Gestão e Manejo de Águas Pluviais em Áreas Urbanas

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Obras Hidráulicas e Saneamento Básico

O saneamento básico delimita um conjunto importante de sistemas físicos presentes na cidade e está intimamente associado à sua “saúde”. Os sistemas principais do saneamento básico são: o de água para abastecimento (incluindo aspectos de qualidade e quantidade) e o esgotamento sanitário (formado por redes coletoras, estações de tratamento e destinação final dos efluentes). Tais sistemas visam à melhoria na qualidade de vida e à prevenção de doenças relacionadas à chuva.

Influência da Urbanização nas Águas Pluviais

A urbanização busca o controle sobre fenômenos naturais, como inundações, para garantir a segurança da população. Com o crescimento das cidades, especialmente em margens ribeirinhas, tornou-se necessária a criação de projetos de gestão, incluindo:

  • Obras de captação: bueiros e bocas-de-lobo;
  • Obras de transporte: galerias e canais;
  • Obras de detenção: bacias de detenção e reservatórios de acumulação.

Manejo das Águas Pluviais Urbanas

O manejo é realizado em duas etapas básicas:

  1. Levantamento: Conhecimento do estado atual da sub-bacia hidrográfica urbana.
  2. Diagnóstico: Avaliação da infraestrutura de drenagem, do espaço construído e da eficácia das leis de ocupação do solo.

A modelagem hidrológica é um instrumento imprescindível para avaliar vazões de cheia e áreas de inundação, permitindo tomadas de decisão eficientes.

O Plano Diretor de Drenagem Urbana (PDDU)

O PDDU é o instrumento básico da política de desenvolvimento urbano. Ele orienta a expansão da cidade, assegurando a função social da propriedade e estabelecendo prioridades de investimento. Deve ser integrado ao Plano Diretor da Cidade e revisado, no mínimo, a cada dez anos.

Impactos da Impermeabilização

A ocupação urbana impermeabiliza o solo, reduzindo a infiltração e aumentando os deflúvios superficiais. Isso causa:

  • Contaminação de rios e aquíferos;
  • Proliferação de doenças de veiculação hídrica;
  • Degradação de ecossistemas;
  • Prejuízos financeiros e sociais.

Sistemas de Controle na Fonte

Dividem-se em:

  • Não estruturais: Ações operacionais, educacionais e legais que visam modificar padrões de comportamento e uso do solo.
  • Estruturais: Obras de engenharia para retenção temporária e tratamento da água, permitindo o controle qualiquantitativo da vazão.

Conexões Ilegais e Participação Comunitária

O lançamento de efluentes domésticos na rede de drenagem é um grave fator de degradação. A conscientização da comunidade, por meio de programas educativos e debates, é fundamental para a manutenção do sistema e para o sucesso do Plano de Controle da Drenagem.

Compatibilidade da Ocupação Urbana

A ocupação desordenada, sem considerar limitações ambientais, altera drasticamente o ciclo hidrológico. A integração entre a micro e a macrodrenagem é essencial: as enxurradas captadas nas vias públicas devem ser conduzidas de forma planejada até os sistemas de drenagem, evitando que o fluxo desordenado cause inundações e danos à infraestrutura urbana.

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