríngea (involuntária e parcialmente consciente). A fase faríngea inicia-se após o bolo alimentar ter contato com o arco faríngeo, a partir de movimentos gerados na boca, como, por exemplo, o levantamento da língua. Após, há a passagem pelo EES, um esfíncter funcional, chegando-se ao esôfago. Lá ocorrem movimentos peristálticos oriundos de um duplo gradiente de neurônios excitatórios (VEF) e inibitórios (VIF). A porção proximal é marcada pelo predomínio de VEF, colinérgicos, enquanto na distal predominam VIF, nitrérgicos. Como o NO (óxido nítrico) é um gás, ele se acumulará na porção distal, gerando latência, enquanto a porção proximal se contrai. A contração vai descendo no sentido distal, empurrando o bolo alimentar em direção ao EEI, o qual está relaxado sob influência do NO. Por fim, chega-se ao estômago proximal.

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