Fotossíntese e Transporte em Plantas Vasculares

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Fase não dependente diretamente da luz

Nesta fase ocorre o Ciclo de Calvin, o qual podemos dividir em três fases:

1ª Fase: Fixação do Carbono

Nesta fase ocorre a combinação do CO2 com um glícido formado por cinco átomos de carbono, RuDP (ribulose difosfato), dando origem a um composto intermédio, instável, com seis carbonos. Este composto dá, imediatamente, origem a duas moléculas com três átomos de carbono, denominadas PGA (ácido fosfoglicérico).

2ª Fase: Produção de compostos orgânicos

Nesta fase as moléculas de PGA são fosforiladas pelo ATP (recebem dele um grupo fosfato) e reduzidas pelo NADPH (recebem dele eletrões), os quais foram produzidos durante a fase dependente da luz. Deste modo, forma-se PGAL (aldeído fosfoglicérico), que vai ser utilizado para a síntese de amido, de aminoácidos, de glícidos e de ácidos gordos.

O processo fotossintético, típico das plantas verdes, converte a energia luminosa em energia química (ATP), fixa o dióxido de carbono atmosférico em matéria orgânica, libertando ainda oxigénio para a atmosfera. Este processo inicia, deste modo, o fluxo energético ao longo das cadeias alimentares, produzindo também o oxigénio necessário para os seres vivos aeróbios mobilizarem a sua energia química.

A fotossíntese, nos seres eucariontes, realiza-se ao nível dos cloroplastos, enquanto que nos seres procariontes (Reino Monera) se realiza ao nível de lamelas internas localizadas no citoplasma (cianobactérias) e de expansões da membrana citoplasmática (restantes bactérias fotossintéticas).

3ª Fase: Regeneração do aceitador

10 das 12 moléculas do PGAL são utilizadas para regenerar o RuDP, que por sua vez irá ser usado para se iniciar uma nova 1ª fase do Ciclo de Calvin.

Transporte e Translocação em Plantas Vasculares

No interior das plantas vasculares, o transporte de água e solutos através de tecidos condutores tem o nome de translocação. O duplo sistema de condução de solutos utiliza tecidos especializados que se organizam em feixes condutores. Este sistema de condução está localizado em todos os órgãos de uma planta e dele fazem parte dois tecidos condutores: o xilema (ou lenho, ou tecido traqueano) e o floema (ou líber, ou tecido crivoso).

  • No xilema é transportada água e sais minerais – seiva bruta ou seiva xilémica – da raiz para as partes aéreas da planta.
  • No floema há movimento de água e solutos orgânicos – seiva elaborada ou seiva floémica – que se deslocam, em especial, das folhas para os outros órgãos da planta.

Os tecidos condutores têm continuidade em toda a planta, permitindo a circulação da seiva bruta e da seiva elaborada, mas ocupam posições relativamente diferentes nos vários órgãos:

  • As raízes têm feixes condutores simples e alternos, isto é, constituídos apenas por um dos tecidos condutores, xilema ou floema, e esses feixes estão colocados alternadamente. O número de feixes condutores é variável.
  • Os caules têm os feixes condutores duplos e colaterais, pois cada feixe possui xilema e floema e estes tecidos estão colocados lado a lado. O floema situa-se na parte externa do feixe e o xilema na parte interna.
  • Nas folhas os feixes condutores são duplos e colaterais, estando o xilema voltado para a página superior.

Constituição do Xilema

O xilema, na maioria das plantas, é constituído por quatro tipos de células:

  • Elementos condutores: células mortas onde circulam a água e os sais minerais, que podem ser de dois tipos: tracóides (células longas e de extremidades afiladas, pelas quais contactam entre si, formando tubos) e elementos de vasos (diâmetro superior aos tracóides, resultam de células mortas que perderam as paredes transversais e cujas paredes laterais apresentam espessamentos de lenhina, uma substância que lhes confere rigidez).
  • Fibras lenhosas: constituídas por células mortas cujas paredes são espessas devido à deposição de lenhina e desempenham funções de suporte.
  • Parênquima lenhoso: células vivas, pouco diferenciadas, que desempenham importantes atividades metabólicas nas plantas, tais como a fotossíntese, o armazenamento ou a secreção de substâncias. As células deste parênquima são as únicas células vivas do xilema e desempenham funções essencialmente de reserva.

Constituição do Floema

O floema é formado, tal como o xilema, por quatro tipos de células:

  • Células dos tubos crivosos: células muito especializadas, ligadas entre si pelos topos e cujas paredes de contacto possuem uma série de orifícios, que se assemelham a um crivo. São células vivas embora tenham perdido a maior parte dos organelos.
  • Células companheiras: situam-se junto das células dos tubos crivosos, com as quais mantêm numerosas ligações citoplasmáticas, ajudando-as assim no seu funcionamento. São células vivas, possuindo núcleo e os restantes organelos.
  • Fibras: comprimento variável, que desempenham funções de suporte nas plantas.
  • Parênquima: é formado por células vivas, pouco diferenciadas, que realizam funções de reserva.

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