Grécia e Roma Antiga: Do Período Arcaico ao Império
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Período Arcaico
Período Arcaico: organização das cidades-estado em que se originaram as pólis. Evolução das pólis. A sociedade:
- Monarquia: Só um governa;
- Oligarquia: Poucas pessoas;
- Tirania: Poder absoluto;
- Democracia: Povo no poder.
Período Arcaico é o nome que se dá ao período da Grécia Antiga em que ocorreu o desenvolvimento cultural, político e social, situado entre c. 800 a.C. e 500 a.C., posterior à Idade das Trevas e antecessor ao Período Clássico. Nesta altura, dão-se os primeiros avanços significativos para a ascensão da democracia e observa-se também uma revitalização da linguagem escrita. Em termos artísticos, o período caracteriza-se pela edificação dos primeiros templos inspirados nas habitações micênicas, pelas tipologias escultóricas kouros e kore, e pelo início do registro de pintura negra em cerâmica.
Esparta
Esparta: Situada na região da Lacônia, a sudeste da Península do Peloponeso. Militarismo: Os cidadãos eram soldados.
- Esparciatas: Possuíam poder político, religioso e militar;
- Periecos: Estrangeiros, comerciantes (livres, sem direito político);
- Hilotas: Servos e camponeses (sem direitos políticos).
Foi uma localidade da Grécia Antiga, situada às margens do rio Eurotas, no sudeste da região do Peloponeso. Foi uma das mais notórias cidades-estado da Grécia Antiga; conquistou a vizinha Messênia cerca do ano 700 a.C. e, duzentos anos mais tarde, coligou-se a seus outros vizinhos, formando a Liga do Peloponeso. Na Guerra do Peloponeso, no século V a.C., Esparta derrotou Atenas e passou virtualmente a governar toda a Grécia, mas em 371 a.C. os outros estados revoltaram-se e Esparta foi derrubada, apesar de manter-se poderosa ainda durante mais duzentos anos. A cidade foi fundada pelos dórios no séc. IV a.C.
Estrutura Política de Esparta
- 5 Éforos: Poder executivo eleito anualmente;
- Gerontes: Poder legislativo (pessoas acima de 60 anos);
- Ápela: Homens acima de 30 anos;
- Hoplita: Exército, só homens entre 18 e 30 anos;
- Hilotas: Camponeses;
- Mulheres: Valorizadas.
Atenas
Atenas: Classe social (do topo para baixo):
- Eupátridas: Ricos;
- Demiurgos: Comerciantes e artesãos;
- Georgóis e Tetas: Pequenos agricultores e marginais;
- Metecos: Estrangeiros;
- Escravos: Povos conquistados.
Veneração dos deuses, templos construídos na Acrópole (parte mais alta da pólis), viviam da agricultura. É a capital e maior cidade da Grécia e também a capital da Ática. Além de ser uma cidade moderna, Atenas também é famosa por ter sido uma poderosa cidade-estado e um centro de cultura muito importante na Antiguidade. Atenas figura entre as mais antigas cidades do mundo ainda volumosamente habitada pelo homem, tendo sido fundada há mais de seis mil anos. A cidade de Atenas está localizada na região da Ática e é, na atualidade, o principal centro urbano, econômico, político e cultural da Grécia moderna. Junção dos povos: Aqueus, Eólios e Jônios.
Período Clássico (Séc. V e IV a.C.) e Guerras Médicas
Guerras Médicas: Disputa sobre a região da Jônia. Gregos x Persas (invadem a Grécia). Os gregos tentam se livrar da Pérsia e ter hegemonia do comércio. Chamam-se Guerras Médicas ou Guerras Greco-Persas aos conflitos bélicos entre os antigos gregos e o Império Aquemênida durante o século V a.C. As Guerras Médicas ocorreram entre os povos gregos (aqueus, jônios, dórios e eólios) e os medo-persas, pela disputa sobre a Jônia na Ásia Menor, quando as colônias gregas da região, principalmente Mileto, tentaram livrar-se do domínio persa. Esta região da Jônia era colonizada pela Grécia, mas durante a expansão persa em direção ao Ocidente, este poderoso império conquistou estas diversas colônias gregas da Ásia Menor, entre elas Mileto. As colônias lideradas por Mileto e contando com a ajuda de Atenas, tentaram sem sucesso libertar-se do domínio persa, promovendo uma revolta.
Liga de Delos
Liga de Delos: Surgiu durante as guerras médicas. O objetivo era preparar cidades gregas caso houvesse invasão persa. Para combater os persas, Atenas lidera uma luta. Em 448 a.C., a liga assina um acordo de paz. Mesmo após o perigo ter passado, Atenas não aceita que as cidades saiam do acordo, tornando-se imperialista. Essa reunião levou a melhorias em Atenas. A Liga de Delos foi uma liga militar organizada por Atenas durante as Guerras Médicas. Tinha como principal objetivo a defesa das cidades gregas de um ataque persa. Sua sede era na cidade de Delos. O ateniense Aristides, o Justo, organizou a força marítima da liga em 476 a.C. Esparta e suas aliadas do Peloponeso, no primeiro momento, entraram na liga, mas depois consideraram que o perigo havia passado e abandonaram a liga.
