Giulio Douhet: A Teoria do Poder Aéreo

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Giulio Douhet e o Poder Aéreo

  • Concebeu as suas ideias sobre o potencial do poder aéreo ao testemunhar o impasse da guerra de trincheiras durante a I Guerra Mundial.
  • A decisão de um conflito futuro teria lugar no ar.
  • O poder aéreo deveria ter primazia quanto aos recursos a serem gastos.
  • Desenvolveu a sua teoria sob o regime fascista, com o apoio de Mussolini e de Italo Balbo, chefe da aviação italiana, consolidando a aviação militar como arma estratégica.
  • Com o advento do poder aéreo, nem uma marinha, nem um exército poderoso poderiam determinar o resultado de um conflito sem as capacidades oferecidas pela aviação.

O avião é um instrumento de incomparáveis capacidades ofensivas, permitindo a obtenção de uma vitória rápida e com baixos custos sociais e económicos, pela sua capacidade de movimento e concentração em determinado ponto do terreno inimigo. A sua independência relativamente às limitações da superfície e a sua velocidade superior — comparada a qualquer outro meio de transporte conhecido — tornam o avião a arma ofensiva por excelência. O avião deu maior profundidade ao teatro de operações, levando os efeitos para além do alcance da artilharia, atingindo a retaguarda, alterando os conceitos de frente e reduzindo a distinção entre combatentes e não combatentes.

Princípios Estratégicos de Douhet

  • Domínio do ar: É necessário impedir o inimigo de voar. A prioridade é a destruição de aeródromos e fábricas de produção aeronáutica. Douhet não atribuía relevância aos meios de artilharia antiaérea.
  • Interdição: É necessário atacar os meios aéreos do inimigo ainda no solo, no local e no momento escolhido, de forma eficaz.
  • Objetivo da Armada Aérea: A obtenção do domínio do ar e a destruição dos “ninhos” inimigos.
  • Ofensiva: A utilização dos meios aéreos materializa o princípio da ofensiva, permitindo a iniciativa e a sua conservação. A aviação garante poder de concentração sobre o objetivo, mantendo o fator surpresa.
  • Rejeição da defesa: Os aviões de combate eram relegados para segundo plano, pois o avião não se prestava a ações defensivas.

O Futuro dos Conflitos

  • As guerras tenderiam a exigir a disponibilidade de um número crescente de recursos das nações, podendo absorvê-los integralmente, transformando a totalidade do país inimigo num Teatro de Guerra.
  • Os conflitos futuros apresentariam características terrestres e navais semelhantes, mas com uma nova dimensão aérea. O combate terrestre continuaria a ser estático e com grandes frentes contínuas.
  • As variações na guerra de superfície seriam, invariavelmente, resultantes das modificações devidas ao progresso da aviação.

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