Gestão Participativa e Polícia de Proximidade
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20) Grupos Vulneráveis
Conjunto de pessoas que, por motivação diversa, têm acesso, participação e/ou oportunidade igualitária dificultada ou vetada a bens e serviços universais disponíveis para a população. São grupos que sofrem tanto materialmente como social e psicologicamente os efeitos da exclusão, seja por motivos religiosos, de saúde, orientação sexual, etnia, cor de pele, por incapacidade física ou mental, gênero, dentre outras. (P. 36)
21) Gestão Participativa
O contexto político e social brasileiro, desde as últimas décadas do século passado, tem sido marcado pelo processo de redefinição do papel do Estado, a partir da universalização dos direitos de cidadania, descentralização e gestão democrática das políticas públicas. Neste sentido, como nos orienta o texto do Art. 144 da CF: “A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio...” Percebe-se, então, a necessidade de descentralizar o processo decisório, uma vez que a gestão da Segurança Pública passa a ser entendida como direito e responsabilidade de todos. Na Gestão Participativa, a sociedade figura como coautora da construção de uma resposta pública mais consentânea com as expectativas dos grupos sociais a serem atendidos.
22) Os Objetivos da Participação Social
A Polícia Militar, neste contexto, é responsável por agir com proatividade, buscando interação. Para isto, utiliza-se de metodologia adequada e institucionalizada, denominada Proximidade, que é aplicável em todos os tipos de policiamentos executados, independentemente das Unidades de Polícia Militar responsáveis pela prestação do serviço. Somente quando a sociedade enxergar a prestação de serviço de segurança como sendo produto de sua interação com a polícia é que haverá condições sustentáveis de legitimação na conduta dos agentes. O desenvolvimento do processo de participação não deve se restringir aos fóruns formais de segurança. A participação da comunidade deve ser estimulada em todas as instâncias possíveis. Cada realidade local mostrará as formas mais produtivas de Polícia de Proximidade (2018, p. 38). A participação cabe ao Comandante da companhia sistematizar as formas de comunicação e tornar seu uso mais proveitoso. Atualmente, o uso corporativo das redes sociais já é muito empregado em empresas públicas e pode ser incorporado com foco de comunicação e prevenção no policiamento de proximidade. (P. 37-38)
23) Vantagens do Uso Corporativo de Redes Sociais
- Conexão externa: Redes que possibilitam a participação da população com informações e também como divulgadores de informes postados pelos policiais.
- Aprendizado: A rede permite troca de experiências com grande número de pessoas e de forma fácil e rápida.
- Possibilidade de Inovação: Possibilidade de verificar oportunidades de inovação.
- Visibilidade de pessoas: Acesso a ideias dentro da corporação e possibilidades de trabalho em parceria.
- Divulgação de projetos: Visibilidade de projetos da Corporação e possibilidades de trabalho em parceria com outras instituições.
- Possibilidade de Inovação: Possibilidade de verificar oportunidades de inovação.
- Dados e informações: Agilidade na captação e divulgação. (P. 38)
26) Ideais e Estabelecimento de Grupos
(P. 44) Comunicar é um ato que emerge o envolvido em uma dupla aposta, ou expectativa concebida por aquele que fala. O emissor propõe e espera do outro, o sujeito interpretante, que este perceba o proposto e, além disso, espera que as estratégias empregadas na Polícia de Proximidade (2018, p. 44) surtam o efeito desejado. O processo interpretativo dependerá do empenho e desdobramento do sujeito falante para alcançar o seu interlocutor-alvo. (P. 44)