Guerra do Peloponeso
Guerra do Peloponeso: Esparta x Atenas. Esparta opõe-se à hegemonia ateniense. Estes vencem e levam Atenas à decadência. A Guerra do Peloponeso foi um conflito armado entre Atenas (centro político e civilizacional do mundo ocidental no século V a.C.) e Esparta (cidade-estado de tradição militarista e costumes austeros), de 431 a 404 a.C. Sua história foi detalhadamente registrada por Tucídides e Xenofonte. De acordo com Tucídides, a razão fundamental da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que tal despertava entre os espartanos. A cidade de Corinto foi especialmente atuante, pressionando Esparta a fim de que esta declarasse guerra contra Atenas.
Período Helenístico
Período Helenístico: Fusão da cultura grega e oriental. Artes: realismo, violência, dor e realidade. Ciências: Ptolomeu (Geocentrismo); Eratóstenes (cálculo da circunferência da Terra). O período da história da Grécia e de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre, o Grande, em 323 a.C., e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C. Caracterizou-se pela difusão da civilização grega numa vasta área que se estendia do Mar Mediterrâneo oriental à Ásia Central. De modo geral, o helenismo foi a concretização de um ideal de Alexandre: o de levar e difundir a cultura grega aos territórios que conquistava.
Monarquia e República Romana
Monarquia e República Romana: Período em que Roma era uma monarquia, dividida em classes:
- Patrícios: Ricos;
- Plebeus: Pobres;
- Clientes: Parentes dos patrícios, tinham que trabalhar para os seus parentes;
- Escravos: Eram plebeus que iam para a guerra, então eram escravos por dívidas.
Segundo a lenda de Rômulo e Remo, Roma foi fundada em 753 a.C. Na mesma altura, um grupo de aldeias no alto da colina do rio Tibre transforma-se na cidade de Roma. Depois, entre 616 e 510 a.C., foi uma monarquia, onde os etruscos detinham o poder sobre as cidades-estado do norte. Tarquínio Prisco foi o primeiro rei da cidade. Em 510 a.C., expulsam o último rei, Tarquínio. Depois, Roma torna-se uma república que dura até 31 a.C. Em 451 a.C., é criado o primeiro código da lei romana. Em 340-338 a.C., passa a dominar a região do Lácio. Em 264-241 a.C., na Primeira Guerra Púnica, lutada contra os cartagineses, conquista definitivamente a Sicília. Na Segunda Guerra Púnica, Cipião derrota Aníbal, que invadiu a Itália. Em 149-146 a.C., acontece a Terceira Guerra Púnica, em que Cartago é totalmente destruída, e Roma torna-se o país mais poderoso do Mediterrâneo. Em 73-71 a.C., Espártaco chefia uma revolta falhada contra Roma. Em 60 a.C., Júlio César, Pompeu e Licínio Crasso detêm um triunvirato. Em 55 a.C., Júlio faz as primeiras expedições à Britânia. Júlio César torna-se ditador em 49 a.C., até ser assassinado em 44 a.C.
Imperialismo Republicano
Imperialismo Republicano: Império Romano é a designação utilizada por convenção para referir o Estado romano nos séculos que se seguiram à reorganização política efetuada pelo primeiro imperador, Augusto. Embora Roma possuísse colônias e províncias antes desta data, o estado pré-Augusto é conhecido como República Romana. Os historiadores fazem a distinção entre o Principado, período de Augusto à crise do terceiro século, e o Domínio ou Dominato, que se estende de Diocleciano ao fim do Império Romano do Ocidente. Durante o Principado (da palavra latina princeps, que significa primeiro), a natureza autocrática do regime era velada por designações e conceitos da esfera republicana, manifestando os imperadores relutância em se assumir como poder imperial. No Domínio (palavra com origem em dominus, senhor), pelo contrário, estes últimos exibiam claramente os sinais do seu poder, usando coroas, púrpuras e outros ornamentos simbólicos do seu estatuto. Guerras Púnicas foi a guerra pela posse do Mar Mediterrâneo entre Roma e Cartago.
Crise na República
Crise na República: Longo período de instabilidade política e social que culminou com a transformação da República Romana no Império.
Imperialismo
Imperialismo: Política de expansão e o domínio territorial, cultural e econômico de uma nação sobre outra ou sobre uma ou várias regiões geográficas.
Crise no Império
Crise no Império: No séc. III, observamos o desenvolvimento de uma grave crise que influenciaria enormemente na desintegração do Império Romano.