Fundamentos da Psicanálise e Processos Mentais

Classificado em Psicologia e Sociologia

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Fundamentos da Psicanálise

A psicanálise é um método de investigação do psiquismo que busca o significado oculto do que é manifesto por meio de ações, palavras ou produções imaginárias (sonhos, delírios, atos falhos). Os processos mentais não acontecem por acaso; o inconsciente desempenha um papel central.

Ato Falho

O indivíduo pode agir sem perceber o que faz. Exemplo: uma vítima reconhece um bandido que estava de capuz.

O Conceito de Penoso

“O esquecido é sempre algo penoso para o indivíduo, e é exatamente por isso que é esquecido.” O termo penoso não significa necessariamente algo ruim, mas algo bom que se perdeu ou que foi intensamente desejado e não realizado.

Aspectos Topográficos do Aparelho Psíquico

Freud divide o aparelho psíquico em regiões que se distinguem pelo grau de acesso do conteúdo à consciência:

  • Pré-consciente: Fatos que facilmente vêm à consciência; conteúdo acessível na memória.
  • Consciente: Conteúdo que o indivíduo sabe que existe em um dado momento.
  • Inconsciente: Conteúdo dificilmente conscientizável.

Id, Ego e Superego

Freud apresenta três sistemas da personalidade:

  • ID: Depósito inconsciente das pulsões, guiado pelo prazer e pela satisfação imediata, sem considerar consequências.
  • EGO: Funciona no nível consciente e pré-consciente. Guiado pela realidade, reprime desejos inadequados do id.
  • SUPEREGO: Parcialmente consciente, atua como censor, sendo a fonte de culpa e medo de punição.

Mecanismos de Defesa

  • Deslocamento: Transposição da carga afetiva de uma ideia para outra.
  • Fantasia: Troca do mundo real por ideias elaboradas.
  • Identificação: Aliança real ou imaginária com alguém ou grupo.
  • Negação da Realidade: Negar aspectos da realidade por atos ou palavras.
  • Racionalização: Justificativa racional para encobrir motivos reais.
  • Regressão: Uso de comportamentos de uma idade anterior.
  • Projeção: Atribuição de um aspecto próprio a outra pessoa ou objeto.
  • Idealização: Investimento excessivo de libido em um objeto.
  • Sublimação: Deslocamento da libido para fins socialmente úteis ou nobres.

Desenvolvimento Psicossexual

  1. Oral (até 1 ano)
  2. Anal (1º ao 3º ano)
  3. Fálica (3º ao 6º ano)
  4. Latência (6 aos 12 anos)
  5. Genital (puberdade à maturidade)

Psicologia Analítica de Jung

Jung propõe uma estrutura de aparelho psíquico dividida em inconsciente pessoal e inconsciente coletivo. Os conceitos de introversão e extroversão definem atitudes básicas, enquanto as quatro funções psicológicas fundamentais são:

  • Sensação: Adaptação à realidade objetiva.
  • Intuição: Percepção via inconsciente.
  • Pensamento: Julgamento racional e conceituação.
  • Sentimento: Avaliação subjetiva (do coração).

Outras Abordagens

  • Erik Erikson: O desenvolvimento do ego é vitalício e ocorre por meio de crises em cada estágio do ciclo da vida.
  • Carl Rogers: Enfatiza a tendência atualizante e a auto-realização.
  • Behaviorismo (Pavlov, Skinner, Watson): Teoria mecanicista onde o ambiente controla o comportamento através de condicionamento clássico e operante.
  • Cognitivismo (Ellis, Festinger, Beck): Foco em crenças irracionais, dissonância cognitiva e esquemas de pensamento.

Funções Mentais Superiores

O cérebro é o palco das funções mentais superiores (FMS), que incluem percepção, atenção, memória, pensamento e linguagem. A percepção é a interpretação da imagem mental resultante da sensação, sendo influenciada por fatores físicos, psicológicos e culturais.

Atenção e Memória

A atenção é a capacidade de selecionar estímulos relevantes, enquanto a memória é a faculdade de reproduzir conteúdos. Ambas são fortemente afetadas por emoções, que podem causar distorções, lacunas ou falsas lembranças.

Pensamento e Linguagem

Segundo Piaget, o pensamento evolui em estágios (sensório-motor, pré-operacional e operações formais). A linguagem é o veículo que operacionaliza o pensamento, sendo essencial para a representação do mundo.

Emoções e Conflitos

As emoções (felicidade, raiva, medo, etc.) delimitam o campo de ação e influenciam a razão. Emoções negativas intensas podem empobrecer a percepção e limitar o pensamento racional, sendo fatores determinantes na gênese e manutenção de conflitos interpessoais.

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