Governos JK, Jânio e Jango: Desenvolvimento e Crise
Classificado em História
Escrito em em
português com um tamanho de 5,11 KB
Juscelino Kubitschek (JK)
O governo de JK entrou para a história como o governo onde mais houve desenvolvimento econômico, com o lema "50 anos de progresso em 5 anos de governo".
Fez o Plano de Metas, que era organizado em 5 eixos:
- Energia
- Transporte
- Alimentação
- Educação
- Indústria
Esse plano obteve pleno êxito, pois a economia registrou taxas de 80% de crescimento. O governo permitiu a entrada de empresas estrangeiras, garantindo vantagens, facilitando a importação e garantindo um mercado para seus bens, com remessa de capital para o exterior. O foco de Juscelino estava nas indústrias de bens duráveis que atenderiam aos desejos da classe média da população. Porém, o setor industrial ficou dominado pelas multinacionais, e o Brasil desenvolveu uma economia extremamente dependente. Também houve a desnacionalização.
Os beneficiados foram os investidores de empresas estrangeiras. Com isso, aumentava a diferença entre as classes. A classe média expandiu-se numericamente e aumentou seu poder de consumo, entretanto a camada popular não podia usufruir totalmente desses benefícios. A inflação continuava crescendo, já que os investimentos que o governo realizava se davam através da emissão de moeda.
Através do ambicioso programa de obras públicas, houve a construção de Brasília, a nova capital do país, que ficou pronta em 3 anos e 10 meses. Planejada por Oscar Niemeyer, a cidade transformou-se em um ícone de progresso e modernização no Brasil. A UDN acusava JK de fazer uso indevido do dinheiro e de corrupção. A construção de Brasília foi o principal alvo de críticas da oposição.
O governo de JK foi o com maior estabilidade política devido à aliança entre o PTB e o PSD. Ambos evitaram radicalizar suas respectivas posições, ou seja, o reformismo radical e o conservadorismo. O clima de otimismo que o governo de JK deixou no Brasil abriu espaço para novidades sociais e culturais, como a Bossa Nova, que foi uma profunda transformação na música popular brasileira. A conquista da Copa do Mundo de Futebol reforçou esse clima de euforia.
Jânio Quadros
Ficou apenas 7 meses no poder e seu mandato acabou com a sua renúncia. Ele falou mal dos EUA e bem de Che Guevara, o que gerou uma série de perguntas no Brasil.
João Goulart (Jango)
Era o vice-presidente durante o mandato de Jânio, e quando este renunciou, coube a Jango ocupar o cargo. Porém, as elites dominantes e as Forças Armadas não queriam que Jango tomasse posse, pois diziam que este era esquerdista. Logo, setores sociais e políticos que apoiavam Jango fizeram um movimento de resistência. Leonel Brizola foi o principal líder deste movimento de resistência que logo se espalhou para outras regiões do país e dividiu as Forças Armadas, impedindo um golpe militar.
A solução encontrada pelo Congresso Nacional foi o estabelecimento de um regime parlamentarista, onde foram reduzidos os poderes do presidente. Dois anos depois, Jango convocou um plebiscito para decidir sobre a manutenção ou não do sistema parlamentarista. 80% dos votos eram para o restabelecimento do presidencialismo.
Jango não dispunha de uma base de apoio parlamentar para aprovar com facilidade seus projetos, causando uma instabilidade política; ele então recorreu ao populismo, a manifestações das massas populares. As suas dificuldades no governo fizeram com que ele adotasse uma política econômica com contradições. Ao mesmo tempo em que ele queria aumentar o salário mínimo, ação vista como esquerdista, ele elegia pessoas influentes para cargos importantes para agradar a direita.
Ao longo do seu governo, a instabilidade política só se agravava e ocorriam movimentos de direita e esquerda. O descontentamento das classes dominantes e dos empresários aumentava enquanto os movimentos populares pressionavam para que fossem postas em prática as Reformas de Base (transformações na área de educação, tributação e no regime de propriedades de terras; ampliar os direitos de voto para os analfabetos).
Ocorreu o comício da estação da Estrada de Ferro Central do Brasil, onde reuniu 300 mil trabalhadores em apoio a Jango. Uma semana depois, ocorreu a Marcha da Família com Deus e pela Liberdade, que foi o ápice do movimento oposicionista. O golpe militar foi liderado por Luiz Carlos Guedes e Olímpio Mourão Filho, que desencadearam o movimento golpista e, em pouco tempo, outros comandantes militares já haviam aderido ao movimento. Em 1º de abril, Jango praticamente abandonou o cargo. O golpe militar não encontrou grandes movimentos de resistência popular, e os que houve foram facilmente reprimidos.