Geopolítica e Transformações Globais no Século XX e XXI
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Os 4 Dragões Asiáticos
Os 4 Dragões (Hong Kong, Singapura, Coreia do Sul e Taiwan) destacaram-se como potências económicas após o Japão. Apesar da escassez de recursos naturais, terra fértil e capital inicial, superaram dificuldades através de vontade política, determinação e capacidade de trabalho. Para alcançar o crescimento, os governos atraíram capital estrangeiro, adotaram políticas protecionistas, incentivaram a exportação e investiram fortemente no ensino. Com mão de obra barata, dominaram o mercado têxtil e, posteriormente, setores como o automóvel, construção naval e novas tecnologias.
Da Concorrência à Cooperação
Apesar do sucesso, os Novos Países Industrializados (NPI) enfrentaram dependência externa e rivalidade interna. Nos anos 70, com o abrandamento da economia ocidental, surgiu uma cooperação regional: o Japão e os 4 Dragões forneciam tecnologia e bens manufaturados aos países do Sudeste Asiático (Tailândia, Malásia, Indonésia, Filipinas), que forneciam recursos energéticos e alimentares. Contudo, este crescimento trouxe custos ecológicos e sociais, como poluição, exploração laboral e falta de liberdades civis.
A Questão de Timor
Administrado por Portugal desde o século XVI, Timor-Leste viveu uma agitação política após o 25 de Abril, com a criação de partidos como UDT, APODETI e FRETILIN. A independência, proclamada em 1975, foi seguida pela ocupação indonésia. Após anos de resistência e um referendo em 1999, Timor-Leste tornou-se um estado independente em 20 de maio de 2002, enfrentando desafios de estabilidade política e militar.
Modernização e Abertura da China
Após a morte de Mao Zedong (1976), Deng Xiaoping iniciou reformas económicas: privatização parcial da agricultura, criação de Zonas Económicas Especiais e abertura ao investimento estrangeiro. O país modernizou-se, mas enfrentou desigualdades crescentes entre o litoral e o interior, além de problemas ambientais e exploração laboral.
Hong Kong e Macau
O domínio colonial terminou com a integração de Hong Kong (1997) e Macau (1999) na China.
Estado-Nação e Questões Transnacionais
O Estado-Nação, pilar do liberalismo do século XIX, expandiu-se com a descolonização, mas enfrenta crises devido a conflitos étnicos e separatismos. Atualmente, destacam-se três questões transnacionais:
- Migrações: Causadas por fatores económicos ou políticos (refugiados), gerando desafios de integração, xenofobia e multiculturalidade.
- Segurança: Ameaças como o terrorismo, tráfico de armas e drogas, que colocam em causa a segurança global.
- Ambiental: A degradação do planeta, aquecimento global e poluição levaram à criação do Protocolo de Quioto, visando a redução de emissões e a sustentabilidade.
Neoliberalismo e Sociedade
Nos anos 80, o neoliberalismo foi implementado nos EUA e Inglaterra, focando-se na privatização, cortes na segurança social e controlo de salários. Socialmente, o papel da mulher mudou, o divórcio tornou-se frequente e o nível de instrução aumentou, embora persistam desafios ambientais e de cidadania.
Mundo Lusófono e Declínio do Sindicalismo
A CPLP e os PALOP reforçaram laços económicos e culturais. Em Portugal, a automação e a crise económica trouxeram desafios ao sindicalismo e ao mercado de trabalho, agravados por uma pirâmide etária envelhecida.
Globalização e Conflitos Étnicos
A globalização facilitou a circulação de bens e pessoas, mas também a criminalidade transnacional. Paralelamente, a diversidade étnica e o artificialismo das fronteiras, especialmente em África e na Ásia, continuam a alimentar conflitos, muitas vezes exacerbados por tensões religiosas e redes terroristas.