Fisiologia Vegetal: Nutrição, Transporte e Estruturas
Nutrição Mineral das Plantas
A Fisiologia Vegetal estuda a nutrição mineral das plantas, que envolve macroelementos e microelementos. Estes são encontrados no solo dissolvidos em água.
Absorção de Água e Sais Minerais
A absorção ocorre da seguinte maneira: o solo é um meio menos concentrado (hipotônico) do que as células da raiz da planta, portanto a pressão natural do processo é do solo para as células da raiz (por osmose). Cada célula da região pilífera da raiz é isotônica da outra. Quando a água e os sais minerais penetram em uma célula, essa célula passa esses componentes para uma célula vizinha através do processo de osmose.
Dessa forma, os elementos são passados de célula em célula até que cheguem aos vasos condutores do cilindro central. A partir daí, o xilema passa a conduzir a seiva bruta para as folhas, onde ocorre a fotossíntese e a transformação de seiva bruta em seiva elaborada.
Podemos classificar o processo de absorção de água e nutrientes como ativo, já que o processo consome energia proveniente da respiração celular.
Vias de Transporte
- APOPLASTO: Refere-se a tudo o que se localiza externamente às membranas plasmáticas.
- SIMPLASTO: Refere-se aos conteúdos celulares (a água passa pelo citoplasma da célula).
OBS: O consumo de energia ocorre pela degradação de ATP em ADP (liberação de energia).
Condução das Seivas
Assim que as células da raiz absorvem a água e os sais minerais do solo, é necessário um mecanismo vegetal eficiente que consiga deslocar esses compostos para as folhas (onde será feito o processo de fotossíntese) e, novamente, deslocar a seiva elaborada para todas as partes da planta. Os tecidos condutores dos vegetais superiores são o xilema e o floema.
Condução da Seiva Bruta (Xilema)
Em relação à condução da seiva bruta: como as plantas transportam a seiva bruta da raiz para as folhas contrariando a lei da gravidade? Quando as folhas perdem água (transpiração), elas se tornam hipertônicas, passando a exercer uma ação aspirante sobre os vasos condutores do xilema, “puxando” essa seiva bruta através de forças de coesão e adesão.
Em algumas épocas do ano, as plantas param de transpirar, porém desenvolvem um mecanismo de transpiração “forçada”, conhecido como gutação, justamente para garantir o transporte da seiva bruta.
Pressão Positiva da Raiz
As raízes são capazes de empurrar a seiva para cima. Os sais minerais são continuamente bombeados para dentro do xilema, forçando a entrada de água por osmose.
OBS: Muitas árvores não apresentam esse fenômeno. Ocorre geralmente à noite, quando o solo está encharcado e quando a planta não transpira.
Condução da Seiva Elaborada (Floema)
A condução da seiva elaborada é feita pelo floema.
Morfologia Vegetal: Os Frutos
Os frutos são estruturas que protegem as sementes nas Angiospermas. Derivam do ovário das flores. Após a fecundação dos óvulos no interior do ovário, há um crescimento deste, que se dá por ação dos hormônios vegetais.
É nessa fase que se inicia o processo de composição do fruto: estrutura, cores, consistência e sabores. Quando as sementes já estão prontas (maduras) para germinar, o fruto se rompe, liberando-as para o solo, ou então estão prontos para serem ingeridos por outros animais.
A principal função do fruto é proteger a semente enquanto ela se desenvolve, mas também é responsável pela sua disseminação e pode ainda armazenar uma reserva nutritiva.
Estrutura Básica do Fruto (Pericarpo)
Todo fruto apresenta uma estrutura básica, composta por três camadas:
- Epicarpo: É a porção mais externa do fruto, oriunda da epiderme da folha carpelar. Normalmente é uma camada membranácea e muito fibrosa.
- Mesocarpo: É a porção intermediária (entre o epicarpo e o endocarpo). Às vezes armazena alguma substância de reserva. Oriunda dos parênquimas da folha carpelar.
- Endocarpo: É a porção (camada) mais interna, geralmente mais rígida, que envolve a semente. Oriunda da epiderme interna do ovário.
Classificação dos Frutos
Quanto à Composição
- Frutos Simples: Oriundos do desenvolvimento do pedúnculo ou do receptáculo de uma única flor. Ex.: Limão, pera, maracujá, maçã, mamão.
- Frutos Compostos (Agregados): Originam-se do desenvolvimento do receptáculo de uma única flor, porém com muitos ovários. Ex.: Morango.
- Frutos Múltiplos ou Infrutescências: Originam-se a partir do desenvolvimento de ovários de muitas flores de uma mesma inflorescência, e crescem juntos, unidos. Ex.: Figo, amora e abacaxi.
Quanto à Abertura
- Frutos Deiscentes: Frutos que se abrem após a maturação para liberar as sementes. Quase sempre são secos. Ex.: Castanha.
- Frutos Indeiscentes: Frutos que não se abrem. Podem ser secos, carnosos ou lenhosos. Ex.: Laranja.
Tipos de Frutos Carnosos
- Baga: Frutos que apresentam um ou mais carpelos, com uma ou mais sementes. Ex.: Tomate, uva, laranja, abóbora.
- Drupa: Um só carpelo, uma só semente, concrescida com o endocarpo. Ex.: Ameixa, azeitona, pêssego.
As Folhas e Suas Funções
As folhas são órgãos das plantas especializados na captação de luz e trocas gasosas com a atmosfera para realizar a fotossíntese e a respiração.
Salvo raras exceções (associadas a plantas de climas áridos), as folhas tendem a maximizar a superfície em relação ao volume, a fim de aumentar tanto a área da planta exposta à luz quanto a área onde as trocas gasosas são possíveis.
Espécies diferentes de plantas têm folhas diferentes, e existem vários tipos especializados de folhas, com fins diferentes dos das folhas comuns, como, por exemplo, as pétalas das flores.
As folhas das plantas vasculares são as únicas que possuem "verdadeiras" folhas; as restantes plantas verdes, como os musgos ou as cavalinhas, possuem órgãos equivalentes, mas com estrutura e, por vezes, denominações diferentes.
Estruturas da Folha
- Bainha: É a parte da folha que a liga ao ramo da árvore.
- Pecíolo: É o "cabinho" da folha, a parte que liga o limbo à bainha.
- Limbo: É a parte maior da folha, a mais visível, que contém os estômatos e os vasos para condução de seiva. É comum em todas as folhas.