A Formação do Estado e a Dominação Legítima
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A Formação do Estado
Fatores da Origem Estatal
Diversos fatores contribuíram para a formação do Estado:
- A Necessidade de Proteção:
- O Sedentarismo:
- Proteção e Demarcação de Espaços:
- A Religião:
- Autoridade Capaz de Impor a Ordem:
A Necessidade de Proteção
O homem primitivo cuida de sua subsistência, mas quando uma família possui bens (armas, abrigo, comida) e precisa se mover em busca de sustento e climas melhores, não consegue resolver os conflitos por si só. Surge, então, a necessidade de um terceiro que, por sua força, caráter ou religião, se destaque e imponha a ordem, como o chefe.
O Sedentarismo
Surge quando o homem deixa de se mover de um lugar para outro. Como resultado, ele define uma área territorial onde se localiza e estabelece sua família. Isso ocorre porque as plantas começaram a ser cultivadas de acordo com suas necessidades, os animais foram domesticados, e espaços territoriais fixos passaram a ser operados.
Proteção e Demarcação de Espaços
Há a necessidade de demarcar áreas, enquanto outras áreas são demarcadas até que os limites sejam definidos. A proteção e a política espacial exigem que todos respeitem e aceitem, e uma sociedade capaz de impor a ordem é fundamental.
Autoridade Capaz de Impor a Ordem
Isso acontece com os costumes e as regras dadas pela autoridade, o que gera um direito consuetudinário verbal, baseado no costume em vez da escrita.
A Religião
No desenvolvimento social do homem, a religião desempenha um papel importante, pois muitos indivíduos e grupos associados reconhecem um Deus ou deuses que protegem seu modo de vida. A comunidade, seu território, o Deus comum e a autoridade são os elementos estruturais do estado primitivo. Posteriormente, com a independência do Estado da religião e a imposição do ser sobrenatural aos homens, o ser humano emerge da magia e entra no mundo da razão. A partir desse momento, a organização política que conhecemos hoje começa a tomar forma.
Os Três Tipos Puros de Dominação Legítima (Max Weber)
Max Weber identificou três tipos puros de dominação legítima:
- Dominação Tradicional
- Dominação Carismática
- Dominação Racional-Legal
Dominação Tradicional
A dominação tradicional tem sua validade baseada em tempos distantes, desde tempos imemoriais. Os tipos são:
- Gerontocracia: É a situação onde a dominação é exercida pelos mais idosos, aqueles que estão mais familiarizados com a tradição.
- Patriarcalismo: Situação em que a dominação é exercida por uma única pessoa de acordo com certas regras, sob a forma hereditária, com um quadro militar e administrativo. Toda dominação tradicional tende ao patrimonialismo, onde os pares se tornam sujeitos, e o poder de controle patrimonial depende de escravos e sujeitos.
Dominação Carismática
Sua validade é baseada nas qualidades pessoais do dirigente, que é considerado em posição de forças sobrenaturais ou sobre-humanas, não acessíveis por qualquer pessoa. Consequentemente, ele é o líder, guia e condutor de uma determinada população. A validade do carisma reside no reconhecimento pelos dominados do valor da soberania e da revelação do herói.
Weber afirmou que, se o líder carismático parece abandonado por Deus e não oferece conforto aos dominados, sua autoridade pode se dissipar.
Dominação Racional-Legal
A dominação é exercida sujeita à regra de direito, beneficiando o poder legítimo do Estado apenas quando autorizado por lei, e tanto governantes quanto governados devem se submeter a ela.