Gestão de Relacionamento com Clientes: Estratégias e Valor
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Gestão de Relacionamento com Clientes
Da substituição contínua de clientes perdidos à sustentação de relações com os clientes atuais.
Aprendizagem e Adaptação
A aprendizagem e as adaptações podem gerar ganhos mútuos, mas exigem investimentos (incluindo tempo), conforme Ford et al. (2003):
- Ambas as partes devem alcançar uma compreensão detalhada e partilhada dos seus requisitos e preferências.
- Comunicar ativamente as mudanças nos requisitos e preferências.
- Antecipar e responder adequadamente a essas mudanças.
Nem todos os clientes procuram o mesmo tipo de relação, nem o mesmo tipo de relação fornece o mesmo valor a todos os clientes. Colaborativo nem sempre é melhor que transacional.
Segmentação e Foco
- Considerar as bases progressivas de segmentação.
- Estimar o valor das ofertas para cada segmento/cliente.
- Selecionar os segmentos para ênfase colaborativa vs. ênfase transacional.
- Focar as contas individuais, identificando de forma mais fina o potencial para desenvolver relações colaborativas vs. transacionais.
Formas de Ampliar Ofertas em Relações Colaborativas
- Programas promocionais conjuntos.
- Garantias, contratos de manutenção e reparação.
- Esforço de vendas conjunto / apoio aos vendedores do cliente.
- Programas de redução de custos (ex: sistemas de planeamento conjunto de materiais - MRP, sistemas de encomenda via computador, JIT).
Organização da Força de Vendas
A composição da força de vendas deve refletir as opções sobre a carteira de relações (diferentes níveis de serviço):
- Forças de vendas transacionais: cada indivíduo é responsável pelo contacto com clientes num território, assegurando atividades tradicionais (apresentações, pedidos de encomendas, contactos pós-venda).
- Forças de vendas de sistemas: equipas temporárias multifuncionais que permitem juntar conhecimentos complementares.
- Gestores de contas estratégicas: equipas interfuncionais permanentemente atribuídas a um cliente, frequentemente residentes nas instalações do cliente e gerindo todos os aspetos da relação (ênfase no desenvolvimento conjunto).
Trabalhar em Conjunto: Aspetos Comportamentais
- Comunicação.
- Confiança e comprometimento.
- Coordenação: mecânica (formalizada, programada) e orgânica (formal e informal).
Aumentar a Quota de Negócios do Cliente
- Single sourcing: vencer a resistência/receios do cliente, expandir gradualmente a variedade e qualidade da oferta e aumentar o conforto do cliente face à possibilidade de rutura.
- Sistemas ou soluções totais: ampliação das ofertas associada à confiança nas competências e intenções. Fornecer soluções totais não significa que todo o sistema seja ‘produzido’ pela empresa (Integradores de sistemas).
- Partilha de riscos e ganhos: o desenvolvimento das relações e das ofertas complexas envolve incerteza e risco. Acordos de partilha de risco mostram disponibilidade para assumir parte dos prejuízos do cliente e garantias de investimento conjunto.
Aspetos Estratégicos
- Estrutura da base de clientes: número e tipo de clientes (ex: dimensão, continuidade).
- Decisões sobre ampliar, manter ou reduzir: âmbito dos relacionamentos com clientes por tipo de oferta e entre ofertas (soluções complexas, ofertas despidas).
- Envolvimento nos relacionamentos: tipo de envolvimento (transacional/cooperativo), visão dos clientes sobre o tipo de envolvimento e conexões indiretas.
- Desempenho: sistemas de custeio, que clientes específicos reter ou descartar, e geradores de prejuízos financeiros ou contributos noutras áreas (transação, relacionamento, rede).