Fundamentos e Princípios do Treinamento Desportivo

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O que é treinamento desportivo: é a forma fundamental de preparação, baseada em exercícios sistemáticos, representando um processo organizado pedagogicamente com o objetivo de direcionar a evolução do desportista (Matveiev, 1983).

Componentes do Treinamento Desportivo: físico, tático, psicológico, intelectual e moral.

Princípios (Leis) Científicos do T.D. (Tubino, 1979)

Podem ser biológicos e pedagógicos. Características dos princípios biológicos individuais: sobrecarga, continuidade, especificidade, adaptação, interdependência, volume e intensidade.

Princípios Científicos do Treinamento Desportivo (Manso, 1996)

  • Princípios Biológicos: unidade funcional, multilateralidade, especificidade, sobrecarga, supercompensação, continuidade, progressão, perspectiva evolutiva, recuperação e individualidade.
  • Princípios Pedagógicos: participação ativa e consciente, transferência, periodização e acessibilidade.

Unidade Funcional (Biológico): o organismo funciona como um todo indissolúvel.

Multilateralidade: maior variedade de ações motoras (matrizes). Pode ser geral (vários esportes) ou especial (um só esporte). Cuidado com o treinamento precoce.

Especificidade: ações motoras competitivas e adaptações fisiológicas específicas. S.G.A. (Síndrome da Adaptação Geral) = Carga: excitação, resistência e exaustão. Homeostase é diferente de estado estável.

Estímulos: fraco, médio, forte (adaptação) e muito forte. Carga é diferente de sobrecarga.

Referências para a detecção da fadiga (alterações na capacidade de rendimento):

  • Diminuição da capacidade máxima de trabalho;
  • Queda de força;
  • Aumento da F.C. por nível de carga;
  • Aumento do consumo de O2 (submáximo);
  • Aumento da ventilação (submáximo);
  • Perda de coordenação e aumento de erros técnicos.

Alteração no estado geral: cansaço geral, insônia, sudorese noturna, perda de apetite, perda de peso, amenorreia, cefaleia, náuseas, distúrbios gastrointestinais, dores musculares ou tendinosas, diminuição das defesas, febre e reativação da herpes.

Supercompensação: carga anterior, período de restauração e período da supercompensação.

Continuidade: ACSM — 5 a 7 dias por semana, 30 minutos.

Progressão: aumento da carga de forma gradual.

Perspectiva evolutiva: quanto mais treinado, mais difícil a evolução.

Recuperação: ação recuperativa com exercício.

Pedagógicos: participação ativa e consciente do treino (conhecimento, metas, reflexão, etc.).

Transferência: a transferência de um tipo de treino poderá ser positiva, negativa ou nula.

Periodização: o treino deve ser estruturado e planificado.

Unidade II: Testes e Avaliação

Atividade Física: entendida como todo movimento produzido pelos músculos esqueléticos com gasto energético acima dos níveis de repouso. É diferente de Exercício Físico, que é considerado uma sequência sistematizada de movimentos de diferentes segmentos corporais, executados de forma planejada e com um determinado objetivo a ser atingido.

Componentes da atividade física relacionada à saúde: resistência, força, flexibilidade, coordenação, RML (Resistência Muscular Localizada) e composição corporal. Diferente de aptidão física (velocidade, agilidade).

Capacidades Físicas (Inatas): força, resistência, rapidez e mobilidade articular (condicionantes que necessitam do desempenho do metabolismo energético VO2).

Coordenativas: dependentes do Sistema Nervoso Central (SNC).

Qualidade Física: aperfeiçoamento da capacidade (adaptação).

Bioenergética Básica do treinamento físico: sequência de substratos a serem utilizados como fonte de energia: ATP, ATP-PC, glicose, proteína e ácidos graxos (gorduras). Não existe uma sequência rígida, pois os substratos serão executados de forma simultânea e dependerão da atividade.

Avaliação da capacidade física: classificação das variáveis de performance (cineantropometria, neuromuscular, produção de energia e variável psicológica).

Teste vs. Medida: o teste é o procedimento, enquanto a medida são os dados adquiridos através do teste.

Tipos de avaliação:

  • Diagnóstica: identifica pontos fortes e fracos;
  • Formativa: verifica o progresso da performance;
  • Somativa: apresenta o quadro evolutivo final.

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