Fundamentos e Teoria de Sistemas Elétricos de Potência

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Lista de Teoria de Transmissão

1. Disputa inicial entre transmissão em corrente contínua (CC) e alternada (CA)

Edison (CC): Possuía patente para transmitir em CC, padrão adotado nos EUA em 1880. Utilizava baterias, lâmpadas incandescentes e geradores em paralelo. O sistema operava na tensão do consumidor, resultando em alta queda de tensão, perdas elevadas, condutores de grande bitola e usinas próximas aos centros de carga (1 a 2 km).

Westinghouse (CA): Obteve patentes em 1886. Utilizava transformadores para variar a tensão (P = V × I). Tesla associou-se a Westinghouse, introduzindo sistemas polifásicos e motores de indução. Permitiu transmissão a longas distâncias com menores perdas (P = R × I²). Adotada como padrão mundial após a Feira Mundial de 1893.

2. Definição de Sistema Elétrico de Potência (SEP)

São grandes sistemas de energia que englobam a geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

3. Finalidade de um SEP

Gerar energia elétrica em quantidades suficientes, transmiti-la aos centros de carga e distribuí-la aos consumidores com qualidade e menor custo econômico e socioambiental.

4. Representação do SEP em diagramas de impedâncias e admitâncias

(Conteúdo pendente de descrição técnica)

5. Regime transitório e permanente

Quando um sistema elétrico sofre uma anomalia, ele passa do regime permanente para o transitório. Ao retornar ao estado de funcionamento normal, o sistema volta ao regime permanente.

6. Vantagens e desvantagens da operação interligada do SIN

Vantagens:

  • Auxílio mútuo durante manutenção de geradores;
  • Possibilidade de venda de energia entre sistemas (superávit/déficit);
  • Suporte em caso de perturbações;
  • Melhoria na estabilidade e controle de frequência.

Desvantagens:

  • Repercussão de perturbações entre sistemas;
  • Necessidade de medição para faturamento e supervisão;
  • Instalação de equipamentos automáticos para controle de intercâmbio.

7. Definição de FACTS e aplicação em SEP

Equipamentos baseados em eletrônica de potência que permitem maior flexibilidade aos sistemas elétricos. Garantem melhor desempenho na capacidade de transmissão e estabilidade do sistema.

8. Definição de serviço adequado

Satisfaz condições de regularidade, continuidade, eficiência, segurança, atualidade, generalidade, cortesia e modicidade tarifária.

9. Definição de modicidade tarifária

Menor tarifa possível para ressarcir custos operacionais eficientes e remunerar investimentos prudentes.

10. Desverticalização e livre acesso

Livre acesso: Direito de qualquer agente ou consumidor de se conectar e usar o sistema elétrico mediante ressarcimento de custos.

Desverticalização: Separação das atividades de geração, transmissão e distribuição.

11. Definição de rede básica

Constituída por subestações e linhas de transmissão em tensões de 230 kV ou superior, integrantes de concessões de serviço público.

12. Agentes do setor elétrico brasileiro

  • CMSE: Avalia a continuidade e segurança do suprimento.
  • ANEEL: Regula e fiscaliza geração, transmissão, distribuição e comercialização.
  • EPE: Realiza estudos e pesquisas para o planejamento energético.
  • ONS: Coordena e controla a operação das instalações do SIN.
  • CCEE: Viabiliza a comercialização de energia no SIN.
  • Concessionários de transmissão: Detentores de concessão na Rede Básica.

13. Parâmetros de modelagem de linhas de transmissão

Série (longitudinais): Resistência (perda de potência ativa) e Indutância (campos magnéticos).

Shunt (transversais): Capacitância (campos elétricos) e Condutância (correntes de fuga).

14. Efeito pelicular

Distribuição não uniforme da corrente na seção do condutor. Reduzido pelo uso de feixes de fios em vez de um cabo único.

15. Raio efetivo no cálculo da indutância

Utilizado para condutores maciços (raio real × 0,7788).

16. DMG e RMG

DMG: Distância média geométrica entre grupos de pontos.

RMG: Raio médio geométrico entre pares de elementos.

17. Transposição em linhas de transmissão

Método para diminuir o desequilíbrio entre tensões e correntes de fase na frequência fundamental.

18. Parâmetros série e paralelo

Série: Reatância indutiva e resistência (causam quedas de tensão).

Paralelo: Capacitância e condutância.

19. Impedância característica

Medida da capacidade de um circuito de resistir ao fluxo de corrente sob determinada voltagem.

20. SIL da linha

Nível de carregamento natural de uma linha de transmissão.

21. Escolha da tensão de transmissão

Varia conforme a potência a ser transportada e normas técnicas vigentes.

22. Vantagens e desvantagens da transmissão em CC

Vantagens: Menores sobretensões, ausência de problemas de estabilidade em longas distâncias, interconexão de sistemas com frequências diferentes e retorno pela terra.

Desvantagens: (Nota: O texto original repetiu as vantagens como desvantagens).

23. Tipos de transmissão em CC

(Conteúdo pendente)

24. Comparação de potência e perdas (CA vs CC)

(Conteúdo pendente)

25. Aplicações da transmissão em CC

Cabos marítimos (>35 km), interconexão de sistemas com frequências distintas, transmissão de grandes potências a longas distâncias e zonas urbanas.

26. Capacitores série e reatores paralelo

Reduzem o tamanho elétrico da linha, fornecem/absorvem reativo e limitam correntes de curto-circuito.

27. Vantagens e desvantagens de linhas subterrâneas

Vantagens: Estética, menor manutenção, maior durabilidade, automação e segurança contra colisões.

Desvantagens: Alto custo de instalação e equipamentos (3 a 4 vezes superior à rede aérea).

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