Gestão de Riscos e Processos em Engenharia de Software

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Análise de Risco em Projetos de Software

A análise de risco é uma das atividades essenciais para um bom encaminhamento de um projeto de software. Esta atividade está baseada na realização de quatro tarefas, conduzidas de forma sequencial: a identificação, projeção, avaliação e administração.

  • Riscos de projeto: associados a problemas relacionados ao próprio processo de desenvolvimento (orçamento, cronograma, pessoal, etc.).
  • Riscos técnicos: consistem em problemas de projeto efetivamente (implementação, manutenção, interfaces, plataformas, etc.).
  • Riscos de produto: relacionados aos problemas que surgem na inserção do software no mercado (produto inadequado, ultrapassado ou sem interesse comercial).

Projeção dos Riscos

A projeção ou estimativa de riscos permite definir duas questões: qual a probabilidade de ocorrência e quais as consequências dos problemas associados. As respostas são obtidas através de:

  • Estabelecimento de uma escala de probabilidade;
  • Definição das consequências do risco;
  • Estimativa do impacto sobre o projeto e o software (produtividade e qualidade);
  • Anotação da precisão global da projeção.

Avaliação dos Riscos

O objetivo é processar informações sobre o fator de risco, impacto e probabilidade. Busca-se priorizar os riscos e definir formas de controle ou mitigação. Níveis de risco típicos incluem custo, prazo e desempenho.

Administração e Monitoração dos Riscos

Uma vez avaliados, é fundamental definir medidas para evitar a ocorrência ou ações para contingência, baseando-se na descrição, probabilidade e impacto sobre o processo.

Planejamento e Equipe

O planejamento deve considerar prazos de entrega e a distribuição de esforços. É importante evitar o mito de que "aumentar a equipe resolve atrasos", pois o aumento de pessoas eleva os canais de comunicação e o esforço adicional. O paralelismo de tarefas é uma estratégia eficiente, desde que o gerenciamento de recursos seja otimizado.

Cronograma e Metodologia

A definição do cronograma exige considerar disponibilidade de recursos, interdependências e indicadores de progresso. Etapas de análise e projeto bem definidas evitam que a codificação se torne um processo custoso e ineficiente.

Aquisição de Software

Em certos contextos, adquirir um software é mais estratégico que desenvolvê-lo. As ações incluem:

  • Adquirir pacote comercial;
  • Adquirir e modificar pacote comercial;
  • Encomendar o software a terceiros.

Para softwares de alto custo, recomenda-se uma análise comparativa, avaliação de suporte, reputação do vendedor e entrevistas com usuários.

Reengenharia de Software

A reengenharia surge como alternativa de baixo custo para sistemas legados de difícil manutenção, substituindo "remendos" por processos estruturados e documentados.

Métricas de Software

A medição é vital para quantificar a qualidade, avaliar a produtividade, justificar investimentos e formar bases de dados para estimativas. As métricas dividem-se em:

  • Diretas: LOC (linhas de código), memória, velocidade, erros.
  • Indiretas: Funcionalidade, complexidade, eficiência, manutenibilidade.

Podem ser classificadas ainda como métricas de produtividade, qualidade, técnicas, orientadas ao tamanho, à função ou às pessoas.

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