Glicólise e Metabolismo dos Glicídios
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Glicídios
Glicídios: moléculas orgânicas constituídas por C, O e H. Exemplos: sacarose, glicose, frutose, amido, celulose.
Transporte de glicídios
Transporte ativo e difusão facilitada participam do trânsito de açúcares. Difusão facilitada ocorre com auxílio de proteínas de membrana (permeases), que possuem sítio de ligação específico; a substância transita do meio de maior para o de menor concentração. A bomba Na+/K+ desloca íons contra o gradiente de concentração. A glicose também pode ser cotransportada com Na+ em mecanismos específicos (co-transporte Na+/glicose).
Glicólise
Via glicolítica: sintetiza ATP com ou sem oxigênio; é uma via linear e uma fonte importante de energia metabólica. Observação: em alguns tecidos o transporte de glicose para o interior da célula é regulado por Na+ (em cotransporte) e pela ação da insulina.
Resumo da rota glicolítica
Glicose + 2 NAD+ + 2 ADP --> 2 piruvato + 2 NADH + 2 H+ + 4 ATP + 2 H2O
Glicólise anaeróbica
Degradação da glicose sem O2; produto final predominante: ácido lático. Esta via é mais rápida que a glicólise aeróbica e é utilizada em exercícios vigorosos.
Glicólise aeróbica
Degradação da glicose com participação de O2. Produto final: piruvato, que é transportado para o interior da mitocôndria para completar sua oxidação até CO2 e H2O, ativando o ciclo de Krebs e a cadeia respiratória.
A glicose entra na célula para ser degradada graças à ação do hormônio que aumenta a permeabilidade da membrana, permitindo a entrada da glicose; esse hormônio é secretado pelo pâncreas (insulina).
A enzima marcadora/controle desta via é a fosfofrutoquinase, frequentemente o passo mais lento (enzima reguladora) dentre as etapas da via.
Metabolismo anaeróbico e cárie: dieta rica em açúcar + bactérias = placa bacteriana (o O2 não se difunde bem na placa dentária). Derivados que predominam: lactato e piruvato — ácidos orgânicos que contribuem para a destruição do esmalte.
Destino do piruvato
- Acetil-CoA (oxidação aeróbia)
- Lactato (glicólise anaeróbica)
- Etanol (fermentação anaeróbica)
- Oxalacetato (reação anaplerótica; reação de preenchimento, relacionada com gliconeogênese/glicogênese)
Glicose: fonte de energia para as células, utilizada para produzir ATP.
Regulação da glicemia
Hiperglicemia: o pâncreas libera insulina, que facilita a captação de glicose em excesso e estimula a sua conversão em glicogênio para reduzir a glicemia ao nível normal.
Hipoglicemia: hormônios como glucagon e adrenalina estimulam o fígado a liberar reservas de glicose para a corrente sanguínea.
Armazenamento de glicose: glicogênio
Quando as células estão supridas de ATP, a glicose não segue a via glicolítica; segue outras vias e é armazenada na forma de glicogênio (aumento da unidade de glicose armazenada). O armazenamento ocorre principalmente no fígado.
A glicose é fosforilada pela hexoquinase, que a converte em glicose-6-fosfato; essa é convertida pela fosfoglicomutase em glicose-1-fosfato, desencadeando o processo de síntese do glicogênio.
Ligação α-1,4: atuação da glicogênio fosforilase (na degradação). Ligação α-1,6: atuação da glicosil transferase (ramificação).
Glicogenólise
Glicogenólise: degradação do glicogênio; ocorre no fígado e no músculo. É estimulada pelo glucagon quando há queda da glicemia. A quebra de ligações α-1,4 é realizada pela glicogênio fosforilase. A enzima desramificadora quebra ligações α-1,6. (A atividade enzimática consome/relaciona-se ao ADP/ATP conforme o contexto metabólico.)
Glicogênese
Glicogênese: síntese de glicogênio; ocorre com disponibilidade de ATP, com atuação da insulina e de enzimas ramificadoras.
α-1,4: glicogênio fosforilase. α-1,6: glicosil transferase.