Fundamentos da Psicanálise: O Caso Anna O. e Freud

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O Caso Anna O. e a Origem da Psicanálise

Josef Breuer propõe-se a conversar com Anna O. para compreender seu quadro clínico. No filme, uma conversa entre Freud e Breuer aborda o caso de Anna, que sofria com a morte do pai. Breuer hipnotiza Anna para tratar sua hidrofobia (aversão à água) e descobre que a dama de companhia permitia que o cachorro bebesse água na caneca que ela havia ganhado do pai, o que lhe causou nojo. O nojo era um acúmulo de energia que precisava ser descarregado; caso contrário, gerava uma sobrecarga e causava sintomas, como a aversão à água.

Conceitos Fundamentais

  • Resíduos ou símbolos mnêmicos: Lembranças ou memórias. Todas as experiências geram resíduos, principalmente as traumáticas.
  • Fixação: Processo que marca fortemente a psique e parece ocorrer constantemente.
  • Catarse: Descarga de energia.

Quando o resíduo mnêmico inconsciente é trazido para o consciente (lembrado e verbalizado), ocorre a descarga; ou seja, o resíduo é convertido em descarga de energia (emoção). Quando a energia que deveria ser descarregada é retida, ela pode ser convertida em um sintoma físico.

A Evolução do Método Psicanalítico

Através de estudos de caso, percebeu-se que a paciente lembrava de alguns fatos e não de outros, mas que, através da hipnose, era capaz de recordar. Assim, verificou-se que a mente era dividida em Consciente e Inconsciente.

Freud analisou os estudos de Charcot, neurologista famoso por tratar a histeria com hipnose, e estudou com ele para aprender sobre o inconsciente. Posteriormente, Freud abandonou a hipnose devido à sua pouca aplicabilidade.

Bernheim afirmava que os traços mnêmicos são constantes, ou seja, podem ser acessados. Freud utilizou a técnica da sugestão, tentando induzir a paciente a falar, mas achou o método ineficaz e cansativo, decidindo abandoná-lo.

Janet, aluno de Charcot, elaborou uma teoria sobre a histeria chamando-a de "degeneração do aparelho psíquico", onde a consciência se dissocia e causa o sintoma. Freud não se convenceu desta teoria ao analisar Anna O., pois alguém inteligente não poderia ser diagnosticado com degeneração. Freud, então, cria o conceito de resistência:

  • Repressão: Consciente, conseguimos controlar.
  • Recalque: Inconsciente, não há como controlar.

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