Guerra Fria: Conflitos Indiretos e Tensões Globais
Classificado em História
Escrito em em
português com um tamanho de 2,82 KB
Guerra Fria (1945-1991): Os Conflitos Indiretos
Guerra da Coreia (1950–1953)
- Coreia do Norte (República Popular Democrática da Coreia): Socialista.
- Coreia do Sul (República da Coreia): Capitalista.
Entre 1910 e 1945, a Coreia foi um território de domínio japonês. Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, EUA e URSS concederam autonomia aos coreanos. A península foi dividida pelo paralelo 38°, conforme a Conferência de Potsdam, separando o país em dois sistemas opostos.
A guerra iniciou-se em 1950, quando a Coreia do Norte tentou a reunificação, e terminou em 1953 com o Armistício de Panmunjom. O conflito envolveu a Coreia do Norte (apoiada pela China e URSS) contra a Coreia do Sul (apoiada pelos EUA e ONU).
Intervenções Americanas na Grécia e Turquia (1947-1949)
Os EUA forneceram apoio financeiro e militar ao governo grego para eliminar a influência comunista. O mesmo ocorreu na Turquia. A instalação de bases de mísseis americanas nessas regiões, próximas à URSS, elevou a tensão entre as superpotências.
Insurreição Húngara (1956) e Primavera de Praga (1968)
Ambos os conflitos representaram resistências internas ao domínio soviético.
- Insurreição Húngara: Movimentos populares em Budapeste rebelaram-se contra o stalinismo e a centralização soviética, sendo reprimidos pelas tropas do Pacto de Varsóvia.
- Primavera de Praga: Na Tchecoslováquia, Alexander Dubček tentou implementar um socialismo com "face mais humana", incluindo liberdade de imprensa e direitos civis. O movimento foi sufocado pela intervenção soviética. Após o fim da URSS, o país dividiu-se na República Checa e na Eslováquia.
Guerra do Vietnã (1959-1975)
A Divisão do Vietnã
Após a expulsão dos japoneses e a derrota da França em 1954, a Conferência de Genebra dividiu o país: Vietnã do Norte (comunista) e Vietnã do Sul (capitalista).
O Início da Guerra e Intervenção Americana
Em 1959, guerrilheiros comunistas (Vietcongues) iniciaram uma insurreição no Sul. Os EUA, temendo o "efeito dominó", intensificaram sua presença militar. Sob Lyndon Johnson, o contingente americano chegou a 550 mil soldados em 1968, utilizando armas químicas como o agente laranja e bombas de napalm.
A resistência dos Vietcongues, marcada pela Ofensiva do Tet, e a crescente oposição interna nos EUA — impulsionada por movimentos pacifistas como o festival de Woodstock e a luta pelos direitos civis liderada por figuras como Martin Luther King Jr. — forçaram a retirada americana em 1973. Em 1975, Saigon foi tomada e o Vietnã foi unificado sob a República Socialista do Vietnã.